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  Pré-candidatos a prefeito

Propostas para a próxima administração municipal

 

O Diário de Petrópolis abre espaço para que os pré-candidatos a prefeito apresentem suas propostas para a próxima gestão do município. Foram elaboradas perguntas pela redação do jornal e pelos colaboradores Ronaldo Fiani (economista), José Luiz Alqueres (empresário) e Aristóteles Drummond (jornalista). As publicações serão feitas por ordem alfabética dos participantes. O pré-candidato que responde hoje é Matheus Quintal (Republicanos).

Diário de Petrópolis - A Pandemia de covid-19 atingiu em cheio a economia no Brasil e no mundo. Já nos primeiros meses de pandemia a prefeitura registrava uma queda na arrecadação.  Neste contexto qual será sua estratégia para recuperar as perdas na arrecadação do município?

Matheus Quintal - O plano fiscal da minha gestão passará por três princípios básicos: ter qualidade no gasto público, fomentar a atração de novos negócios e evitar o aumento de impostos. Nós vamos focar na recuperação da atividade econômica da cidade fomentando um ambiente propício para a livre iniciativa que seja capaz de atrair o empreendedor para Petrópolis. Vamos aumentar a arrecadação atraindo empresas, não aumentando impostos. Esse será nosso foco. Mas também precisamos olhar o outro lado da balança e ter cautela com os gastos públicos. Acredito que uma administração comprometida precisa ter rigor fiscal, respeitando os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e focando em eficiência nos gastos com a máquina pública. Nossa gestão passará pela melhoria no serviço público através da tecnologia, automatizando o atendimento à população e reduzindo a burocracia.

DP - Como estabilizar a economia do município em um cenário em que a maior parte das empresas enfrenta problemas financeiros e encontra na burocracia um entrave para a recuperação financeira?

MQ - Em primeiro lugar precisamos dar atenção às empresas para manter os postos de trabalho. Dar prazo diferenciado para recolhimento de tributos e incentivar parcelamento de quem está na dívida ativa são ações importantes e serão prioritárias. Essas ações de estímulo poderiam ter evitado o fechamento de milhares de postos de trabalho no momento mais crítico da pandemia do novo coronavírus, como, por exemplo, a demissão de 300 pessoas na GE Celma. A prefeitura terá um Conselho de Economia, com representantes do empresariado, trabalhadores e sociedade civil para ajudar a guiar as decisões do poder municipal com foco no futuro da economia. O conselho será responsável por trazer propostas para o direcionamento da nossa economia nos quatro anos de mandato. Para reduzir a burocracia, vamos digitalizar o atendimento à população ao máximo e tornar mais ágil o diálogo com o poder público.

DP - Um dos reflexos diretos da crise econômica foi a perda de postos de trabalho, como promover a recolocação dos petropolitanos no mercado de trabalho?

MQ - Precisamos diversificar nossa economia para impulsionar a criação de empregos. Na minha gestão, vamos incentivar a área de tecnologia, buscar simplificar a tramitação para licenciamento e também a tributação. Além disso, estaremos sempre  buscando somar esforços com o setor produtivo privado. Vamos traçar um plano para alavancar nossa economia, buscando valorizar o potencial de cada região da cidade, de cada distrito. O futuro da nossa cidade passa pelo desenvolvimento dos distritos.  Para a juventude, vamos atuar para que seja cumprida a Lei da Aprendizagem. Empresas com mais de sete empregados devem abrir vagas para aprendizes e vamos dialogar para que isso seja feito. Além disso, na educação, nosso  projeto é investir na qualidade do ensino para termos uma rede pública em pé de igualdade com escolas privadas.

DP - Um dos setores mais impactados pela pandemia é o  turismo -  setor que  é um dos pilares da economia de Petrópolis. Como recuperar as perdas e potencializar o crescimento do setor?

MQ - Temos hoje um calendário de eventos muito reduzido. Vamos dialogar com o setor para diversificar o calendário da cidade e atrair mais atividades para Petrópolis. Precisamos de eventos que tragam mais turistas e envolvam mais o setor de cultura. Isso será desenhado com os profissionais do ramo de hotelaria e turismo e também da área de cultura. Vamos focar na economia criativa, com eventos do setor de audiovisual, teatro, música, exposições, moda, games e gastronomia. Mas sem esquecer turismo ecológico, provas esportivas e o turismo de negócios. Petrópolis tem um grande potencial, é uma cidade linda, com um impressionante patrimônio cultural e arquitetônico, com índices de qualidade de vida elevados para a média do estado e está muito próxima da capital.

Perguntas de nossos colaboradores

Ronaldo Fiani - economista

Petrópolis possui um importante polo de inovação. Que medidas pretende adotar no seu governo para incentivar as empresas de tecnologia de ponta na cidade?  As cidades vêm cada vez mais adotando tecnologias inteligentes para melhorar os serviços públicos. Se eleito, o que pretende fazer a respeito? 

MQ - O setor de tecnologia tem grande potencial para ser fomentado em Petrópolis, uma cidade com mão de obra de qualidade. Com esse foco, vamos buscar atrair investidores e aceleradoras.

Petrópolis será uma cidade-inteligente. Vamos promover parcerias público-privada para atrair novas empresas de tecnologia que possam atuar em serviços na cidade. Um exemplo será o Centro de Operações Integrada, inspirado em outras soluções vistas em grandes cidades do Brasil e do mundo em que o atendimento e monitoramento de serviços públicos são feitos em um mesmo local, com tecnologia privada e treinamento da equipe da Prefeitura. Outra proposta será a criação de aplicativos com os serviços da prefeitura para desburocratizar o atendimento à população, envolver os petropolitanos na fiscalização do espaço público e divulgar ações da Prefeitura e demais órgãos públicos. 

José Luiz Alqueres - empresário

Um ponto muito importante para uma cidade dar uma virada para melhor é a participação cívica da população. Ela só se viabiliza se o prefeito realmente todo mês criar  um encontro aberto com as representações de bairros e distritos e começar a reunião dando satisfações a pontos levantados e não respondidos da reunião precedente. O senhor se compromete a fazer reuniões desse gênero  no seu mandato?

MQ - Tenho total interesse em ouvir a população e seus representantes. Vou instituir a Prefeitura Itinerante e estar, a cada mês, em um bairro da cidade com o secretariado para receber as demandas e acompanhar soluções aos problemas locais. Na minha gestão, a Prefeitura vai ajudar a promover o sentimento de pertencimento dos seus moradores engajados em transformar a cidade. E a população vai ser fundamental para fiscalizar as ações do Poder Público.

Aristóteles Drummond - jornalista

Qual o seu projeto para desafogar o trânsito  entre Bonsucesso e a Ponte 31 de Março, em Itaipava, congestionado quase todo o dia e impossível  nas sextas-feiras?  Qual a política para a população de rua, que hoje chega aos distritos?

MQ - Para o trânsito, a solução a curto prazo é investir nos operadores de trânsito. Utilizar operadores para coordenar o fluxo e colocar em prática os projetos capazes de aumentar a capacidade da via. Essa é uma questão sensível porque impacta no entorno das ruas e precisa ser debatido com os moradores e comerciantes. No longo prazo, vamos atuar para reduzir a quantidade de carros particulares circulando. Faremos isso investindo em transporte público de qualidade. Quanto ao drama dos  moradores de rua, nosso foco será fortalecer uma rede de abrigos na cidade e trabalhar com entidades filantrópicas para devolver a dignidade a essas pessoas com o que for preciso: desde programas de capacitação profissional até o atendimento com assistência social.



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