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  Economia

Comércio varejista atinge maior patamar de vendas em 20 anos

Faturamento cresceu 3,4% de julho para agosto

 

Jaqueline Gomes, com informações da Agência Brasil

Desde o início da pandemia que os setores da economia do Brasil não vêm computando bons resultados. Porém, no mês de agosto o volume de vendas do comércio varejista brasileiro teve alta de 3,4%. Com esse resultado, o indicador atingiu o maior patamar da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), iniciada em 2000, ficando 2,6% acima do recorde anterior, de outubro de 2014.

Na passagem de julho para agosto, cinco das oito atividades do comércio varejista tiveram alta: tecidos, vestuário e calçados (30,5%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (10,4%), móveis e eletrodomésticos (4,6%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (1,5%) e combustíveis e lubrificantes (1,3%).

Para Marcelo Fiorini, presidente do Sicomércio (Sindicato do Comércio Varejista de Petrópolis), na cidade o setor vem se recuperando gradativamente.

- O varejo da cidade tem tido uma resposta mais rápida. Já os polos de moda ainda estão com patamares baixos em função das barreiras sanitárias que inibem a vinda de compradores de outros municípios. Houve a flexibilização, o que ajudou, mas ainda registramos vendas abaixo do normal para o período”, complementa Marcelo.

O setor de vestuário foi uma das alavancas do indicador no cenário nacional. No entanto, em Petrópolis esta não foi a realidade. De acordo com o presidente do sindicato do setor no município, Addison Menezes, as confecções não tiveram o mesmo bom desempenho observado no resto do país.

- Infelizmente não conseguimos acompanhar o bom resultado nacional. As confecções de Petrópolis, em função das restrições para compradores de fora entrarem na cidade, não tiveram vendas excepcionais, nem no atacado nem no varejo. Acredito que com a flexibilização das barreiras melhorem as vendas, pois Petrópolis é uma cidade que as pessoas gostam de visitar – analisou.

Essa foi a quarta alta consecutiva do indicador, depois dos recuos de 2,4% em março e de 16,7% em abril, devido ao início das medidas de isolamento adotadas por causa da pandemia de covid-19. O estudo foi feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

O varejo também registrou altas de 5,6% na média móvel trimestral, de 6,1% na comparação com agosto de 2019 e de 0,5% em 12 meses. No acumulado do ano, no entanto, teve queda de 0,9%.

Perdas

Ao mesmo tempo, houve perdas nos segmentos de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos (-1,2%), hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-2,2%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-24,7%).

O varejo ampliado, que também inclui materiais de construção e veículos/peças teve crescimento de 4,6% na comparação com julho deste ano, com altas nos materiais de construção (3,6%) e nos veículos, motos e peças (8,8%).

O varejo ampliado também cresceu 7,6% na média móvel trimestral e 3,9% na comparação com agosto do ano passado. Mas teve perdas de 5% no acumulado do ano e de 1,7% no acumulado de 12 meses.

A receita nominal do varejo teve altas de 3,9% na comparação com julho deste ano, de 10,1% na comparação com agosto de 2019, de 2,4% no acumulado do ano e de 3,4% no acumulado de 12 meses. Já a receita do varejo ampliado teve altas de 5,2% se comparado com o mês anterior, de 7,7% em relação a agosto do ano passado e de 1% em 12 meses. Mas teve queda de 1,8% no acumulado do ano.

 



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