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  Geral

Adequações podem minimizar riscos de incêndios provocados por raios

Jaqueline Ribeiro – Especial para o Diário      

 

Frente ao risco de danos provocados por raios, mais comuns durante os temporais no período de verão, algumas medidas adotadas no sistema elétrico das casas podem para minimizar o impacto das descargas elétricas e evitar prejuízos, como os que ocorreram em dois imóveis, que pegaram fogo no início deste ano após serem atingidas por raios. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apontam um aumento de 23% na incidência de raios em Petrópolis neste início de ano. Entre 1º de janeiro e 10 de fevereiro, o Grupo de Eletricidade Atmosférica do INPE registrou que 4.300 raios atingiram a cidade –  805 a mais que no mesmo período do ano passado quando 3.495 descargas elétricas provocadas por raios nuvem-solo atingiram a cidade. Se consideradas as informações sobre todos os tipos de raios, a situação é ainda mais alarmante: dados da concessionária de energia Enel apontam que somente em janeiro foram registradas 10.879 incidências de descargas atmosféricas em Petrópolis.

Engenheiro eletricista, Alexandre Castro, que é também professor da Universidade Católica de Petrópolis, explica que embora existem mecanismos para criar uma espécie de “blindagem” às descargas atmosféricas (raios), que exigem projetos mais elaborados de engenharia, medidas mais simples podem ser adotadas pelos proprietários dos imóveis para reduzir o impacto, minimizando os riscos de danos e prejuízos.

“As descargas atmosféricas são uma questão complexa. A exemplo do que fazemos nos casos de empresas e estabelecimentos comerciais, é possível elaborar para as casas projetos que criem um sistema de proteção contra descargas atmosféricas (SPDA), a espécie de “blindagem” do imóvel a estes fenômenos, com a instalação de para-raios, por exemplo, que reduzem os riscos.  Mas existem também medidas mais simples,como a instalação de um dispositivo de proteção contra surtos (DPS) no quadro de disjuntores do imóvel, que ajuda a minimizar o impacto nas instalações elétricas e nos equipamentos e, consequentemente aos seus usuários, caso o imóvel receba uma descarga atmosférica”, explica. 

Alexandre Castro frisa, no entanto, que é importante que além do DPS, a residência disponha também de um bom sistema de aterramento. “Sem o aterramento, o DPS não tem efeito algum”, pontua o professor, destacando que o aterramento e o DPS já são itens obrigatórios da norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “O sistema de aterramento é previsto especificamente na NBR 5410. O ideal é que o DPS seja dimensionado por um engenheiro eletricista, mas ele poderá ser avaliado e instalado por um técnico em eletrotécnica também”, considera.

Além das adequações técnicas que potencializam a proteção aos imóveis, o professor lembra que é fundamental que as instalações elétricas internas dos imóveis devem estar adequadas às normas e outros cuidados devem ser tomados pelos moradores para evitar acidentes com raios. “Neste caso cabem as orientações gerais em relação ao comportamento das pessoas durante as tempestades com raios, como a pessoa evitar tomar banho, evitar o contato com objetos com estrutura metálica como geladeiras, microondas e máquinas de lavar, por exemplo, além de evitar o uso de telefone, principalmente os aparelhos com fio”, orienta. 

Veja como se proteger

Medidas técnicas de segurança:

 - Blindagem do imóvel – sistema semelhante às de indústrias, empresas e comércio  com elaboração de projeto e instalação de para raios – deve ser feito por engenheiro eletricista

- Proteção à rede elétrica interna – instalação de dispositivo de proteção contra surtos (DPS) no quadro de disjuntores do imóvel – deve ser feito por engenheiro eletricista ou por um técnico em eletrotécnica

O que evitar dentro de casa durante as tempestades

- Uso de chuveiro elétrico

- Contato com objetos de estrutura metálica (geladeira, máquina de lavar, microondas)

- Uso de aparelhos de telefone com fio



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