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  Cidade
 

Aprovação de projetos pode gerar até 9 mil empregos na construção civil

R$ 1,5 bi em investimentos aguardando aprovação na Secretaria de Obras 

Jaqueline Ribeiro -Especial para o Diário

Em um cenário de pandemia que ao longo dos meses vem gerando recessão econômica e perdas de postos de trabalho, o mercado de construção civil se destaca pelo potencial de injetar rapidamente recursos na economia e impulsionar a abertura de vagas e  recolocação de trabalhadores no mercado.  Empresários do setor apontam que pelo menos nove mil postos de trabalho diretos podem ser gerados à partir da aprovação de projetos para empreendimentos imobiliários que aguardam apenas licenciamentos na Secretaria de Obras. Os projetos para construção de cerca de 10 mil unidades, representam investimentos em que juntos alcançam R$ 1,5 bilhão - recursos importantes para ajudar a reverte os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados que mês a mês registra resultados negativos na cidade. De acordo com o Caged, em julho 209 postos de trabalho foram fechados na cidade.

- Temos cinco  pré-lançamentos previstos para empreendimentos que juntos irão gerar 1.500 empregos. Estamos muito otimistas, a construção civil está em alta, a queda dos juros para financiamentos imobiliários ajudou muito. Petrópolis é uma cidade que tem características atraentes para este mercado. É uma cidade segura, bem cuidada, com investimentos em infraestrutura, o que é importante. O cenário é muito favorável. Estamos muito felizes e otimistas - avalia o empresário e sócio da Enge Prat Engenharia e Serviços, Luiz Fernando Gomes. A empresa tem hoje 120 funcionários em Petrópolis e a previsão é de que com os novos empreendimentos em andamento as contratações sejam ampliadas nos próximos seis meses.

 - Recebemos o licenciamento ambiental da  Fazenda Bela Vista, em Itaipava;  estamos em fase final de aprovação de licenciamento para o Condomínio dos Tucanos, que fica no final do Carangola. Ali serão  22 casas, e mais um imóvel dividido em sete casas menores. Teremos  também outro empreendimento  onde  são mais 25 casas - conta.

Outros dois empreendimentos, serão realizados em parceria entre a Enge Prat e a Solidum, e prevêem a contratação de  270 funcionários - 150 para obras do Centro Tecnológico da Região Serrana, no Quitandinha, e outros 120 no Residence São Vicente - empreendimento instalado no prédio histórico do antigo Seminário São Vicente de Paulo,  na Av. Barão do Rio Branco. 

- Petrópolis vive um momento favorável para a construção civil, há uma quantidade grande de projetos que  dependem apenas de aprovação na Secretaria de Obras para sair do papel e irão gerar empregos  para os petropolitanos e movimentar a economia. Juntos eles representam um investimento de R$ 1,5 bilhão e devem gerar nove mil empregos. É fundamental que o setor aproveite este momento em que a cidade ganhou mais visibilidade. Com a pandemia as pessoas se adequaram ao home office e estão buscando viver com mais qualidade de vida, o que está aquecendo o setor imobiliário em Petrópolis - pontua  o diretor presidente da empresa Solidum, Osmar Mussi Felix.

Além das obras em parceria com a Enge Prat, a  Solidum tem projetos em andamento para aprovação de obras de construção de galpões em dois diferentes pontos da BR-040 -  uma delas na altura do quilômetro 56, com previsão de contratação de 40 funcionários, outra na altura do quilômetro 60 onde serão abertos 80 postos de trabalho.

Com 21 anos de atuação no setor de construção civil, o engenheiro Julio Cesar Andrade de Souza, da Nurra Engenharia, aguarda há 3 anos e meio a aprovação do projeto para um empreendimento do programa Minha Casa Minha Vida faixa três, no Bingen. O condomínio na rua Dias de Oliveira irá gerar 300 empregos diretos e injetar pelos menos R$ 50 milhões na economia da cidade.

- Já fizemos todos os ajustes necessários para cumprir as exigências apontadas pelos técnicos da Secretaria de Obras. Estamos aguardando o documento de simples aprovação para iniciar os trabalhos e  fazermos as primeiras contratações. Com este primeiro documento em mãos já  serão 30 empregos e R$ 2 milhões em investimentos imediatos - conta o empresário Julio Cesar Andrade, explicando que as primeiras contratações serão para obras de montagem do stand para atendimento a clientes, equipe de venda e trabalho de marketing do empreendimento. 

- O projeto prevê também a construção de uma estação de tratamento de esgoto,  sistema de energia solar, além de um investimento de R$ 500 mil em  infraestrutura em área pública no entorno do condomínio. A prefeitura informou que a análise do projeto citado será feita a partir do momento em que o local for considerado uma área de especial interesse social (AEIS), cujo  decreto está em fase de elaboração.

Questionada sobre a importância da celeridade na aprovação de projetos, bem como sobre quantos deles já foram aprovados desde a realização de uma reunião com empresários no dia 14 de abril,   a prefeitura não enviou resposta.

No mês passado o município havia informado ao Diário que  implantou um sistema informatizado para garantir maior agilidade a Secretaria de Obras para analisar projetos apresentados pelas empresas do setor da construção civil.  O objetivo, segundo informou o município à época,  era reduzir o tempo para a legalização de projetos e "destravar" investimentos. Na ocasião, o município também não informou quantos projetos já haviam sido  aprovados nos últimos quatro meses. 

O Sindicato dos Funcionários da Construção Civil, considera importante a aprovação dos projetos para a retomada das contratações no setor, que  já chegou a empregar cinco mil pessoas na cidade e hoje tem pouco mais de 1.200 funcionários.

 - É muito importante que a Secretaria de Obras acelere os processo de aprovação para que ainda este ano algumas obras comecem e as empresas possa voltar a contratar. Estamos torcendo para que dê certo, para que  as empresas possam  engrenar outros projetos. Temos hoje muitas obras que estão terminando e é importante que estes funcionários possam continuar trabalhando e que outros que perderam seus empregos tenham a oportunidade de voltar a trabalhar - afirma o presidente do Sindicato dos Funcionários da Construção Civil, José  Maria Rabelo .   



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