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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

 

 

REVELAÇÃO

 

Fernando Costa - jornalista


Vivemos uma relação antiga que perdura desde a infância estando a completar o jubileu de ouro. Diriam alguns que é uma paixão do amante para o ser amado, de noivos em trajes nupciais, mas, na verdade eternos enamorados. Durante todo esse percurso tem havido fidelidade, cumplicidade, dedicação e afeto incondicional. Digo sempre, posso navegar pelos Rios Tâmisa, Nilo, Douro, Tejo, Jordão, São Francisco, Reno, Sena, Amazonas, Mississipi e tantos mais e, no entanto, nenhum se compara ao Rio de minha Aldeia... Suas curvas me apaixonaram, cada ângulo de seu corpo desde cedo me fascinaram. Sua história, pendores e virtudes me atraíram. É daquele amor em que não se enxerga defeitos e nem se há uma ruga aqui ou acolá ou se o tempo fez nascer um “pneuzinho”, flacidez ou buracos em suas ruas, calçadas ou avenidas... Eu era menino. E daquela época até aqui não desejo estabelecer parâmetros ou dicotomias porque quando ele é verdadeiro não há preocupação em perscrutar a face para saber se a maçã de seu rosto está ou não enfestada de rugas ou um jardim de cravos. Gozei do privilégio a me trazerem lá de Hermogêneo Silva por meus pais, Sacerdotes ou fazendeiros amigos e aqui assistia às Missas no Sagrado, na Catedral, visitava o Museu, lanchava no D’Ângelo, passeava nas típicas Vitórias – para mim eram carruagens, enfim aprendi a admirar os Corais e a boa música, a cultuar a história e a preservar a memória em suas nuanças multifacetadas. Lembro-me da Catedral ainda sem a torre e das obras internas em fase de acabamento. Participei do traslado dos Restos Mortais de S.A.I.R. Princesa Isabel e do Conde D’Eu e da presença do Casal Scila e Presidente Médice presentes à cerimônia. Depois veio a juventude e a adolescência oportunidade em que convivi numa Três-Rios bucólica e idílica onde não havia arranha-céus e a preparação profissional se findava nos cursos Contador ou Escola Normal. Depois surgiram o Científico e o Clássico àqueles desejosos em alçar voos mais altos.  Assim, concluí o Contador e ingressei no Curso Clássico ocasião que viemos eu e Célio em companhia de um dos nossos Professores, Alcyrus Pinto Barreto, que para nós lecionava História Política e Econômica do Brasil, no Colégio Ruy Barbosa, daquela Cidade e escolheu a terra de Pedro para a pesquisa. Ali, definimos viver aqui. Célio prestou o vestibular e iniciou a Faculdade de Direito em 1969. Prestei o vestibular e ingressei na Universidade Católica de Petrópolis, Faculdade de Direito em 1970. Lá se vão 52 anos de entusiasmo entre a amada e o amante. Durante esse tempo tento conciliar as lides profissionais e a literárias, as artes plásticas e o jornalismo. O primeiro convite recebido para escrever em periódicos petropolitanos foi do Jornal de Cascatinha em 1970 onde permaneço ininterruptamente até o presente. A seguir vieram a Revista Social, Diário de Petrópolis e a Tribuna de Petrópolis. E lá se vão 48 anos de escritório. Nesse ínterim enveredei pelo Curso de Teologia no I.T.F. O desejo é o de melhor servir a minha Igreja e o devotamento à Maria Santíssima minha Estrela Guia ao Deus Uno e Trino. Integrar às Instituições Culturais da Cidade e alhures faz parte de minha vida bem à minha’ alma. Nada seria possível sem a presença da família a me iluminar tendo como pilar a equipe da qual me integro junto a Célio, Elizabeth, Carla e Ana Luzia. Sou feliz por ser correspondido por isso não me canso de repetir que Petrópolis é a razão de minha vida.

 



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