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  Cidade

Câmara aprova o fim da dupla função de motoristas de ônibus

Projeto foi incluído em regime de urgência e teve votação favorável de todos os vereadores presentes

Wellington Daniel

 

A Câmara Municipal aprovou ontem (08), em primeira e segunda discussão, o projeto de lei do vereador Leandro Azevedo (PSD), com co-autoria do vereador Marcelo da Silveira (PSB), que define o fim da dupla função de motoristas de ônibus na cidade. Por meio de uma emenda do vereador Hingo Hammes (PTB), as empresas de ônibus terão o prazo de cinco anos para recompor o quadro de cobradores. O projeto, agora, irá para a apreciação do prefeito Bernardo Rossi.

O projeto foi aprovado por todos os 11 vereadores presentes. O líder do governo na Câmara, vereador Márcio Arruda (PR), também se mostrou favorável ao projeto e a emenda apresentada por Hingo. Foi unanimidade entre os vereadores que utilizaram o tempo de discussão que o projeto seria importante para evitar desempregos na cidade.

O texto altera uma lei de 2014 e é datado de 2018. O projeto determina que “fica proibido às empresas concessionárias e permissionárias de Transporte Coletivo Urbano, no Município de Petrópolis, incumbir aos motoristas a atribuição simultânea de sua função com a função do cobrador, em todos os coletivos”. Os veículos, tipo executivo e com tarifas diferencias são a única exceção do projeto.

A única emenda, apresentada pelo vereador Hingo Hammes, prevê que as empresas terão cinco anos para recompor o quadro de cobradores. Esta recomposição deverá ser feita 20% a cada ano. Na justificativa, o vereador afirma que este acrescimento no projeto permite a recomposição dos funcionários, sem que haja prejuízo a política da empresa, “com sobrecarga não prevista no seu planejamento”.

Rodoviários acompanharam a votação e foram favoráveis a emenda de Hingo. Quando o projeto foi aprovado, houve comemoração por parte da categoria. Ao Diário, o cobrador Carlos Henrique Valério, 51, disse que também há a preocupação com o desemprego.

- Viemos acompanhar a votação, para que os motoristas não tenham a necessidade de trabalharem sozinhos. É um cansaço físico muito complicado. Vamos batalhar para isso não acontecer. Além do desemprego, que é grande na cidade. Nossa preocupação é como ficariam os cobradores, sem emprego – disse.

Outra emenda de Hingo, porém, que previa um acréscimo aos coletivos que poderiam ter motoristas em dupla função, incluindo micro-ônibus e mini-ônibus, e linhas convencionais que não apresentassem pagamento em dinheiro superior a 10% dos passageiros, também poderiam ficar sem cobrador foi excluída e não chegou a ser citada na sessão.

Procurado, o Setranspetro informou que aguarda a comunicação oficial dos acontecimentos que foram tratados na sessão da Câmara.



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