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  Geral

Caps de Itaipava encerra campanha do Setembro Amarelo no Terminal Rodoviário de Itaipava

Profissionais e pacientes se juntam para conscientizar sobre os cuidados com a depressão

          

 

  O Centro de Atenção Psicossocial II - Núbia Helena dos Santos (Caps – II) de Itaipava fechou o mês com ação de prevenção ao suicídio, no Terminal Rodoviário do distrito. A iniciativa encerra os trabalhos de intensificação da campanha do Setembro Amarelo e contou com a participação dos profissionais e pacientes do Caps II. Entre 10h e 13h foram expostos cartazes e realizada panfletagem sobre a importância de se buscar o auxílio de profissionais para o tratamento da depressão, de forma a evitar que o quadro clínico se agrave.

            “A prevenção é a melhor forma do cuidado com a saúde. A rede pública do município conta com estrutura e profissionais para dar todo o suporte para o cuidado psicossocial”, destaca o prefeito Bernardo Rossi. Além da unidade de Itaipava, o município conta com outros Caps que dão o suporte aos pacientes de diferentes diagnósticos, incluindo o voltado para os usuários de álcool e outras drogas (CAPS AD III), o Infanto-juvenil (CAPS I) e um no Centro.

            Além dos psicólogos à disposição para orientar a população, a ação no Terminal Itaipava contou com o apoio voluntário dos próprios pacientes que expressaram suas experiências em cartazes expostos pelo local. “Essa foi mais uma ação para intensificar o alerta para o cuidado da depressão, que se não tratada, pode levar ao suicídio”, reforça a secretária de Saúde, Fabíola Heck. A intervenção realizada no Terminal Rodoviário de Itaipava teve o intuito de esclarecer sobre os mitos de verdades sobre o suicídio e incentivar as pessoas que tenham algum tipo de transtorno a procurarem ajuda.

Um dos pacientes do Caps que ajudou na ação na manhã desta segunda-feira foi Robson de Medeiros, que convive há anos com depressão, mas só há quatro meses procurou tratamento. Os resultados já são visíveis. Ele relata que já chegou a não ter ânimo para nenhuma atividade, mas que agora faz questão de alertar outras pessoas de que elas têm onde encontrar ajuda e não chegar ao estágio do suicídio.

“Eu fiquei muitos anos sem me tratar e a depressão ia e voltava. Eu precisava de ajuda, procurei o Caps e isso fez muita diferença. Eu não sabia que precisava combinar o tratamento de psicólogo com psiquiatra. Vim hoje aqui para mostrar que se alguém estiver passando por esse problema, procure ajuda. O preconceito é grande, mas eu vivo isso é posso dizer: não é frescura, a depressão tem tratamento, sou prova viva disso", afirmou.

O depoimento de Robson de Medeiros traduz com exatidão a intenção da iniciativa do Terminal. “Escolhemos o terminal por ser local onde circulam muitas pessoas e colocamos nossa equipe à disposição levar orientação. Estamos fechando a campanha do Setembro Amarelo com mais essa conscientização, para que as pessoas procurem ajuda e não se calem”, frisa a coordenadora do Caps II, Patrícia Leitão.

 Todas as unidades especializadas da rede contam com médicos, psicólogos, assistentes sociais e equipe de enfermagem, capacitados para atenderam pacientes com transtorno depressivo recorrente, grau leve, moderado e grave com e sem sintomas psicóticos, quadros de ansiedade, dentre outros transtornos mentais. Para dar suporte ao atendimento a pacientes com algum tipo de transtorno mental, o município conta com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) que oferece o serviço de urgência/emergência psiquiátrica durante 24 horas em regime de plantão no Hospital Municipal Nelson de Sá Earp (HMNSE).



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