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  FEMINICÍDIO

350 mulheres foram vítimas de feminicídio  no estado do RJ

Ontem (25), foi o dia internacional de combate  a violência contra a mulher

Yasmim Grijó

Dentro de todos os tipos de agressões, o feminicídio tem se tornado cada vez mais frequente no mundo todo. De acordo com dados do Dôssie Mulher 2018, no Estado do Rio de Janeiro, 350 mulheres foram vítimas desse crime. Destas, 31,5% tinham entre 18 e 29 anos e 48,2% são mulheres de 30 a 59 anos. Após sofrer uma violência, mais da metade das vítimas 52% não denunciou o agressor ou procurou ajuda.

Em Petrópolis, o relatório de dados anuais de violência contra mulher apontou que 2.647 casos foram registrados no ano passado. 35,5% das mulheres sofreram violência psicológica e, como a média estadual, 52,7% dos casos de violência doméstica aconteceram dentro da casa da vítima.

Vale ressaltar, que o município registrou dois casos de tentativa de feminicídio em apenas três dias, na última semana. O primeiro caso, foi uma mulher de 32 anos agredida pelo companheiro de 36 anos, com uma machadada na cabeça. A agressão foi por volta de 21h30 da última sexta-feira (22). E mais um caso foi registrado na noite da terça-feira (19), onde uma jovem levou oito facadas ao tentar terminar o namoro com um rapaz de 24 anos, no distrito da Posse.

Segundo o Código Penal, o feminicídio é “o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino”, isto é, quando o crime envolve: “violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher, e ao incluir o feminicídio como circunstância qualificadora do homicídio, o crime foi adicionado ao rol dos crimes hediondos (Lei nº 8.072/1990), tal qual o estupro, genocídio e latrocínio, entre outros.

O município possui o Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), que destaca a importância de denunciar o agressor. A coordenadora Cleo De Marco, explica que os números de brutalidade aumentaram muito nos últimos meses, não só em Petrópolis, mas em todo o estado.

- Vimos  que na semana passada em menos de 48h quatro mulheres foram assassinadas no estado do Rio. A data lembra que as mulheres vítimas devem denunciar seus agressores, pois o município possui uma rede de assistência eficaz, que junto com a equipe do Cram acompanha todo o caso com apoio jurídico e psicológico – ressalta.

Ainda de acordo a coordenadora, o dia 25 não é uma data para se comemorar, é um dia para conscientizar e alertar todas as mulheres que sofrem com a violência, em todos os sentidos.

-Temos um aumento na quantidade de mulheres que nos procuram do ano passado para este ano. Já passaram por aqui 543 vítimas. Mas, neste número sinto também uma diferença na conscientização das mulheres, elas têm entendido melhor o real sentido de uma violência e o que realmente elas merecem. Procuramos sempre estar em comunidades, escolas, entre outros, fazendo palestras, ouvindo pessoas e sempre tentar ajudar – diz.

O Cram possui um telefone de emergência, disponível para chamadas de voz, mensagens de texto ou WhatsApp no número (24) 98839-7387. Para denunciar ou solicitar informações, pode-se ligar para o telefone 2243-6152 ou comparecer à sede do Cram, localizada na Rua Santos Dumont, número 100, no Centro. O funcionamento é de segunda a sexta-feira, de 8 às 17h.

A Inspetora de Polícia da 105º DP, Priscila Rodrigues,  diz que a violência que resulta em feminicídio nunca é única. A vítima normalmente vivencia essa agressividade diariamente e progressivamente.

-Não há fórmula mágica para resolver o problema. O primeiro passo é ter coragem para pedir ajuda. É preciso que a vítima busque a Rede de Apoio da cidade, como o CRAM, Delegacias e/ou Projetos sociais, para que possamos traçar uma estratégia de fortalecimento para essa mulher e  que ela consiga sair de vez desse ciclo de violência – finaliza.

Sobre o dia 25 de novembro

A data foi definida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em homenagem as irmãs Pátria, Maria Teresa e Minerva Maribal que eram conhecidas como “Las Mariposas”, pois lutavam por soluções de problemas sociais, em 1960 na República Dominicana. As três foram torturadas e brutalmente mortas por ordem do ditador Rafael Trujillo.



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