31
de julho de 2010
sábado

Ascom
O sol e as altas temperaturas são um convite para curtir o verão à beira mar. Mas é preciso ter cuidado para não descuidar da pele, que sofre na estação mais quente do ano. Os perigos não se restringem às queimaduras. De acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o câncer de pele é o segundo tipo de manifestação da doença com maior incidência no estado do Rio de Janeiro e no Brasil. Por aqui, só fica atrás do câncer de próstata, nos homens, e do câncer de mama, nas mulheres. Mas o que fazer se sua atividade profissional exige horas de exposição aos raios solares?

Segundo a coordenadora da área de Detecção Precoce e Vigilância do Câncer, da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil, Rosileide Figueiredo, esses profissionais devem ter cuidados redobrados. A maior incidência da doença está entre os trabalhadores que têm suas atividades ao ar livre como agricultores, carteiros, operários da construção civil, guardas de trânsito, agentes de saúde, entre tantos outros. É com essa classe que temos que nos preocupar, alerta Risoleide.

− Se achamos difícil tornar o uso do filtro solar um hábito rotineiro entre pessoas que vão esporadicamente à praia, imagine como fazer um homem que há anos trabalha no campo, de sol a sol, parar suas atividades para aplicar filtro solar? Tarefa quase impossível. Para atingir esse público, por exemplo, temos que nos adaptar à realidade deles. Para essas pessoas a recomendação é usar camisa de manga longa, calça comprida e chapéu de aba larga, além de filtro solar e óculos escuros, se possível.

Câncer de pele

A doença tem origem nas células produtoras de melanina, que determinam a cor da pele e não surge de uma hora para outra. Ele é resultado de anos de exposição aos raios ultravioletas sem a proteção adequada. Apesar de ser frequente, a doença possui baixo índice de mortalidade. Se detectada precocemente, tem cura. Para aqueles que não abrem mão da praia no fim de semana, a recomendação é a mesma de sempre: evitar o sol entre 10h e 16h, usar filtro solar com fator mínimo de proteção 15, reaplicando o produto a cada duas horas, e incluir no guarda-roupa de verão bonés e chapéus de abas largas e óculos escuros.

Ignorar as recomendações ainda é um dos fatores que contribuem para o surgimento de novos casos a cada ano. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), a projeção de novos casos no biênio 2008/2009, no Rio de Janeiro, foi de 5.660 (homens) e 5.640 (mulheres). Já para o período de 2010/2011 este número deve ser menor: 5.320 (homens) e 5.550 (mulheres). De acordo com Risoleide, este decréscimo de casos se deu devido ao maior cuidado que as pessoas estão tendo com a saúde e, principalmente, ao uso de filtro solar.

Prevenção

Para auxiliar os profissionais de saúde dos municípios, a Secretaria de Saúde e Defesa Civil desenvolve um trabalho de capacitação, identificando aqueles que já atuam na prevenção da doença, e propondo ações diferenciadas para cada região. A equipe da secretaria também realiza atividades específicas de orientação e mobilização social, como, por exemplo, oferecer palestras a funcionários de empresas e em canteiros de obras.

- É preciso que as pessoas que trabalham sob o sol entendam que o filtro solar e os óculos escuros também são ferramentas de trabalho obrigatórias − conclui Risoleide.

Para saber mais sobre o serviço, entre em contato com o setor de Detecção Precoce e Vigilância do Câncer pelo telefone (21) 2333-3758.

Fique atento aos sinais

Procure um médico se você observar o surgimento de sinais com as seguintes características:

- Pintas assimétricas, ou seja, uma metade diferente da outra;

- Sinais com bordas irregulares e com diâmetro superior a 6mm;

- Crescimento do diâmetro da lesão;

- Manchas que coçam, ardem, escamam ou sangram;

- Pintas com tons que variam entre o castanho escuro e o preto.

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