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  Geral

Ato de solidariedade durante pandemia

Apesar da distância, solidariedade ainda une as pessoas

Camila Caetano – especial para o Diário

Dada a pandemia do novo coronavírus e os riscos que apresenta, sobretudo, aos mais velhos, muitas pessoas estão se prontificando a criar laços de solidariedade ao se oferecer para ir ao mercado fazer compras, (entre outros favores), para que os idosos não precisem sair de suas residências.  

O primeiro ato solidário foi registrado em São Paulo, quando uma moradora deixou um bilhete no elevador de seu prédio dizendo que se colocava a disposição, caso os mais velhos precisassem de algo do mercado, entre outras coisas do gênero. Contudo, assim como o vírus, a boa ação também tem se espalhado pelo Brasil, e Petrópolis entrou na onda.

No elevador de um prédio localizado no Centro da cidade, o bilhete já foi posto e os moradores que se prontificaram a prestar favores, colocaram seus nomes na lista, com o número do apartamento onde moram.

O jornalista Bruno Rodrigues é um deles. Ele diz que pelo fato do prédio em que mora ser tradicional, seus vizinhos são majoritariamente idosos e que, inclusive, algumas normas sobre o uso do elevador foram estabelecidas.

 - Aqui no prédio foram estabelecidas algumas normas sobre o uso do elevador, onde só entram pessoas da mesma família ou um de cada vez. No meu andar, por exemplo, são quatro apartamentos e, tirando o meu, todos são predominantemente habitados por idosos – diz ele, que complementa:- Como tentativa de evitar a proliferação do vírus principalmente entre esse grupo com maior potencial de fatalidade, minha esposa e eu nos disponibilizamos a ir à farmácia, ao mercado, enfim, fazer algumas coisas para evitar que eles saiam de casa de maneira desnecessária – diz Bruno, que acredita que o ato simples, pode vir a fazer muito efeito ao combate da propagação do vírus.

Em um prédio próximo ao de Bruno, o porteiro, que preferiu não se identificar, informou ao Diário de Petrópolis que, por enquanto, nenhum bilhete foi colocado nos elevadores, contudo, isso não tem impedido que moradores mais novos realizem as boas ações.

- Por enquanto, não colocaram nenhum bilhete nos elevadores daqui ainda. Mas, apesar disso, eu tenho visto os moradores se oferecendo para fazer favores para o público que apresenta mais risco de contrair a doença – garante.

Na ocorrência, outros quatro prédios foram consultados. Eles não continham o bilhete no elevador, e até então, os porteiros não tinham observado se estava havendo uma manifestação a favor da boa ação.

Apesar da distância tem que ser mantida, amor ao próximo continua unindo as pessoas.

Idosos na rua

Apesar das recomendações para permanecer em casa alguns idosos ainda estão sendo vistos nas ruas, sobretudo em bancos nos quais as filas têm sido feitas do lado de fora para que se evite a aglomeração em ambiente fechado.

Na manhã de ontem, o Diário conversou com alguns deles que estavam em filas.

A maioria deles informou que apesar do medo de contrair a doença, eles têm que ir às ruas para pagar as contas e realizar alguns afazeres, já que não têm alguém que possa realizar as atividades.

- Ontem fiquei de quarentena, mas hoje tive que vir ao banco, pois não tenho quem faça isso por mim - disse um senhor de 68 anos que estava na fila do banco.

Uma mulher, de 60 anos disse:- Eu tenho medo, mas, mesmo assim venho pagar as contas. As empresas parecem não querer saber, se eu não fizer isso, amanhã cortam a minha luz – diz ela, que preferiu não se identificar e no momento também estava do fila do banco.

Contudo, nem todos estão com medo. Uma outra senhora que também estava em uma das filas formadas nas portas dos bancos, disse que não teme ao vírus, já que Deus a protege. Contudo, segue fazendo a higienização corretamente.

- Eu não tenho medo do coronavirus, pois Deus está me protegendo. Mas mesmo assim, sigo fazendo a higienização e passando álcool em gel nas mãos – relatou.



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