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  Cidade

Comunidade Surda se reúne com Leandro Azevedo para apontar locais sem acessibilidade

 
 Um relatório apontando os locais sem acessibilidade para a Comunidade Surda, em Petrópolis, está sendo preparado pelo vereador professor Leandro Azevedo (PSD). O documento foi solicitado pelo Ministério Público Estadual, em resposta a uma denúncia feita pelo parlamentar, como resultado do evento Setembro Azul, no ano passado. Uma audiência pública deverá ser agendada para tratar o estudo.

Segundo o vereador, o levantamento foi preparado junto com representantes da comunidade surda. A primeira reunião, inclusive, já foi realizada e alguns pontos destacados pelos surdos e deficientes auditivos foram a falta de acessibilidade nos teatros, cinemas e autoescolas. Porém, uma das principais preocupações é a falta de acessibilidade nos hospitais e órgãos de segurança, como Polícias Civil e Militar.

“Como um médico pode dar um diagnóstico se não consegue entender o que o paciente está sentindo? No caso das Polícias, como um surdo faz a comunicação de um crime ou, no caso de uma abordagem na rua, como explica a um policial que ele está lidando com uma pessoa que não escuta? Essas são apenas algumas das questões colocadas. Nessa breve conversa, percebemos que providências precisam ser tomadas em quase todos os setores do nosso município”, frisa Leandro Azevedo.

Durante a reunião, o representante da comunidade surda, Alan Macedo Alves da Cruz, detalhou uma série de situações vividas por eles diariamente, como por exemplo, a falta de interpretes de libras em audiências realizadas pelo judiciário, atendimento bancário, emergências dos hospitais, atendimento em farmácias e terminais rodoviários. “Muitas vezes ficamos em dúvida da posologia, o que poderia ser esclarecido na farmácia. Nos bancos, se precisamos resolver alguma questão administrativa, não conseguimos nos comunicar com os atendentes. São inúmeros os problemas. Petrópolis é uma das cidades mais complicadas”, lamenta Alan.

A resposta ao Ministério Público foi enviada no último dia 21 de março. O promotor Celso Quintella Aleixo solicitou que o vereador indique quais são os locais não adaptados às pessoas surdas ou com deficiência auditiva, esclarecendo, inclusive as inadequações dos estabelecimentos. 



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