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  Geral

Atendimento para pessoa com deficiência em avião é alvo de reclamações

 

Petropolitana de 14 anos quase perde cirurgia por conta da burocracia de companhia aérea

Philippe Fernandes

Conseguir um voo para a filha, que possui traqueostomia e é cadeirante, para realizar uma cirurgia de alto risco em Curitiba (PR), se tornou um drama para a fisioterapeuta petropolitana Michelle de Queiroz, nas últimas semanas. Segundo ela, a Gol Linhas Aéreas criou uma série de dificuldades para aprovar o ingresso da jovem. Em alguns casos de pessoas com problemas de saúde, as companhias aéreas exigem uma autorização prévia da equipe médica. Um formulário, com informações médicas, precisa ser preenchido. Além disso, as empresas exigem alguns documentos, que comprovam a aptidão ou não do passageiro em realizar a viagem aérea.

Bárbara, de 14 anos, possui traqueostomia - quando a pessoa não consegue respirar pelo nariz, mas por uma abertura que é feita no pescoço - e precisava realizar um procedimento cirúrgico para resolver um grave problema de escoliose na coluna, correndo, inclusive, risco de morte. Os médicos indicaram a realização da cirurgia em Curitiba, em um hospital que é referência nacional para esse tipo de atendimento. E foi aí que começou o problema de Michelle.

- Fiquei sabendo que, por conta da minha filha ser especial, precisava preencher um documento na companhia aérea, explicando o que ela tem. Eles pediram para preencher cadastro e enviar laudo, e nós fizemos tudo direitinho. Enviamos o exame de gasometria arterial, por exemplo, para saber a quantidade de oxigênio que havia no sangue, para atestar que ela não passaria mal lá em cima. O procedimento é dolorido, e mostramos que não havia problemas. Mesmo assim, eles criaram dificuldades, ela precisou fazer esse exame duas vezes - afirmou.

De acordo com Michelle, foram 12 dias na peregrinação, inclusive com o apoio de uma agência de viagens, que reafirmou a urgência. A mãe iria de acompanhante com a filha e mais duas técnicas de enfermagem, porque o plano de saúde garante essa alternativa. No entanto, os reiterados pedidos e a burocracia impediram a viagem. A sua filha só conseguiu realizar a cirurgia porque foi internada e levada de UTI aérea.

- Chegamos às 2h30 do sábado em Curitiba, sendo que a cirurgia, que é complexa e tinha duração de oito horas, começou às 6h30. Foi muito desgastante para todos nós. Ela está bem, se recuperando, ficou 15 dias internada e voltou ontem. Houve intercorrências, mas está tudo bem. No entanto, vamos correr atrás disso judicialmente, pois foi um absurdo essa falta de respeito - protesta.

Outro lado

Procurada pelo Diário, a Gol Linhas Aéreas destacou que segue as recomendações da Medicina Aeroespacial, além da legislação vigente e as normas internacionais. A empresa afirma que tais exigências visam a segurança a bordo, item prioritário na política adotada pela companhia.

A Gol informou, também, sobre o procedimento padrão neste tipo de caso: qualquer Cliente que necessite de atendimento especial, seja para cuidados médicos especiais ou mesmo autorização para embarque em caso de doença, entre outros fatores, precisa preencher o Formulário de Informações Médicas (MEDIF), que segue as normas da IATA) e toda a documentação é analisada pelo departamento médico da companhia.



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