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  Geral
66 anos de História do DIÁRIO

Paulo Antonio Carneiro Dias - Diretor do Diário de Petrópolis

O DIÁRIO DE PETRÓPOLIS completa 66 anos, fiel ao compromisso de registrar e participar da História da cidade. Não é momento para festejo: o grande número de vítimas da covid-19, entre mortos e contaminados pelo vírus, nos impõe luto, em respeito à dor das famílias que perderam ou viram entes queridos sofrer as consequências da doença e em respeito também aos que enfrentam as extremas dificuldades trazidas com as mudanças promovidas pela pandemia. Prestamos nossa homenagem aos profissionais de saúde que vêm se dedicando, com grande coragem na linha de frente do combate ao coronavírus. Há os que perderam seus empregos ou seus negócios, em face de uma economia debilitada, cuja recuperação deve merecer preocupação prioritária, abaixo apenas, acredito, do esforço para salvar vidas ainda ameaçadas pela doença.

Este mesmo espírito com que o jornal vem tratando a pandemia, ao chegar a mais um aniversário, presidiu sua atuação em tantos momentos difíceis, em lutas que levaram a conquistas que não devem ser esquecidas. Como nas lutas anteriores, a população de Petrópolis terá a seu lado o DIÁRIO, e saberá encontrar forças e sabedoria para enfrentar as nefastas consequências da doença, como em tantas outras lutas que conseguiu vencer.

Não é exagero afirmar que o jornal de fato participou ativamente da vida do município. E há resultados extraordinariamente positivos das lutas que o DIÁRIO promoveu ou apoiou nestes anos de circulação diária. Destaco os primeiros 10 dos últimos 48 anos, quando assumi a direção do jornal, com meu pai, José Carneiro Dias, e pequena equipe. Pela nossa redação passaram jornalistas como Douglas Prado, Mano Diniz, Titto Santos, Célio Thomaz, Diógenes Dagoberto Costa Filho, Célia Abend, Rodrigo Taves, José Álvaro, Antonio Carlos Marques, Paulo Roberto e Marin Melquíades. Entre os gráficos, destaco Jonas Passos, que já estava no jornal, quando assumi a direção e que exerce com grande competência, até hoje, suas importantes tarefas. Nesse período, tivemos colaboradores como Artur da Távola, Eduardo Mascarenhas, Raul Azedo Neto, Teixeira Neto, Aristóteles Drummond e Jorge da Rocha Santos, esses dois últimos que nos acompanham até hoje. Citando-os homenageio todos os que deram sua contribuição à vida do jornal. Destaco também o grande número de jovens jornalistas que brilharam durante toda a história do DIÁRIO, entre eles Jaqueline Gomes, Jaqueline Ribeiro, Vinicius Henter, Roberta Müller e Philippe Fernandes. Citando-os, estendo meu agradecimento a todos que passaram pela redação.

O jornal foi importante, já no início dos anos 1970, na luta pela liberdade de imprensa, na defesa intransigente dos direitos humanos, da restauração da normalidade institucional, das eleições diretas, da redemocratização do país. Nessa luta civilizatória recebemos destaque nacional, em alguns momentos, quando tivemos ao nosso lado figuras extraordinárias como Alceu Amoroso Lima, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Adriano Hipólito, frei Clarêncio Neotti e frei Antônio Moser, além do apoio generoso de grande parte dos petropolitanos, com destaque para os empresários Ludovico Landau Remi, Afonso Blanc, José Luiz Alqueres, Eurico Amado e Jésus Mendes Costa. Dois lendários presidentes da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Prudente de Moraes Neto e Barbosa Lima Sobrinho também estiveram decididamente ao lado do jornal.

Também tivemos apoio da comunidade, quando enfrentamos, na década de 1970, os poderosos loteadores que promoviam o retalhamento e ocupação de encostas, condenando milhares e milhares de famílias a riscos desumanos – até hoje existentes. Estes pseudoempresários foram responsáveis pela destruição de florestas, de mananciais e de muitas vidas, ao longo desses anos.

Guardamos como comendas de que nos orgulhamos a memória da sucessão de processos contra nós, com que os loteadores-favelizadores tentaram nos intimidar. Valeu a pena. Da luta iniciada pelo DIÁRIO resultou a edição de um decreto, do então prefeito Paulo Rattes que enquadrou os loteamentos à legislação já existente de ocupação do solo, ajudando a preservar o que ainda resta da nossa cobertura florestal.

Temos especial orgulho de ter participado, também, ao lado de um pequeno grupo de grandes petropolitanos, entre os quais Fernanda Colagrossi, Alfredo Hertz, Francisco Dória, Antonieta D’Angelo Mesquita – a eles a cidade deve muito -, da luta pela preservação do nosso importante e riquíssimo patrimônio histórico, arquitetônico, paisagístico e natural, ameaçado pela insensibilidade de alguns empreendedores imobiliários. A importância que ganhou esta luta petropolitana, liderada em grande parte por Fernanda Colagrossi, pode ser medida pelo seu desfecho: o presidente da República, João Batista Figueiredo assinou decreto federal protegendo o inigualável patrimônio de Petrópolis. A não destruição desses bens garante, hoje, a crescente indústria turística, que gera empregos, riqueza e renda.

São muitas histórias como essas e algumas lutas muito longas. Hoje, uma nova geração de jornalistas mantém viva a vocação de lutas do DIÁRIO. Por sua importância, destaco o combate à desastrosa atuação da empresa Concer na exploração da BR-040. Depois de mais de uma década de fundadas denúncias, é bastante provável que a concessionária seja substituída, já em 2021, com um novo processo licitatório.

Tem sido assim, noticiando, defendendo o interesse público e a cidadania, tomando sempre o partido de Petrópolis, que o jornal vem cumprindo a sua vocação de ser o jornal da cidade.



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