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  Cidade


 Aplicação de soro antiofídico deve ser feita rapidamente, diz médica

Wellington Daniel

Com as temperaturas mais elevadas, os animais costumam se reproduzir ou procurar lugares frescos. Com isso, há o risco de que espécies peçonhentas apareçam próximas a residências e acidentes aconteçam. Para a médica Amorita da Silva Grijó, professora do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias da FMP/Fase, os soros produzidos no Brasil possuem boa qualidade, mas é necessário que sejam aplicados rapidamente para evitar maiores complicações na saúde de vítimas de picadas.

- Os soros antiofídicos e antiaracnídeos produzidos no Brasil são de excelente qualidade. O comum é a pessoa sobreviver ao acidente peçonhento, mas, para isso, é fundamental que os polos de referência tenham profissionais treinados e tenham a disponibilidade do soro antiveneno específico e o paciente seja rapidamente referenciado ao polo pela unidade que fez o primeiro atendimento. Quanto mais rápido se fizer a aplicação do antiveneno, menor vai ser o nível de complicação – explica.

O problema é que, em Petrópolis, apenas a UPA do Centro dispõe dos soros. A população dos distritos não possui outro polo de assistência, nem mesmo em unidades privadas. Em caso de emergência, a pessoa que necessita do soro tem que se deslocar até o centro da cidade, e a demora no atendimento pode provocar sequelas em caso de envenenamento. Sem contar ainda aqueles que possuem limitações para se deslocar. O que agrava ainda mais o caso.

Procurada sobre o assunto, a Prefeitura disse apenas que "por determinação da Secretaria Estadual de Saúde a UPA Centro é a unidade de referência na aplicação das sorologias em Petrópolis".

De acordo com informações da Vigilância Sanitária, na cidade foram registrados 200 casos de acidentes por animais peçonhentos em 2018 e 34 entre janeiro e fevereiro deste ano. Aranhas e serpentes lideraram as ocorrências.

Para evitar que os animais apareçam e causem problemas, a médica diz que é necessário realizar limpezas. Entulhos e lixo podem servir como esconderijo. Também é importante verificar roupas e calçados antes do uso.

- A limpeza é essencial. Retirada de entulhos e lixo. Não deixar roupas penduradas fora dos armários e, se ocorrer isso sacudí-las antes de usar. O mesmo cuidado com calçados que não estiverem guardados. Em locais que estiverem infestados é necessária a colocação de telas nas janelas e portas. Verificar roupas de cama antes de deitar. Uso de EPI (equipamentos de proteção individual) como botas e luvas principalmente no caso de trabalhadores do campo e auxiliares de serviços gerais – aconselha.

Caso um animal peçonhento seja identificado na residência, Amorita diz que não é recomendável fazer a captura, caso não haja treinamento. O ideal é acionar equipes que tenham o treinamento adequado para tal.

- Não tentar capturar nenhum tipo de animal peçonhento se não tiver treinamento para isso. Chamar o corpo de bombeiros e/ou comunicar a vigilância epidemiológica. Alguns manuais e artigos recomendam capturar o animal para ser enviado a um laboratório de produção dos soros. Essa recomendação pode gerar novos casos de acidentes – diz.



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