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Taxistas debatem o Uber em audiência pública

 

Cerca de 40 taxistas participaram, na noite da última segunda-feira, da audiência pública realizada na Câmara Municipal. O objetivo do encontro foi debater o projeto de lei de autoria do vereador Dudu que proíbe a atuação da plataforma de transporte de passageiros Uber em Petrópolis. A justificativa para o projeto é que a empresa norte-americana representa uma concorrência desleal para a categoria na cidade.

Participaram da audiência os vereadores Marcelo da Silveira e Antônio Britto, além de representantes da Associação dos Taxistas de Petróppolis - ASTAPE. Estiveram presentes também o presidente da CPTrans, Maurinho Branco e a subcomandante do Batalhão da Polícia Militar da cidade, Tenente Mayla. Hoje, em Petrópolis, cerca de 1.100 famílias dependem da renda gerada pelos táxis. Os profissionais, que sofrem com os efeitos da crise financeira, temem a ameaça representada pelo Uber. "A empresa é americana, recebe 25% do faturamento dos motoristas e leva esta renda para fora do país. Tudo isso sem pagar impostos, sem vínculos empregatícios e sem exigir nenhum tipo de documento desses motoristas. Não é justo com o taxista que paga seus tributos, vistorias e taxas", comentou o vice-presidente da Associação dos Taxistas de Petrópolis, Evandro José de Oliveira.

Para o vereador Dudu, autor do projeto, além de prejudicar os motoristas regulamentados, o Uber abre portas para facilitar a atuação de táxis piratas, além da possibilidade da aplicação de golpes e prática de crimes. “É preciso considerar que o serviço de transporte individual de passageiros é exclusivo aos taxistas desde 2003. O projeto de lei visa proteger a profissão e a população petropolitana. Uber não regularizado e táxi pirata. Minha posição é combater o táxi pirata em Petrópolis. Não estamos perseguindo ninguém. Estamos falando de quase 1.200 famílias. A Cptrans, a guarda e a polícia precisam fiscalizar. Sou contra o Uber e pretendo trabalhar rápido para que esse projeto vá á plenário. Faço um apelo aos meus companheiros para que eles aprovem essa projeto".”, explica Dudu.

O vereador Antônio Britto comentou que não é contra o avanço da tecnologia, porém, é preciso respeitar a regulamentação e a legislação, o que o Uber não faz hoje. "Eu apoio 100% o projeto. A tecnologia é importante, sim, mas é preciso regulamentação. Essa empresa está fora do país. Leva o dinheiro arrecadado para fora. Para atuar no Uber o motorista não precisa apresentar nada. Não paga impostos. Esse custo é pago pelo trabalhador legal. É preciso fiscalizar a atuação de taxistas piratas.  Sou a favor 100% da lei. Sou a favor que todos tenham a mesma responsabilidade com os impostos"", pondera.

O presidente da CPTrans, Maurinho Branco, diz que as equipes da companhia trabalham no desenvolvimento de um aplicativo voltado aos taxistas com o objetivo de agilizar o serviço e tornar maior a qualidade. "A tecnologia está aí e estamos trabalhando nisso. Vamos tornar o serviço mais ágil e, ainda mais de excelência", diz

Uber está envolvido em polêmicas no mundo

O Uber está envolvido em polêmicas que incluem brigas com taxistas, agressões e até estupros. Na Califórnia, a empresa foi multada em US$ 7,3 milhões por não repassar aos reguladores informações sobre número de corridas, requisições de carros acessíveis para deficientes e causas de acidentes.

No ano passado, a empresa já havia sido processada em Los Angeles e São Francisco por supostamente enganar clientes em relação ao rigor da verificação de antecedentes dos motoristas. A empresa foi criticada por não colher impressões digitais dos candidatos a motorista. Outro ponto polêmico é o tratamento dado aos motoristas, que não são considerados funcionários do Uber, e sim profissionais independentes que prestam seus serviços e se conectam a clientes por meio do aplicativo.

Esse status está sendo questionado em uma ação judicial na Califórnia, que acusa o Uber de violar leis trabalhistas ao não classificar os motoristas como funcionários. Cidade do México também foi palco de protestos, mas foi a primeira da América Latina a regulamentar Uber e similares.

“É injusto que o Uber apareça do nada e comece a roubar clientes dos táxis sem passar por processo algum para conseguir uma autorização oficial. É como se alguém colocasse um ônibus para circular em outras rotas que não as definidas pelas prefeituras, cobrando a tarifa que desejasse e parando fora dos pontos”, conclui Dudu.

 



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