OMS aponta Lei Seca como modelo para o mundo inteiro
Núcleo de Imprensa
A Operação Lei Seca foi apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como exemplo de combate bem sucedido à violência no trânsito. Segundo o ortopedista Marcos Musafir, consultor da OMS, as nações de língua portuguesa, em especial, têm feito consultas ao organismo internacional para aplicar em seus países a ação, criada pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro.
Para o subsecretário de Estado de Governo e coordenador-geral da operação, Carlos Alberto Lopes, esse interesse só existe porque não se trata de algo pontual.
– Em outros países, as pessoas estão atentas ao nosso êxito, porque as operações viraram política permanente de governo: elas ocorrem todos os dias da semana. Se somarmos o número de vítimas que conseguimos evitar desde o lançamento da operação, em março, até setembro, temos 2.477 vidas que foram salvas no Rio de Janeiro, em relação ao mesmo período de 2008 – afirmou Lopes.
Os bons resultados da campanha ficam evidentes na expressiva redução no número de vítimas de trânsito. Em setembro passado, 360 pessoas deixaram de se acidentar na cidade do Rio, em comparação com o mesmo mês de 2008. Foram contabilizados 962 acidentados, contra 1.322 em setembro do ano passado – o que representa uma queda de 27,2% no número de vítimas.
Os índices vêm caindo mês a mês em 2009, na comparação com 2008: em agosto, foram registradas 1.142 vítimas na Capital, número 23,3% menor que o do mesmo mês do ano passado (1.488); em julho, a redução foi de 20,6%; em junho, diminuição de 25,6%; em maio, a queda ficou em 36,2%; em abril, menos 23,6%; e, de 19 de março a 19 de abril – período que compreende o primeiro mês da Operação –, o número de vítimas registrou queda de 19%.
Do início da Operação Lei Seca, em 19 de março, até 5 de outubro, 84.886 motoristas foram abordados em blitzes, 16.898 deles receberam multas e 5.573 veículos foram rebocados. No mesmo período, 7.058 carteiras de habilitação foram recolhidas e os agentes realizaram 79.664 testes com etilômetro. Foram aplicadas 1.398 sanções administrativas e 454 criminais.
Participam da operação o Detran, como órgão financiador, a CET-Rio, a Uerj, a UFRJ, a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, a ONG Trânsito Amigo, 260 associações de taxistas, a Fetranspor (Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro), a SuperVia, o Metrô-Rio e as Barcas S.A.
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