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Tarifa de ônibus passa a custar R$ 4,40 a partir de hoje

Aumento no preço da passagem foi autorizado pelo prefeito Bernardo Rossi, através de decreto

Philippe Fernandes

Quem usa o transporte público em Petrópolis precisa recontar as moedas a partir desta terça-feira (13): passa a vigorar a partir de 0h de hoje o novo valor da tarifa de ônibus, reajustado em 4,7%. A passagem irá dos atuais R$ 4,20 para R$ 4,40. O reajuste, autorizado pelo prefeito Bernardo Rossi, está abaixo do solicitado pelo Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Petrópolis (Setranspetro), que havia calculado a necessidade de o preço do transporte subir em 8,3%, indo para R$ 4,55.

De acordo com o governo municipal, o reajuste se deu por conta da redução de 6% no número de usuários pagantes. Isso acontece porque o cálculo da tarifa é baseado na divisão entre custo operacional e número de usuários pagantes. Ou seja: como o custo (que teve redução de cerca de R$ 100 mil) é dividido por menos pessoas, o valor sofrerá esse aumento. A Prefeitura alega que a medida "serve para garantir a continuidade do serviço, evitando que as empresas entrem em colapso, como já aconteceu em anos anteriores".

A Prefeitura também informou, por meio de nota enviada à imprensa, que o maior peso na composição tarifária é referente ao pagamento dos rodoviários - a folha dos funcionários das empresas é responsável por metade do valor da passagem, segundo a CPTrans. Também entram na conta os reajustes de combustíveis e materiais de peças, rodagem e acessórios, além de custos com seguro, IPVA e a depreciação da frota.

Em meio ao debate sobre o valor da tarifa, na última sexta-feira (9) houve uma nova polêmica com relação ao preço da passagem de ônibus. Após a Câmara Municipal aprovar o fim da dupla função - atualmente, muitos motoristas trabalham também como cobradores, as empresas de ônibus alegaram "a imensa preocupação com o impacto deste custo na tarifa": segundo os cálculos do Setranspetro, após a medida, o preço do ônibus deveria ser de R$ 4,60. Os empresários dizem que, se a lei for sancionada, terão que ser admitidos 200 cobradores para linhas que circulam sem esta função - de acordo com o Setranspetro, "sem gerar impacto negativo para a operação, uma vez que aproximadamente 70% das transações acontecem por meio de cartões eletrônicos".

Ônibus executivos

Com relação aos ônibus executivos, não haverá reajuste nas linhas das viações Cidade Real e da Petro Ita. Os preços destas linhas (Rodoviária -Centro, Cidade Industrial - Centro e Rodoviária do Bingen - Quitandinha) seguirá em R$ 5, de forma promocional. No entanto, o mesmo não acontecerá com a Turb, que atende os distritos: as cinco linhas, que saem do Centro em direção à Posse/Gaby, Rio Bonito, Itaipava, Águas Lindas e Araras, terão reajuste de R$ 0,30 em cada - 3,89% para as duas primeiras e 4,87% para as últimas.

Protesto

O primeiro dia de passagem reajustada será marcado por um protesto da Frente de Luta pelo Transporte Público em Petrópolis, movimento que reúne sindicatos e organizações da sociedade civil organizada. Haverá um ato às 17h, na Praça da Inconfidência. Além disso, os manifestantes estarão nos pontos de ônibus, conversando com as pessoas e debatendo propostas para reorganizar o transporte público da cidade.

- A ideia é pressionar para não haver o aumento e, além disso, aumentar o diálogo com a população. Vamos explicar a situação e procurar debater o ema. A gente sabe que há a questão técnica, das planilhas e números, mas os reajustes são sempre feitos de forma rápida, atabalhoada, e a população não consegue se apropriar disso - disse um dos integrantes da frente, Yuri Moura.

De acordo com Moura, é necessário também ter uma discussão mais profunda sobre o modelo de transporte praticado no município.

- Depois da aprovação da lei contra a dupla função, as empresas argumentaram que deveria haver um reajuste ainda maior. Cada hora é um problema e nunca conseguimos sair dessa problematização para mudar de fato. Se houve queda de passageiros, será que não é a hora de pensar em mudar o sistema, que está falido? Além disso, somos contra colocar sempre no rodoviário - disse.



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