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A capacidade de carga e o Turismo

Bayard Do Coutto Boiteux

A quantidade de pessoas que participa de um evento ou visita uma cidade deve fazer parte do planejamento de núcleos turísticos. É vital que se avalie a quantidade máxima de visitantes que um atrativo turístico pode comportar, por exemplo. Assim, cabe aos governos e aos integrantes da cadeia turística contratarem estudos de capacidade de carga para preservar os produtos turísticos.

Há cidades, por exemplo, na Costa do Sol do Rio de Janeiro, que recebem quantidade muito grande de ônibus em determinados momentos, sem nenhum controle das Prefeituras. Acabam gerando inúmeros problemas para os moradores e para a limpeza e ordenamento urbano; e um fluxo contraproducente, que resulta num caos urbano, salientando que chegam constantemente em transportadoras irregulares e com motoristas despreparados e as operadas por agências de turismo sem guia, na maior parte dos casos. Ocupam espaços em locais de interesse turístico sem consumir e fazendo eventos particulares com música alta. É claro que existe um direito de “ir e vir”, previsto na Lei Máxima, mas que não pode colidir com a sobrevivência dos locais. No momento de novas administrações, o foco deve ser na estruturação dos produtos e não em ações pontuais fora de qualquer planejamento e que querem apelo da mídia no lugar de ações concretas.

Um outro problema é a proliferação cada vez maior de blocos, que ilham moradores em suas residências e não apresentam nenhum plano de evacuação em caso de uma briga ou de um acidente, como demonstraram recentes acontecimentos. Há necessidade de se buscar uma solução para que a alegria não seja inibida, mas que possamos sistematizar de alguma forma as autorizações para blocos de mais de 1 milhão de foliões. Como exemplo, dou a Praça Santos Dumont, no Jardim Botânico, em que moradores não conseguem deixar suas casas e numa emergência, uma ambulância não entraria.

Eventos também de cunho religioso e cultural em espaços públicos, como praias, criam engarrafamentos que param as cidades e acabam gerando revolta na população que não consegue se deslocar. Devo confessar que falta planejamento e um grupo de estudo com técnicos que avaliem como um todo a capacidade verdadeira de carga. Vamos motivar os agentes públicos a pensarem em tal ação no lugar de comemorações de sucesso e ocupação hoteleira. Os que nos visitam e vivem uma situação de não deslocamento não voltam mais.

Há exemplos de sucesso no Brasil e no mundo. Paris, uma das maiores cidades turísticas do mundo, planeja em conjunto com os atrativos e as agencias a distribuição de pessoas em determinados horários. Fernando de Noronha, de forma exemplar, controla os que visitam um dos mais bonitos locais de nosso país. A Ilha Grande, no Rio, precisa se espelhar em exemplos de sustentabilidade para se manter viva.

São algumas reflexões que devem criar um grande debate e desenhar sugestões e soluções para um problema que tende a se agravar e que é prioritário.

Bayard Do Coutto Boiteux e vice-presidente executivo da Associação dos Embaixadores de Turismo do RJ e presidente do Portal Consultoria em Turismo.(www.bayardboiteux.com.br).



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