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  Geral

Vacina de AR pode gerar 12 anos de prisão, diz Polícia Civil

Caso de seringa vazia foi parar na delegacia e será investigado

Wellington Daniel

 

A Secretaria de Estado de Polícia Civil (SEPOL) informou ontem (15) que investiga possíveis desvios relacionados à vacinação, dentre eles, a denúncia de Petrópolis. Segundo o texto, caso as investigações confirmem o desvio de dose, ou qualquer outra irregularidade, a profissional de saúde poderá ser autuada por crime de peculato, com penas que podem chegar até a 12 anos de reclusão.

A cidade ficou estarrecida com as imagens que circularam nas redes sociais no fim de semana. Uma idosa, em um drive-thru do Centro, acredita estar recebendo a tão esperada vacina contra a covid-19, mas ao olhar a imagem é possível perceber que a seringa está vazia. A Prefeitura confirmou o caso e abriu uma investigação interna, além de levar o caso à Polícia e ao Conselho Regional de Enfermagem.

Em nova nota divulgada também nesta segunda-feira (15), a Secretaria de Saúde reafirmou as medidas tomadas ao saber do caso. De acordo com a pasta, assim que recebeu a denúncia, na sexta-feira (12), todas as providências cabíveis foram tomadas. A SMS diz que entrou em contato com a família imediatamente e a idosa foi vacinada, desta vez de verdade, no sábado (13).

No vídeo, uma técnica de enfermagem aparece com dificuldades para retirar a agulha. É quando um parente da idosa aconselha que seja buscada outra seringa. A profissional, então, retorna com a seringa vazia, cheia apenas de ar, e aplica na idosa. Segundo a SMS, a técnica é contratada e foi imediatamente afastada.

- A Secretaria de Saúde esclarece que tratou-se de caso isolado. Mantém o controle das vacinas e cobra o registro de qualquer ocorrência durante a vacinação. Logo que recebeu a denúncia, o governo municipal imediatamente comunicou o caso à Polícia Civil, que instaurou procedimento para apurar o caso. O governo segue colaborando com as investigações a fim de esclarecer integralmente os fatos – consta da nota.

A 105° Delegacia informou que instaurou procedimento para apurar as circunstâncias do vídeo amplamente  divulgado. De acordo com o delegado João Valentim, a prefeitura de Petrópolis comunicou o fato imediatamente e vem colaborando com as investigações a fim de esclarecer integralmente os fatos.

 

O que diz a técnica

Segundo a Secretaria de Saúde, a técnica de enfermagem atendeu ao chamado e se apresentou nesta segunda-feira (15) para prestar esclarecimentos. A profissional garantiu que não percebeu o problema e assegurou que não foi intencional, mas sim um problema com a seringa. A SMS segue apurando.

 

Canal de denúncias

Após o caso, a Prefeitura abriu um canal de esclarecimento de dúvidas e recebimento de denúncias a partir do whatsapp, pelo número (24) 99946-1161. Em um vídeo, o secretário de saúde, Aloisio Barbosa Filho, também explicou os procedimentos de vacinação e frisou que é direito dos familiares a filmagem do momento, além do acompanhamento a todos os protocolos.

- Qualquer dúvida que você tenha em relação a aspiração, a quantidade de líquido dentro da seringa, dentro de cada ponto fixo de vacinação existe um supervisor. Você pode chamar e tirar todas as suas dúvidas. Caso ainda você permaneça com dúvida, pode entrar em contato com o Departamento de Vigilância em Saúde, que é o responsável pelo processo de vacinação do nosso município – orientou.

Ainda de acordo com a SMS, é direito do vacinado ou familiar pedir para ver a ampola de onde a vacina está sendo retirada, bem como verificar o rótulo. O responsável pela aplicação tem que se certificar, antes da aplicação e na presença do vacinado, que a seringa está com a dose. Após a aplicação, ainda na frente do vacinado, certificar a seringa vazia e informar, no cartão de vacina, qual foi aplicada e a data de retorno.



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