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  Economia

Preço do táxi não terá aumento, afirma associação

 

O valor da tarifa dos táxis não irá sofrer reajuste. A afirmação foi feita nesta sexta-feira (13) pelo vice-presidente da Associação dos Taxistas de Petrópolis, Evandro José de Oliveira. Ele afirmou que nenhum pedido de aumento foi feito à Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) e que a Associação não solicitará a correção monetária, seguindo o desejo da maior parte da categoria.

 

- Geralmente, os pedidos do aumento da tarifa do táxi são feitos no mês de novembro, mas, por causa da crise econômica nacional, não fizemos o pedido. Ouvimos a categoria, que se manifestou majoritariamente contrária, e não iremos pedir o reajuste. O movimento do táxi caiu 30% nos últimos meses, por conta da crise econômica nacional e o aumento do desemprego no Brasil. Isso faz com que o dinheiro não circule – disse Evandro, dizendo que um preço mais alto faria com que mais pessoas deixassem de utilizar o serviço.

 

Taxistas ouvidos pelo Diário de Petrópolis nesta sexta também se manifestaram contra a possibilidade de reajuste. Durante a tarde de ontem, mesmo durante a chuva, era fácil achar um táxi em diversos pontos do Centro Histórico: todos os lugares estavam com veículos estacionados, e a circulação era pequena.

 

- Com essa crise que estamos vivendo, um aumento do táxi prejudicaria ainda mais o movimento. Como as tarifas de ônibus estão caras, o serviço pode ser uma alternativa, mas isso não vai acontecer se o preço aumentar. O movimento já era baixo, e com a crise ficou pior ainda. Hoje mesmo, fiquei sete horas sem ter um cliente – afirmou André Donato, que atua na Rua Irmãos D’Angelo.

 

A situação se repete no ponto da Rua Barão de Tefé. O taxista Nildo Marques da Silva está tendo que trabalhar por mais tempo para conseguir suprir os custos.

 

- Cheguei aqui hoje às 11h25, e até 16h fiz apenas três corridas, em lugares próximos do Centro. Agora mesmo, já estou duas horas esperando por um passageiro e nada. Mesmo com todos os custos do táxi, acredito que é melhor não repassar esse aumento neste momento, para garantir que os clientes não deixem de utilizar o serviço – disse Nildo.

 

Para o permissionário Humberto Pelegrini, o momento não é adequado para um reajuste, uma vez que o próprio município negou o reajuste da tarifa de ônibus, solicitados pelas empresas, e revogou decreto que reajustava a tarifa de água.

 

- Acredito que o movimento, que já está ruim, iria ficar ainda pior se um aumento fosse efetuado agora. Estamos vivendo um processo de desemprego e desaquecimento da economia. O passageiro já pensa duas vezes antes de pegar um táxi, e iria pensar ainda mais se houvesse o reajuste. Isso não quer dizer que o valor não possa ser reajustado ao longo do ano, mas acho que isso precisa estar ligado à retomada da economia – afirmou Humberto.

 

Há taxistas, no entanto, que defendem o aumento do táxi, alegando que o custo dos insumos aumentou muito nos últimos anos.

 

- Até assinei um documento defendendo o congelamento da tarifa, mas mudei de ideia. O movimento caiu 40% de outubro pra cá. O último dia em que houve circulação foi durante a Black Friday, em novembro. Consigo até passagem para fora da cidade, mas o “varejo” (passagens dentro de Petrópolis) está muito ruim. Ao mesmo tempo, o preço da gasolina, do pneu e da manutenção dos veículos de modo geral continua aumentando – afirma Marco Cunha.



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