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Diário Automóveis
COLUNA

 

 

Fiat Grand Siena sai de fábrica preparado para receber o kit GNV

Fiat disponibiliza o Grand Siena com preparação para o uso do gás natural veicular, mas, ao contrário do que foi feito no passado, comprador é quem cuida da instalação

Pedro Cerqueira – Portal Vrum

 A Fiat mira nos taxistas e motoristas de aplicativo para vender o Grand Siena com kit GNV(foto: Fiat/Divulgação)

 

Diferente do que foi especulado por alguns no início do mês, o Fiat Grand Siena não retomou a versão Tetrafuel, vendida entre 2006 e 2016, que já saía de fábrica com o kit gás instalado. A proposta dos italianos agora é oferecer o modelo com uma preparação para o uso do gás natural veicular (GNV), deixando o comprador escolher onde vai fazer esse serviço, o que acabou deixando o preço de aquisição menor.


Mas a conta completa é a seguinte: a preparação está disponível apenas para a versão Attractive 1.4, que custa R$ 54.990; a predisposição ao GNV é um opcional que custa R$ 690; e a conversão para gás fica em torno de R$ 5 mil. Total: R$ 60.680. Mas é preciso ficar claro que a manutenção da garantia original de fábrica – que é de um ano para o veículo e de três anos para motor e câmbio – fica condicionada à instalação de kits de quinta geração (o mais atual), feita por convertedores certificados pelo Inmetro.

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 Apesar de ter 520 litros de capacidade, o porta-malas perde muito espaço com os dois cilindros(foto: Fiat/Divulgação)


Mas quais são as modificações que o sedã recebe para usar o GNV? Para começar, o cabeçote do motor tem válvulas e sedes de válvulas produzidos com material mais resistente e com nova geometria, garantindo durabilidade e confiabilidade. O coletor de aspiração foi projetado para receber na posição correta os bicos injetores de gás, o que, segundo o fabricante, traz mais segurança e maior rendimento para a conversão, pois melhora o enchimento do motor e a formação da mistura ar/combustível.
O motor 1.4 Evo da Fiat tem potências de 85cv (gasolina)/88cv (etanol) e torques de 12,4kgfm (g)/12,5kgfm (e). Apesar de toda a evolução da conversão, com GNV o veículo perde um pouco de performance. Uma perda em relação à finada versão Tetrafuel é que a predisposição ao GNV não alcança alguns reforços estruturais e na suspensão para suportar o peso extra do cilindro que armazena o gás.


Ao menos o porta-malas é espaçoso, 520 litros de volume, e permite levar alguma bagagem junto com o cilindro (ou os cilindros) de GNV. Entre os itens de série, destaque para ar-condicionado, direção hidráulica, vidros elétricos dianteiros, luzes de direção com acionamento rápido, computador de bordo, predisposição para rádio, alertas de limite de velocidade, faróis biparábola e follow me home.

 O motor recebe algumas adaptações para funcionar com o gás, como uso de material mais resistente(foto: Fiat/Divulgação)


Naturalmente, a novidade é voltada principalmente para os profissionais do volante, taxistas e motoristas de aplicativo, que rodam muitos quilômetros por dia. Os italianos garantem que o retorno do investimento extra com a conversão para GNV pode ser obtido em três meses, considerando uma rodagem de três mil quilômetros por mês e dependendo do preço dos combustíveis.

 

 

Você sabe se seu carro já esteve ou está envolvido em campanha de recall?

Diante do desleixo de muitos proprietários de veículos em atender ao chamamento dos fabricantes para corrigir defeitos graves, aplicativo pode ser alternativa para os esquecidos

EG Enio Greco - (foto: Arquivo/EM)  - Portal Vrum

Brasileiro gosta muito de carro, mas tem uma certa preguiça de fazer a manutenção de itens importantes, que podem até comprometer a integridade de motorista e passageiros. E se tem desleixo com as revisões, imagina com os chamados de recall, que normalmente são feitos para corrigir defeitos em itens de segurança? No Brasil, já foram feitas mais de mil campanhas de recall desde 2002 e, infelizmente, milhões de veículos ainda continuam com problema, pois seus proprietários não procuraram as concessionárias para fazer os reparos. Pensando nisso, Vinícius Melo criou o Papa Recall, um aplicativo que, de forma gratuita, avisa o dono se o carro já foi ou tem de ser submetido ao reparo. É compatível com smartphones nas plataformas iOS e Android.


A palavra recall, de origem inglesa, refere-se ao chamamento que a montadora faz quando reconhece um defeito de fabricação em item que comprometa a segurança, e faz a troca da peça danificada sem qualquer custo para o proprietário do carro. Os recalls estão previstos na Lei 8.078/90, o Código de Defesa do Consumidor, que determina que as empresas não podem colocar à venda produtos ou serviços que apresentem alto grau de risco à saúde ou segurança das pessoas. Portanto, são campanhas positivas, já que as montadoras reconhecem o erro e arcam com os reparos e todas as despesas. O problema é que, nos últimos anos, o número de campanhas de recall e de veículos envolvidos tem aumentado assustadoramente, levantando a discussão sobre a qualidade e os cuidados na produção de veículos no Brasil.

