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  Colunistas
ARISTÓTELES DRUMMOND
COLUNISTA

 

A FALTA DE EXPERIÊNCIA

O governo tem tido dificuldades políticas, especialmente na comunicação, pelo simples motivo da inexperiência dos atores com a liturgia que faz parte do poder. E, assim, a oposição se aproveita para esconder o quanto a vida do brasileiro já foi facilitada pelas boas canetadas do presidente, combatendo a burocracia, facilitando o dia a dia do cidadão, sem maiores custos. Atos de justo apoio aos que trabalham no campo e racionalidade na defesa do cidadão face a escalada da violência nas cidades e no campo.

Fato a ser observado é que os ministros das pastas mais importantes, nas quais o país pedia mesmo um choque de gestão e de responsabilidade, estão ausentes do noticiário. E seus titulares, todos homens muito preparados e repeitados, atuando com grande discrição. São os casos de Bento Albuquerque, das Minas e Energia, de Tarcísio de Freitas, da Infraestrutura, e Luiz Henrique Mandetta, da Saúde. Trabalham em silencio.

Paulo Guedes, pela economia ser decisiva para o futuro do país, tem aparecido bem na mídia, com um estilo didático de explicar o quadro , coisa que não tínhamos desde os tempos do professor Delfim Netto. Muito atacado, por estar absolutamente correto em seu programa de trabalho, Ricardo Salles, do Meio Ambiente, é dos melhores da equipe, e tem enfrentado com muita tranquilidade as provocações. Os demais que andam envolvidos em polêmicas precisam aprender a não fazer o jogo dos adversários do governo e do próprio país, mantendo discussões irrelevantes, mas de alto teor midiático.

Estranha-se que o Executivo ainda não tenha mandado um projeto de alterações do Código Penal, para deixar definida por lei a questão da prisão na segunda instância. O Judiciário faz cumprir o que está claro e interpreta omissões. Para evitar que o país fique nesta discussão estéril, as mudanças devem ser feitas, incluindo a delação premiada, a redução de penas por multas em dinheiro e outras questões. Também é necessário criar prazos para os tribunais julgarem casos de corrupção e má gestão, considerando que um dos motivos para os 58 milhões de votos recebidos pela presidente foi o combate à corrupção e à impunidade.

Outra questão importante é não se perder de vista que a celeridade se impõe hoje aos três poderes da República. Os que sofrem, e são muitos, têm pressa. Demorar, discutir, dividir, contraria o interesse nacional.

Para as ameaças de pressões espúrias, como greves e perturbações da ordem, existe a lei e o uso legítimo da autoridade para coibir a sabotagem que prejudica a luta contra crise grave e cruel. Humildade de uns, comedimento de outros e pragmatismo de todos não fariam nada mal.

 



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