31
de julho de 2010
sábado

Ascom da Secretaria de Saúde e Defesa Civil
Para lembrar o Dia Mundial de Combate à Hanseníase – celebrado no último domingo do mês de janeiro de cada ano – a Gerência de Dermatologia Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde e Defesa Civil está realizando esta semana uma série de atividades com o objetivo de orientar a população quanto à necessidade do diagnóstico precoce da doença. As ações acontecem na maioria dos 92 municípios fluminenses.
No Rio de Janeiro, técnicos em Saúde permanecem no andar térreo da Secretaria, à Rua México, 128, Centro, orientando o público e distribuindo folhetos explicativos. No domingo (31/1), entre 9h e 13h, técnicos e médicos especialistas de vários hospitais e universidades estarão nas tendas montadas no Piscinão de Ramos e nas praias do Leme (na altura da Avenida Princesa Isabel) e de Copacabana (posto 6). Os profissionais vão tirar dúvidas, distribuir folhetos e orientar a população.
- Trata-se de uma ação preventiva, para lembrar que é preciso detectar a hanseníase o mais precocemente possível, pois quanto mais cedo for descoberta, mais rápido a doença reage ao tratamento – explica a gerente de Dermatologia Sanitária, Kédman Trindade Mello, que no domingo estará no Piscinão de Ramos das 9h às 13h, à disposição dos jornalistas.
Ela lembra que a hanseníase é uma doença infecto-contagiosa crônica, que atinge, principalmente, as células cutâneas e células dos nervos periféricos, mas tem tratamento e cura. Em função do potencial incapacitante, a doença é de notificação compulsória em todo o território nacional.
- A hanseníase se manifesta, inicialmente, através de manchas dormentes brancas ou avermelhadas na pele, e o tratamento é feito gratuitamente nos postos municipais de saúde, sem necessidade de internação, a não ser em casos especiais – comenta Kédman.
A gerente lembra que o Estado vem investindo para oferecer tratamento humanitário e de qualidade aos portadores da doença. Além de investimentos em melhorias nas duas unidades estaduais de referência no tratamento da hanseníase – o hospital Tavares de Macedo e o Instituto Estadual de Dermatologia Sanitária, ou Hospital Colônia Curupaiti – a Secretaria de Saúde vem ampliando o número de cursos de capacitação dos técnicos que trabalham nas secretarias municipais de Saúde.
Atualmente, o Rio de Janeiro conta com uma incidência de menos de dois mil novos casos de hanseníase por ano, o que quer dizer que o estado conseguiu alcançar a meta proposta pela Organização Mundial de Saúde (OMS), um novo caso para cada grupo de 100 mil habitantes. Em 2009, foram notificados no estado 1.683 novos casos da doença, a maioria no Rio de Janeiro, São Gonçalo, Campos dos Goytacazes e cidades da Baixada Fluminense. Hoje, existem em tratamento 2.150 pacientes.

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