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  Segurança

Comerciantes cobram policiamento na Treze de Maio

Sensação de insegurança é grande após o incidente registrado no último sábado

João Vitor Brum

Comerciantes da Rua Treze de Maio estão, desde o último sábado (11), apreensivos com a segurança da via, uma das mais importantes do Centro e que se tornou um local de encontro de jovens durante os fins de semana. Após homens armados ameaçarem pedestres e atirarem aleatoriamente ao longo da via, atingindo, inclusive, uma jovem de 19 anos na perna, a população cobra providências.

Imagens do Centro Integrado de Operações de Petrópolis (Ciop) flagraram parte da ação dos bandidos, e mostram que nenhuma viatura da Polícia Militar passou pelo local enquanto os dois amedrontavam populares na rua.

- É uma sensação de insegurança, de que estamos desprotegidos. Claro que é um caso isolado, mas os dois ficaram uma quantidade considerável de tempo na região, uma área de muito movimento durante o fim de semana. A sorte é que nada de mais grave aconteceu – disse uma comerciante que possui um estabelecimento na rua e pediu para não ser identificada.

Mas, não são apenas os comerciantes que sofrem com a falta de segurança. A estudante Lívia Bordignon, que mora na região praticamente a vida toda (22 anos), reclama também da falta de respeito aos moradores e, agora, o medo deste tipo de situação se repetir.

- Cresci aqui, e nunca foi desta forma. Sempre elogiei a cidade e a rua, falando para pessoas de fora o quanto aqui é seguro e como é bom poder sair à noite sem ficar apreensivo. Agora, estou me sentindo muito aflita. Mudei um pouco minha concepção sobre Petrópolis, infelizmente – comentou a estudante, que disse, ainda, que o grande movimento no local prejudica os moradores.

- O movimento na rua tomou proporções totalmente inadequadas. Minha servidão, por exemplo, se tornou um banheiro a céu aberto. Minha mãe tem uma hospedagem e o fato de não respeitarem nossa rua se tornou um problema. Além do cheiro insuportável de urina, o barulho alto segue ao longo de toda a noite e, como mulher, me sinto insegura quando estou chegando em casa e vejo três ou quatro homens na servidão – completou.

De acordo com o comandante do 26º Batalhão de Polícia Militar, tenente coronel Marcelo Bernardo, a ação criminosa foi um ato isolado. O comandante destacou que as buscas pelos autores do crime continuam.

A Prefeitura informou que o policiamento ostensivo na cidade é uma atribuição da Polícia Militar. Ainda assim, além do monitoramento por câmeras - cujas imagens são sempre cedidas às autoridades policiais para auxiliar investigações -  a Guarda Civil realiza ações de “Choque de Ordem” em ruas do Centro, como a Treze de Maio,  durante os fins de semana.

Proprietário de boate destaca que incidente registrado na Treze de Maio não foi relacionado à interdição do local

Na tarde desta terça-feira, o Diário esteve na Boate Eclipse, interditada no último sábado por não possuir alvarás de funcionamento e de localização, segundo a Secretaria de Fazenda. O proprietário do local, Diogo Crispim, destacou que o local não possui relação com o ocorrido na rua na madrugada de sábado.

- A interdição ocorreu devido à necessidade de uma adequação em algumas normas, o que está sendo feito da forma mais rápida e eficiente possível. Devo destacar, entretanto, o quanto os órgãos competentes, tanto a Prefeitura quanto as Polícias Civil e Militar, foram atenciosos e ajudaram a entender como o trâmite funciona. Esta ajuda é essencial para que tudo seja regularizado – disse Diogo.

Ele destacou, ainda, que o estabelecimento não é apenas uma boate, mas sim um espaço multicultural, onde é incentivada a prática de esportes, shows de música, festa, dança, projetos sociais.

- A rua é um sucesso, e é bom ver que a Prefeitura está olhando para a gente. Estamos de braços e cabeça abertos para sempre melhorar, e, por isso, gostaria de agradecer a todos os órgãos – finalizou Diogo.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a boate Eclipse deu entrada no laudo de exigências necessárias, mas ainda está no prazo estipulado. Ela será notificada quanto à execução das exigências para conseguir o certificado de aprovação da Corporação.



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