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  Colunistas
Vida Militar
... e outros assuntos

 Eng. Mil. Jorge da Rocha Santos
amirp.petropolis@gmail.com

 


 ANIVERSARIANTES AMIRP – Dia 23 -  Elisabeth Hammes Peixoto,  Lilia Boubee Fecher; dia 25 -  Marta Lage Silveira Pereira;  dia 26 -  Sonia Maria Ternis Ferreira; dia 27 -  Célia Lúcia da Rocha Santos; dia 28 -  Alice Gonzaga de Castro.  A Coluna Vida Militar e a AMIRP parabenizam a todos desejando saúde e felicidades. (foto  - aniversariantes amirp)

NOSSA GENTE AMIRP – Associados da Associação dos Militares da Reserva de Petrópolis e da Associação dos Veteranos Amigos do Nosso Batalhão durante o almoço 2019, comemorativo do Dia das Mães.  Foto Ernani de Oliveira. (foto – nossa gente)

 

 

 DITO POPULAR – “PÉ RAPADO” - O termo "pé-rapado", segundo o dicionário, é sinônimo de pessoa de origem humilde, pobre. Já era conhecido por volta do século XVII e é usado até hoje. Designava o pobretão, principalmente da zona rural, que andava descalço e por isso era obrigado a raspar (ou rapar) os pés para lhes tirar a lama. No Brasil, na época do período colonial, as pessoas em boas condições financeiras andavam a cavalo, enquanto as mais pobres andavam a pé.

 Como o chão era de terra, era comum haver lama, fazendo com que as pessoas mais humildes sujassem seus pés. Para diminuir a sujeira de lama nos locais públicos, geralmente eram disponibilizados objetos de ferro, que serviam para que as pessoas ralassem a sola de seus calçados ou, se descalço, rapar o pé a fim de retirar o barro daí o termo “pé rapado”. (foto – dito popular)

 AMAZÔNIA: QUESTÃO AMBIENTAL (Gen. Div. Roberto Viana Maciel, Cel. Eng. Mil. José A. Simões Bordeira) - A questão ambiental está tomada pela paixão e pela ideologia. Em programa de TV, anos atrás, Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente, confessou ter obtido o título de doutor na Sorbonne com um trabalho sobre a Amazônia sem, naquela época, nunca ter pisado lá. A confissão foi acolhida sob a condescendência dos sorrisos de seus tolerantes entrevistadores. Quer dizer, põe ideologia e, dependendo da plateia, vale tudo.  Não é uma questão de simples entendimento. Contudo, os “analistas” traçam as conclusões a que querem chegar e, só então, desenvolvem as ideias que embasam os seus trabalhos. As riquezas minerais são reais, há muito dimensionadas e localizadas. Enganam-se os que pensam em invasão direta por europeus, americanos ou orientais. Quando se colocam povos indígenas como detentores de direitos reconhecidos internacionalmente, abre-se uma via transversa para a exploração, defendendo, nobremente, direitos dos primitivos donos da terra. Se pensarmos na sutileza das soluções desarmadas, lembremos a Antártica, inexplorada mas reservada aos que lá estabeleceram suas bases de pesquisa, limitação imposta pelos “donos do mundo” por meio de uma discutível teoria da defrontação. O tempo vai passando e aquele "contrato" entre poderosos subsiste, sem discussão, depois de mais de setenta anos. Portanto, não vai haver guerra pela Amazônia, mas consenso ou imposição sobre como explorá-la em benefício da "humanidade". Talvez os “donatários do mundo” concedam, aos países amazônicos, algum benefício sobre os demais países... E só!  Mas, tirando fora o “politicamente correto”, do que trata a “questão ambiental”? Na síntese, a questão ambiental refere-se à predação do bioma (espaço geográfico com características definidas pelo clima, vegetação, solo, relevo, etc. com certo nível de homogeneidade) uma realidade que precisa ser enfrentada com responsabilidade de que a Amazônia é, de fato, brasileira. (foto  – Amazônia)

 

 

 EXÉRCITO BRASILEIRO, DIA DO SOLDADO, 25 DE AGOSTO  - para um grande Exército, um grande patrono, Marechal Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias - nascido em 25 agosto de 1803. Reverenciado na data de seu nascimento: "Dia do Soldado". Caxias pacificou o Maranhão, São Paulo, Minas Gerais e o Rio Grande do Sul, províncias assoladas, no século passado, por graves rebeliões internas, pelo que recebeu o epíteto de "O Pacificador".  Se no campo da luta, a firmeza de seus lances militares lhe granjeou os triunfos que viriam despertar nos rebeldes a ideia de pacificação, paralelamente, seu descortino administrativo, seus atos de bravura, de magnanimidade e de respeito à vida humana, conquistaram a estima e o reconhecimento dos adversários e dos subordinados.

Sabia do seu papel de líder. Em Itororó, para conter um violento contra-ataque paraguaio, Caxias decidiu empregar a unidade em reserva e comandá-la pessoalmente. Narra o General Dionísio Cerqueira, em seu livro “Reminiscências da Campanha do Paraguai”, participante daquele combate como alferes (2º Tenente) “...Passou pela nossa frente o velho general em chefe (…) que parecia ter recuperado a energia e o fogo dos vinte anos. (…) Perfilamo-nos como se uma centelha elétrica tivesse passado por todos nós. (…) O batalhão mexia-se agitado e atraído pela nobre figura, que abaixou a espada em ligeira saudação a seus soldados. O comandante deu a voz firme: “Sigam-me os que forem brasileiros!” Seu brado passou à História. Daí a pouco, o maior dos nossos generais arrojava-se impávido sobre a ponte, acompanhado dos batalhões galvanizados pela irradiação da sua glória...”. Caxias organizou o Exército Brasileiro, fez-se político, governou províncias e o próprio Brasil, pois foi Presidente do Conselho de Ministros por três vezes. O saudoso e venerando jornalista Barbosa Lima Sobrinho o cognomina de "O Patrono da Anistia" e o povo brasileiro, em espontânea consagração, popularizou o vocábulo "caxias", com o qual são apelidados os que cumprem, irrestritamente, os seus deveres. O inesquecível sociólogo Gilberto Freyre, no reconhecimento das excelsas virtudes do Duque de Caxias, assim se expressou: "Caxiismo não é conjunto de virtudes apenas militares, mas de virtudes cívicas, comuns a militares e civis. Os "caxias" devem ser tanto paisanos como militares.  O caxiismo deveria ser aprendido tanto nas escolas civis quanto nas militares. É o Brasil inteiro que precisa dele"... (foto   – Caxias)

"Abracemo-nos e unamo-nos para marcharmos não peito a peito, mas ombro a ombro, em defesa da Pátria que é a nossa mãe comum.” (Marechal Luiz Alves de Lima, o Duque de Caxias).



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