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  Diário Comunidades

Moradores no Duarte estão sem ônibus há um ano

 

Natália Rodrigues

natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

Por conta da grande quantidade de buracos na via, os moradores da Rua Mário Gélli, no Duarte da Silveira estão sem ônibus desde o início do ano passado. Sem os coletivos da linha 117- João Xavier, da empresa Cidade Real, os passageiros precisam andar cerca de 500 metros até o ponto mais próximo.

Uma moradora que preferiu não se identificar relatou que os ônibus passavam pela área em alguns horários, mas o itinerário mudou no início de 2018. Em outubro, a empresa de ônibus havia confirmado que os coletivos não estavam atendendo a via por conta das condições precárias e dos estacionamentos irregulares. A empresa ainda afirmou que enviou ofícios para a Secretaria de Obras pedindo melhorias para a rua e, para a CPTrans, pedindo mais fiscalização na região, mesmo assim não houve mudanças.

- Está fazendo aniversário já e nada foi resolvido. O ônibus só volta quando a rua for consertada, mas a situação está cada vez pior. Então não vejo previsão dele voltar a passar por um bom tempo, acredito que o problema não seja 100% da viação que tirou o ônibus daqui, e sim devido ao estado da rua mesmo. Um depósito de bebidas da região que andou tapando um pouco, mas também não era nada fixo, só um pouco de terra com pedra. Ninguém quer arriscar um carro/ônibus a passar por aqui, é muito buraco pra passar dentro. Em setembro meu carro estourou o sistema de óleo, tentei fugir de um buraco e caí em outro – disse.

Ela conclui dizendo que a região é cercada de empresas e o grande do tráfego de veículos acelera o processo de decomposição da pista.  A região é populosa tem cerca de 50 moradias e muitos idosos residem na área.

- Na entrada são dezenas de caminhões que passam diariamente e na parte de cima piora, por conta dos funcionários que utilizam o espaço como viradouro e estacionam seus carros ao longo da rua, calçadas, ponto de ônibus sem se preocupar com o morador local. Não existe nenhuma fiscalização quanto a isso, enquanto a prefeitura não arrumar, ficamos sem ônibus. Quem mora na quarta servidão provavelmente é a mais prejudicada porque não tem nem acesso a carro, o pessoal tem que subir a pé desde o ponto de ônibus da João Xavier - contou.

Luis Flávio Mustem, ajudante de marcenaria relatou que sua mãe, uma idosa de 68 anos, já caiu duas vezes por causa dos buracos. A última teria ocorrido há pouco mais de um mês.

- A prefeitura até veio aqui um pouco antes do Natal, o problema é que só colocaram aquela lama asfáltica que saiu tudo depois de alguns dias de chuva. Não fizeram mais nada e agora acabou piorando, é uma situação muito complicada, minha mãe já caiu duas vezes nessa rua se machucou seriamente. A Comdep já veio capinou e tudo mais, só não faz que o que mais queremos – informou.

O morador explicou ainda que vizinhos entraram em contato com a prefeitura e a empresa, mas ainda não houve solução.

- Alguns vizinhos já fizeram cobranças e nada muda antes as vans escolares subiam agora algumas já não querem vir, param lá embaixo na principal. Então as crianças, os pais e todo mundo tem que subir isso tudo a pé debaixo de sol ou chuva – falou.

 Ponte de acesso também causa preocupação

Outro problema que tem causado transtornos é a precariedade da ponte que dá acesso à localidade e atualmente não tem proteção. As grades nas laterais da estrutura teriam sido retiradas aos poucos pelos motoristas dos caminhões das empresas localizadas na área.

- A ponte está sem a proteção nas laterais há quase dois anos, desconfiamos que os motoristas dos caminhões que arrancaram, pois toda vez que uma carreta passava esbarrava. A prefeitura até chegou a colocar algumas vezes, mas ultimamente não estão recolocando só que é um perigo para quem passa por ali – contou o morador.

Questionamos a prefeitura e o Setranspetro sobre os assuntos abordados, mas não obtivemos respostas até a conclusão da matéria.



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