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  Colunistas
Fernando Costa
COLUNISTA

 

 

Parabéns Gazeta Regional!

                  Incontáveis os abraços e homenagens dos amigos ao ensejo das comemorações do vigésimo segundo aniversário de fundação ocorrido em quatro de abril do ano em curso.

          A renomada empresa jornalística veio à luz aos 04-04-1997 graças ao idealismo, tenacidade, carisma e competência do ilustre engenheiro, advogado, comunicador, empresário e intelectual Dr. Miguel Poggiali Gasparoni que tem seu nome inscrito nos anais da história mineira, sobretudo em Ubá haja vista a folha de serviços prestados à municipalidade nas searas da edilidade e jurídica tendo exercido a presidência da Subseção da O.A.B. local por mais de uma gestão, militância profissional e acadêmica em arcádias culturais, inclusive na Academia Ubaense de Letras da qual é titular e um dos fundadores e, além-fronteiras junto à Academia Petropolitana de Letras dentre outras de acústica internacional.

          Aprendi a amar a Família dos pais Ceres e Adelino desde um programa que Mãezinha assistiu pela extinta TV Tupi ocasião em que eu concedi entrevista à querida amiga Edna Savaget (participei com assiduidade de seus programas, também, na Bandeirantes) oportunidade em que me escreveu e formulou um convite a que eu participasse do juri do VI F.U.M.P. (25, 26 e 27-07-1975). Dali por diante ganhei uma família através dos amados pais, lindos irmãos e sobrinhos que até hoje aureolam o meu coração. 

            Seguindo este fio condutor e, em perfunctória síntese é de bom alvitre que, ao discorrer sobre esse importante órgão da mídia mineira do qual tenho sido alvejado com generoso espaço na publicação de meus clamores, louvações e, também, divulgação da Imperial Cidade de Petrópolis, viajemos pela história e memória da comunicação jornalística.

          No limiar do século V aC,  os  escribas redigiam cartas noticiosas aos habitantes de localidades mais distantes.  E mais, nos anos 6O a.C. o Fórum romano fazia afixar diariamente a  Carta Diurna, contendo informações governamentais.  Nos idos do século XVI os navegantes enviavam as cartas e informações comerciais, fazendo-se veicular daí por diante "as Gazetas"  de Veneza em forma de panfletos, notícias políticas, crimes e ocorrências em geral.  Como  se vê, o jornal séculos a fora contribui de forma decisiva ao progresso e cultura dos povos. 

     Reporto-me a Gutenberg, pelo invento da imprensa, recordando ainda,  embora seja de conhecimento geral,  que ela apareceu no Brasil através de D.  João VI que fundou a 13 de maio de 1808 a Imprensa Régia onde s e informava toda  legislação e papeis diplomáticos.

          Aos 10 de setembro do mesmo ano, sob controle do Conde de Linhares  foi  fundada a Gazeta do Rio de Janeiro pelo Frei Tibério José, seu Redator, cujos exemplares eram  vendidos  às quartas-feiras e aos sábados por qua­tro vinténs.

          No entanto, cabe frisar que ainda em 1806 fora editado o Correio Brasiliense, porém editado em Londres, por Hipólito da Costa Pereira Furtado de Mendonça, por isso, considerado o primeiro jornal brasileiro, em circulação ainda hoje e considerado o mais antigo editado aqui no Brasil, seguido pelo  Diário de Pernambuco.

          Independente do aspecto histórico e divagações sobre tão importante missão que desempenham em prol do bem comum e desenvolvimento da Nação, oportuno se faz tornar público reconhecimento e o abraço sincero de todos nós.

         Admiramos a coragem, a independência,  a imparcialidade, o  espírito  de luta na  árdua, bela e emocionante missão.

 Benditos os jornalistas e homens de comunicação que sobem  morros, adentram Palácios,  que trabalham em guerras, nos grandes centros e periferias. Lutam por nós, sofrem por nós, gritam por nós. Criam mitos, neologismos, aposentam velharias estilísticas, inovam conceitos, fazem escolas, marcam época,  escrevem a cada dia a história do Brasil e do mundo.

           São os luminares do universo da informação. Não é à toa que  a atividade jornalística  é conhecida e reconhecida como o quarto poder.

           Louvamos  seus méritos. Esperamos que seus direitos e prerrogativas sejam respeitados, pois inúmeras são as noites,  plantões e jornadas, na   maioria das vezes aos sábados,  domingos e feriados, buscando notícia, informando, distribuindo cultura, tal qual pães e peixes ou quem  sabe, lírios em forma de arte?

         Exibem a  verdade  ao mundo,  doa a  quem doer, denunciam mandatários, guerreiam contra o tóxico, o analfabetismo, denunciam a fome que grassa impiedosamente pelos quatro continentes.

           Estão por toda parte, no Golfo, no Kremellin, na Amazônia, na Somália, no Afeganistão, na Arábia, Chechênia, na Previdência, nos Ministérios, nos Sertões...

              Contribuem em prol e para que se exerça a democracia plena e  para que haja pleno exercício do Estado de Direito, porque  constroem, criam constituem parte decisiva ao progresso enriquecimento de um País.

           Escancaram ao mundo a mensagem a que cada integrante da comunidade conquiste seu espaço, assuma a responsabilidade por seus atos, ame a Pátria, reivindique direitos e cumpra suas  obrigações.

           O calendário assinala mais um natalício da Gazeta Regional.

           Merece destaque no escrínio do respeito e da dignidade. Demorados aplausos a seu fundador e equipe, nossos arautos e guardiães da “Boa Nova”, apóstolos e  poetas do dia-a-dia.

 



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