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  Colunistas
ARISTÓTELES DRUMMOND
COLUNISTA

 

 

POLITICOS MINEIROS

 Não foi obra do acaso o fato de a política brasileira ter sido marcada, desde a Independência, pela presença decisiva de mineiros como atores de referência. Na República, foi a estabilidade criada pela política do café com leite. A Revolução de 30 teve sua articulação nacional a cargo de dois mineiros decisivos: Antônio Carlos Andrada e Virgílio Mello Franco – além da rápida aceitação internacional articulada por  Afrânio de Mello Franco.

 O Estado Novo, que manteve o Brasil em ordem antes e durante a II Guerra, se deveu a habilidade de Francisco Campos e seu chefe de Gabinete, Francisco Negrão de Lima. A redemocratização teve início com o Manifesto dos Mineiros, o arranque desenvolvimentista com JK e a Revolução de 64, com o governador Magalhães Pinto e o general Olímpio Mourão Filho.

Os presidentes militares buscaram nos políticos mineiros seus vices – José Maria Alkmin, Pedro Aleixo e Aureliano Chaves – e a redemocratização foi com Tancredo Neves. E Itamar Franco implantou a estabilidade da economia, com projeto elaborado por outro mineiro, Elizeu Rezende.

Essa memória é importante na medida em que se percebe faltar ao atual governo sabedoria política e habilidade natural dos mineiros. Vemos um excelente programa e bons quadros executivos, mas muito desgaste político entre formadores de opinião. O que é consenso positivo, na firmeza e qualidade das propostas, está a cargo do ministro da Economia, Paulo Guedes, mineiro de Ponte Nova. Nem no Congresso o governo conta com uma liderança mineira.

Política se faz com políticos, com habilidade, capacidade conciliatória, sem radicalismos e sem embates desnecessários ou injustificáveis. No entanto, no Planalto, prevalece a inexperiência, salvo do general Augusto Heleno, com odores de estadista e de pacificador, mas parece que sem os instrumentos necessários para ampliar sua influência. Reconhecido por ter como única ambição servir ao governo e ao país.

O presidente Bolsonaro, que teve a oportunidade de salvar o Brasil de uma solução trágica, bolivariana, tem mostrado sabedoria ao formar os quadros executivos em áreas importantes, como saúde, minas e energia, infraestrutura; e assim vai tocando importantes obras.

Falta a fugir de provocações, de uma pauta inútil e fútil, e deixar de responder a questionamentos que não se refiram ao que interessa ao sofrido brasileiro, que é a retomada econômica, do emprego, na segurança pública e o combate à corrupção. Tem de aprovar novas reformas, continuar a desmontar a burocracia fiscal e regulatória que asfixia o progresso.  E não esquecer de simplificar nosso Judiciário, que hoje é lento e ocupa espaços tradicionalmente do Legislativo ou do Executivo.

 Em boca fechada não entra mosca....

 



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