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  Geral

Estudantes organizam manifestação para hoje

Entidades estudantis protestam contra redução de verbas anunciada pelo  governo federal

Wellington Daniel

Estudantes petropolitanos organizam para hoje (15), às 17h, um ato na Praça Dom Pedro contra a Reforma da Previdência e, principalmente, a redução de verbas a instituições federais de ensino. A manifestação está sendo organizada pela “Frente contra o sucateamento da educação – Petrópolis” e a divulgação em uma rede social já conta com cerca de 300 pessoas confirmadas e mais de 350 interessadas.

A Frente foi criada após uma assembléia geral de estudantes realizada há uma semana, no dia 8, no Cefet/RJ, localizado na Rua do Imperador. Organizações estudantis e alunos de universidades públicas da cidade participaram da assembléia que debateu formas de reagir às reduções. Uma integrante da frente, Beatriz Nunes, de 20 anos, explicou um pouco mais sobre como se deu a assembléia.

- Nessa assembleia tivemos várias deliberações. Ela tinha o objetivo de organizar nossa resistência contra esses cortes que estão acontecendo nas federais. A assembleia contou com a presença de várias entidades estudantis, coletivos e organizações da cidade. E ficou acordada a criação de uma frente contra o sucateamento da educação, para organizar a mobilização pro dia 15. Mas também para além deste dia. Temos a tarefa, a missão de nos mantermos organizados como estudantes, colocando sempre em pauta nossas reivindicações – afirmou.

Outros estudantes da cidade também estão preocupados com o anúncio do MEC (Ministério da Educação). É o caso da estudante de direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Sara Rodrigues, de 20 anos. A petropolitana diz que a universidade possibilitou a realização de seu sonho.

- Tal medida é totalmente perigosa para a população, uma vez que uma sociedade com pouco acesso ao ensino não tem o desenvolvimento pleno do senso crítico e se torna mais suscetível à manipulação e alienação. Eu defendo o ensino público de qualidade. É a UFRJ que me possibilita ter o melhor preparo para o mercado de trabalho e vivências sociais que vão muito além da simples teoria em sala de aula. É por meio dela que eu tenho hoje a oportunidade de realizar o sonho da graduação. Além disso, o corte no orçamento das universidades não implica só as aulas, mas também os centros de pesquisa, onde são desenvolvidas vacinas, por exemplo, e os projetos de iniciação científica. Para que o país se desenvolva, é necessário o investimento num ensino de qualidade – afirma.

O Diário de Petrópolis procurou nesta terça-feira (14) as duas instituições federais da cidade, a Universidade Federal Fluminense (UFF) e o Cefet para maiores informações de como o corte afeta o funcionamento destas instituições. O Cefet não respondeu até o fechamento.

A UFF disse que até o momento, não possuía dados exatos sobre como ocorrerá o corte de repasses dentro da instituição. Enviou, então, a nota oficial da instituição que diz que “se confirmada, esta medida produzirá consequências graves para o pleno funcionamento da Universidade”. A nota ainda afirma que até o momento a universidade não havia sido avisada oficialmente, mas constatou o bloqueio de 30% dos recursos disponíveis para bolsas e auxílios a estudantes, energia, água, luz, obras de manutenção, pagamento de serviços terceirizados de limpeza, segurança, entre outros.

O informe também ressalta a qualidade reconhecida da Universidade e diz que “preza pela excelência em todas as áreas do conhecimento”. Além disso, afirma que “exerce com responsabilidade a proteção do patrimônio público e das pessoas, defendendo com firmeza o princípio constitucional da livre manifestação do pensamento, com tolerância e respeito à diversidade e à pluralidade”. Conclui dizendo que fará todo o esforço institucional ao alcance para demonstrar ao MEC a necessidade da reversão da medida.

O Ministério da Educação também foi procurado, mas não respondeu até o fechamento.



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