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  Segurança

Ciop planeja usar imagens de câmeras particulares para auxiliar investigações de crimes

Ideia é aproveitar equipamentos de casas ou de comércio que estejam voltadas para a rua, acelerando o processo de buscas por pistas pela Polícia Civil

Em um ano e meio de operação, a central de monitoramento de Petrópolis já registrou 601 imagens


 O Centro Integrado de Operações de Petrópolis (Ciop) desempenha um papel cada vez mais importante no contexto da segurança pública do município. Em um ano e meio de funcionamento, a central de monitoramento armazenou 601 imagens de crimes ou suspeitas, ocorrências de trânsito e outros tipos de registros. Para ampliar esse trabalho, a prefeitura e os órgãos que operam o Ciop vão analisar, já no início desse ano, a possibilidade de aproveitar câmeras particulares de casas ou de comércio que ficam voltadas para rua com objetivo de facilitar o acesso às imagens pela Polícia Civil.

A proposta partiu da própria sociedade civil que quer contribuir com a segurança pública do município. A Secretaria de Serviços, Segurança e Ordem Pública já recebeu sugestões para aproveitar câmeras de um morador do Centro, de uma Associação de Moradores e de uma empresa. As forças de segurança vão analisar se as câmeras ficam posicionadas em locais públicos (ruas e calçadas) e com qualidade técnica para serem usadas em investigações.

“Nós somos a cidade mais segura do Estado por dois anos seguido e sabemos que é preciso continuar investindo para manter esse patamar. É por isso que implantamos o Ciop, que tem resultados importantes, integrando as forças de segurança da nossa cidade.  Para este ano, vamos trabalhar para que a cobertura das câmeras seja cada vez maior e auxiliem ainda mais as forças de segurança”, destaca o prefeito Bernardo Rossi.

Essas câmeras não serão operadas pelos agentes que fazem o monitoramento da cidade, uma vez que se tratam de equipamentos particulares, mas as imagens serão transmitidas em tempo real para a central de monitoramento e armazenadas. Isso permitirá que a Polícia Civil tenha acesso a esses dados de forma mais rápida, acelerando a resposta em casos de crimes.

“Hoje, durante uma investigação, se a Polícia Civil identifica uma câmera de segurança em uma loja ou uma casa perto de uma ocorrência de crime, é necessário encontrar o proprietário dessa câmera e solicitar as imagens, o que pode demorar e atrapalhar a solução do caso. Recebendo essas imagens automaticamente, elas estão armazenadas junto com imagens das outras câmeras do Ciop e poderão ser acessadas com a mesma velocidade”, explica o comandante da Guarda Civil, Jeferson Calomeni.

Além de aproveitar as câmeras particulares, o planejamento da prefeitura para 2020 é ampliar a cobertura com a chegada de novos equipamentos em mais pontos da cidade. O município já recebeu aprovação do Ministério da Justiça para dar andamento no projeto de instalação de mais 24 câmeras em Petrópolis. Também está estudando a colocação de mais equipamentos de reconhecimento facial e outros pontos do município.

601 imagens registradas pelo Ciop

Das 601 imagens registradas pelo Ciop desde o início da operação, em maio de 2018, 349 são relacionadas a incidência criminal (ou 58,1% total). São imagens que auxiliam tanto na atuação da Guarda Civil e Polícia Militar em flagrantes quanto nas investigações feitas pelas delegacias de Petrópolis.

As imagens com suspeitas de crimes relacionados às drogas lideram a lista de registros feitos ao longo de 2019: foram 113 situações de possível tráfico, porte ou consumo de entorpecentes. Também há casos de suspeitas de roubos, furtos e assaltos, pichação, arrombamento, estupro, dano ao patrimônio público e particular, entre outros. O Ciop também teve participação importante em investigações que levaram à identificação suspeitos por crimes, ou de veículos usados em ações criminosas, e ainda para verificar casos em que comunicação de crimes na delegacia foram falsas.

A delegada da 106ª DP (Itaipava), Juliana Ziehe, ressalta ainda a importância da central de monitoramento de Petrópolis nos casos de falsa comunicação de crimes, uma vez que as imagens possibilitam verificar a dinâmica de uma ocorrência e permitem que a polícia identifique quando uma denúncia de um crime é falsa.

“Muitas das vezes, além das câmeras do Ciop identificarem a prática de determinado crime, também auxilia quando teve uma falsa comunicação de crime, a pessoa comunica na delegacia que foi furtada ou roubada em determinado local, que ela passou ali em tal hora, e com auxílio das câmeras do Ciop a gente verifica que aquele crime não aconteceu. E aí nós conseguimos também responsabilizar essa pessoa que comunicou falsamente um crime na delegacia”, explica.

Para a delegada, o trabalho de integração que o Ciop proporciona representa bem o que ela descreve como “segurança cidadã”, quando todos os órgãos e a sociedade civil se unem em prol segurança pública.

“Esse trabalho é importantíssimo nos crimes de roubo, nos crimes de furto e de falsa comunicação de crime. E essa parceria é fundamental para implementação desse modelo de segurança cidadã, em que todos os órgãos, todos, em conjunto, trabalham para melhorar a segurança pública”, completa Juliana Ziehe.

O Ciop tem 56 câmeras espalhadas em 46 pontos diferentes da cidade. As imagens são acompanhadas por Guarda Civil, Polícia Militar, Polícia Civil, CPTrans, Defesa Civil e Bombeiros. Além das 349 imagens de crimes ou suspeitas gravadas em um ano e meio, 104 são de ocorrências de trânsito (17,3% do total) e 148 de outros tipos de registros (24,6% do total).



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