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  Turismo

Turismo retorna com movimento fraco

Além de planejamento das agências, AGP aponta para a falta do Museu Imperial

Wellington Daniel

 

Os pontos turísticos de Petrópolis foram liberados no dia 8, mas o movimento ainda foi fraco. De acordo com a Prefeitura, os dois museus administrados pelo município (Casa de Santos Dumont e Casa do Colono) receberam 1.976 visitantes até a sexta-feira (16), com uma média de 247 pessoas por dia. Considerando que, geralmente, os ônibus de turismo comportam 46 pessoas, seria uma média de cerca de cinco veículos por dia.

Antes da pandemia, a Associação de Guias de Turismo de Petrópolis (AGP) diz que a cidade recebia de 20 a 25 ônibus por dia nos segundos semestres, onde havia um maior movimento. Ou seja, por dia, eram de 920 a 1.150 visitantes em Petrópolis. Os números desse “novo normal” só superam os que eram registrados nos primeiros semestres, quando a média era de dois a três veículos diariamente.

Para a presidente da AGP, Ana Beatriz de Oliveira, são pelo menos dois fatores: o planejamento das agências e a não abertura do Museu Imperial, maior atrativo da cidade. De acordo com ela, alguns hotéis ofereceram os serviços da AGP a hóspedes, para caminhadas pelo Centro Histórico, mesmo assim, o movimento não foi alto.

- Não é porque reabriram os pontos turísticos que os guias já vão trabalhando. O turismo é uma coisa que se constrói a médio e longo prazo. As agências precisam fazer planejamento. Tivemos mais procura para a Caminhada pelo Centro Histórico - Ver e Viver Petrópolis. A não abertura do Museu Imperial também influencia muito porque o interesse maior dos turistas e agências de turismo é a visitação a ele – explicou. 

Ver e Viver Petrópolis

Após mais de sete meses parados, devido as restrições da pandemia e com pouco movimento neste retorno, os guias de turismo precisaram pensar em uma maneira de ter renda e trabalho. Com isso, a AGP desenvolveu a Caminhada pelo Centro Histórico – Ver e Viver Petrópolis. O projeto visa levar petropolitanos e visitantes em uma caminhada de duas horas por ruas do Centro Histórico.

A presidente conta que os grupos de excursões, que eram os responsáveis por bons movimentos, diminuíram muito. As pedagógicas não acontecem, devido a suspensão das aulas presenciais nas escolas. Atualmente, os guias recebem pequenos grupos e famílias. Por isso, veio a ideia de também atingir a moradores de Petrópolis.

- Por isso um dos objetivos do projeto Caminhadas pelo Centro Histórico - Ver e Viver Petrópolis é também atingir o morador da cidade, o petropolitano. Porque se ficarmos na dependência somente dos turistas, vamos continuar sem renda e com muito pouco trabalho. A AGP tem hoje 28 associados, onde a maioria está sem renda há 8 meses. Com o projeto e a campanha SOS AGP, estamos conseguindo promover alguma ajuda às famílias dos associados – relatou.

O projeto ocorre aos finais de semana, entre as sextas-feiras e os domingos. As vagas são limitadas, com mínimo de cinco e máximo de 15 participantes e o custo é de R$ 10 por pessoa, sendo que crianças menores de cinco anos não pagam. São caminhadas de 1h30 a 2h de duração, onde os participantes poderão escolher entre seis roteiros principais do Centro Histórico.

- Os guias seguem os protocolos de segurança criados pela AGP baseados nas instruções da OMS, por isso mesmo, além de máscaras e álcool em gel, pode-se o pagamento adiantado via depósito bancário para que os guias não manuseiem dinheiro durante o trabalho. Mesmo com chuva, as caminhadas acontecem, só sendo cancelada ou transferida a data em caso de chuva torrencial – disse Ana Beatriz.

A AGP disponibilizou um telefone, com whatsapp, para a reserva. O número é (24) 98842-3235. Por lá, o cliente pode escolher o seu horário. São dois períodos disponíveis: entre 10h e 12h ou à tarde, de 14h às 16h. O roteiro também será escolhido no momento da reserva. 

Museu Imperial

A reportagem procurou ao Museu Imperial para um pedido de resposta sobre a não abertura do Palácio, mas não obteve retorno até o fechamento. Logo no anúncio da reabertura, o atrativo afirmou que aguardava a liberação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que é o órgão central. Na edição do dia 16, o diretor Maurício Vicente Ferreira Júnior disse ao Diário que aguarda a liberação de recursos da autarquia para garantir um contingente mínimo de pessoal.

O Ibram afirmou que os protocolos sanitários adotados já foram definidos e aprovados, mas para a efetiva execução, será necessária a contratação de novos postos de trabalho e aquisição de material. A autarquia disse que, no momento, avalia junto a direção do Museu como viabilizar tais recursos e, assim que a solução for encontrada, atrativo poderá retornar com suas atividades normalmente.

O Instituto é responsável pela condução da Política Nacional dos Museus e pela administração direta de 30 museus federais. Em julho, um documento foi divulgado com as recomendações de medidas de prevenção a covid-19. A autarquia disse que, desde então, vem desenvolvendo os protocolos a serem adotados pelos museus vinculados, para garantir a retomada das atividades de maneira segura.



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