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  Geral

Cerca de 30% das chamadas para os números de emergência são trotes

Comandante do 15º GBM, Ramon Camilo, destaca a importância de conscientizar a população sobre o assunto

João Vitor Brum - joaovitor@diariodepetropolis.com.br

 

Entre janeiro do ano passado e o mesmo mês deste ano, o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro registrou 308.748 trotes, número que representa cerca de 30% do total de ligações recebidas, fato que prejudica a prestação de serviços emergenciais. Mesmo com o alto número, o Comandante do 15º Grupamento de Bombeiros Militar, tenente-coronel Ramon Camilo, destaca que a população petropolitana se mostra consciente quanto à importância do serviço e aponta que, na cidade, a incidência de trotes é pequena.

Os números de emergência da corporação (192 e 193) recebem aproximadamente 140 mil ligações mensais, e, segundo as duas edições do Anuário do Corpo de Bombeiros (referentes a 2016 e 2017), a média de atendimentos efetivados no estado é de um atendimento a cada 1,5 minuto.

Segundo o artigo 266 do Código Penal, inserido na Lei 2848/40, interromper ou perturbar serviços telefônicos, telegráficos e radiotelegráficos é crime com pena de um a três anos, além de multa.

Há, também, uma Lei municipal, número 5772/2015, que prevê multa a quem praticar trotes contra o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Na época da criação, foi realizado um levantamento que apontou que grande parte das ligações são realizadas por crianças, em horário escolar. Apenas em 2016, o Samu recebeu 26.791 ligações, sendo 14% (4.013) trotes.

As chamadas para o serviço são atendidas por técnicos auxiliares de regulamentação médica, que, em alguns casos, conseguem identificar os trotes. Quando a informação falsa não é detectada, os técnicos transferem a ligação a um médico regulador, que dá continuidade ao atendimento. Após, a equipe é enviada ao local, muitas vezes identificando a irregularidade.

- Trotes podem causar uma demora no atendimento àqueles que realmente estão passando por uma emergência, além, claro, de ser ilegal. A população petropolitana é muito colaborativa, e entende o nosso serviço e sua importância, por isso recebemos poucos trotes na comparação com outros locais – destaca o tenente-coronel Ramon Camilo, Comandante do 15º GBM.

Outro fator que atrasa os serviços de emergência são alarmes falsos, como, por exemplo, incêndios em lixo ou entulho. Em muitos casos, pessoas veem uma grande quantidade de fumaça e alertam o Corpo de Bombeiros, que chegam ao local e constatam a irregularidade. Na última semana, por exemplo, um caso parecido foi registrado no Cascatinha.

A queima de lixo é uma infração ambiental com multa prevista de até R$ 2.700. As denúncias podem ser feitas para a Secretaria de Meio Ambiente através do telefone (24) 2233-8177. O Código de Posturas também proíbe a queima de lixo e, em caso de flagrante, o responsável pode receber multa. As denúncias podem ser encaminhadas pelo telefone (2) 2246-9042.

Além de ser ilegal, a queima de materiais pode iniciar incêndios de grande porte, tanto em vegetação quanto em residências e áreas urbanas. Mesmo assim, é indicado que a população contate os bombeiros quando notar qualquer tipo de incêndio, para que os militares se certifiquem que a situação está controlada e que não apresenta riscos.

Comandante Ramon Camilo dá dicas de como proceder em casos de emergência

          Agilizar o atendimento em casos emergenciais é essencial, e, por isso, o tenente-coronel Ramon Camilo, em entrevista ao Diário, destaca a melhor forma de proceder em emergências, para garantir a agilidade no atendimento e a garantia de que o caso será solucionado.

          - É importante ligar imediatamente quando perceber algum problema, como princípio de incêndio ou acidente, sempre indicando um ponto de referência, se identificando e, claro, confiar no trabalho da corporação – disse Camilo.

          No Carnaval, principalmente, vale ressaltar que os cuidados devem ser redobrados. É importante, ao participar de blocos ou eventos, se certificar de que os mesmos possuem certificados do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar, e alvará da Secretaria de Fazenda.

          - Os blocos autorizados possuem uma segurança maior, o que é extremamente necessário durante os dias de folia. Muitos acidentes, como queda de palco, descargas de energia e até mesmo brigas podem causar transtornos que precisam de ação imediata, o que é garantido àqueles que buscaram a certificação juntos aos órgãos responsáveis, que atuam nos eventos – salientou o Comandante.

          - É essencial, também, que a população proceda com prudência no trânsito não só durante o Carnaval, mas principalmente nesta época, não misturando álcool e direção, fazendo uso do cinto de segurança, respeitando a sinalização e não utilizando telefone celular enquanto dirige – completou Ramon Camilo.

 



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