 Defeito de funcionamento dos airbags compromete a segurança do motorista e passageiros (foto: Suzuki/Divulgação)


CRESCIMENTO De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, desde 2002 mais de 1.100 campanhas de recall foram feitas no Brasil. Para piorar o quadro, de 2012 a 2017, a convocação de recalls cresceu mais de 100%. Em 2016, mais de 1,5 milhão de carros foram convocados pelas montadoras, número que chegou a 1,9 milhão no ano seguinte. Em 2018, foram chamados para reparos 2.168.123 veículos, mas apenas 13,5% desses compareceram às concessionárias para passar por reparos. Estima-se que mais de 20 milhões de veículos que trafegam pelas ruas e estradas brasileiras não atenderam ao chamado de recall.


A lei determina que as montadoras devem identificar o problema e convocar os proprietários das unidades envolvidas o mais rápido possível, sem causar qualquer tipo de transtorno. Mas como muitos donos de carros não levam os mesmos para fazer o reparo, além de comprometer a própria segurança e de terceiros, acabam gerando um problema no mercado de usados. Por isso, ao comprar um veículo usado, é importante averiguar se o mesmo já foi envolvido em alguma campanha de recall e se seu ex-proprietário o levou para fazer o reparo. A informação pode ser obtida nas concessionárias da marca.

 Problemas elétricos, como em caixa de fusíveis, são comuns em campanhas de recall (foto: Eduardo Rocha/RR - 9/1/03)


Os problemas mais recorrentes nas campanhas de recall têm sido em componentes elétricos e eletrônicos, respondendo por cerca de 46%. Em segundo lugar aparecem falhas nos airbags (26%) e defeitos nos sistemas de freios (8%). Em 2018, a Chevrolet foi a marca com o maior número de veículos convocados: 543 mil unidades no megarrecall envolvendo o Onix, Prisma, Cobalt e Spin para corrigir uma falha no relé da caixa de fusíveis, que poderia provocar incêndio. A Fiat ficou em segundo lugar, com quase 432 mil veículos envolvidos em sete campanhas de recall, a maior delas atingindo Uno, Argo, Mobi, Strada, Palio Weekend, Toro e Grand Siena, todos com falha no relé, que provoca funcionamento irregular do motor.

PAPA RECALL Atualmente, existe um dispositivo que auxilia o proprietário desavisado a descobrir se seu carro foi envolvido em alguma campanha de recall. Trata-se do Papa Recall, desenvolvido por Vinícius Melo, um aplicativo que avisa o motorista se o automóvel cadastrado teve algum chamado do fabricante para conserto ou troca de peças. Basta o usuário fazer o download em seu smartphone, cadastrar seu veículo e automaticamente será informado se há recall pendente ou quando a montadora fizer o chamamento do modelo. Com o uso do Papa Recall, que é gratuito, é possível reduzir o risco de acidentes e evitar que uma frota significativa de veículos com defeitos de fábrica circule diariamente pelo país.

 As falhas em sistema de freio aparecem em terceiro lugar nos chamamentos para reparos (foto: Marlos Ney Vidal/EM/D.A Press - 23/11/05)

Para Vinícius Melo, um carro em circulação que tenha defeito de fábrica é praticamente uma bomba-relógio que pode trazer graves consequências. “Quando menos se espera, o problema pode colocar em risco a segurança do dono do veículo, dos passageiros e de todos aqueles que estejam próximos”, afirma. Além disso, ele lembra que, no Brasil, carro é uma propriedade que demanda investimento considerável, por isso deve haver cuidado com a manutenção do mesmo para evitar a desvalorização.

 

 

 

 

Produção de veículos cresce 0,5% em abril, mostra Anfavea

Daniel Mello - Agência Brasil  São Paulo

A produção de veículos em abril praticamente repetiu os resultados do mesmo mês de 2018, com a fabricação de 267,5 mil unidades. Segundo o balanço divulgado hoje (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o número representa uma elevação de 0,5% em comparação a abril de 2018. Nos primeiros quatro meses do ano foram produzidos 965,4 mil veículos, uma retração de 0,1% em relação aos 965,9 mil fabricados de janeiro a abril do ano passado.

As vendas tiveram alta de 6,7% em abril na comparação com o mesmo mês de 2018, com a comercialização de 231,9 mil veículos. No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, os emplacamentos de novas unidades totalizaram 839,5 mil, uma alta de 10,1% em relação ao mesmo período do ano passado.

As exportações registram queda de 45% no acumulado de janeiro a abril, com a comercialização de 139,5 mil unidades no mercado externo. No mesmo período do ano passado as vendas para o exterior totalizaram 253,4 mil veículos. Em abril a retração ficou em 52,3% em comparação com o mesmo mês do ano passado, com a exportação de 34,9 mil veículos.

O nível de emprego teve retração de 1,2%, com 130,15 mil pessoas trabalhando no setor em abril.

Edição: Valéria Aguiar

 

 

 

     

 

        

 



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