Edição anterior (1978):
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Ed. 1978:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1978): sexta-feira, 10 de abril de 2020

Ed.1978:

Compartilhe:

Voltar:


  Covid-19

Coronavírus impacta a economia gerando perda de arrecadação e empregos na cidade

Mais de 10 mil pessoas podem perder os empregos no comércio. Turismo e Indústria somam mais de 600 demissões 

aqueline Ribeiro – especial para o Diário

A demora de ações governamentais concretas para socorrer empresas frente aos impactos causados pela pandemia do coronavírus, que - em função da necessidade de isolamento - paralisou o funcionamento de uma série de setores, já traz prejuízos à economia da cidade, que registra queda de cerca de 42% na arrecadação municipal e desemprego para os petropolitanos. Desde a 20 de março, quando as primeiras medidas restritivas começaram a ser adotadas para conter o avanço da doença, mais de 600 empregos foram perdidos na cidade. Setores importantes como Turismo, serviços e Industria foram os primeiros a sentir. De acordo com a prefeitura, os impactos são sentidos mesmo por grandes empresas da cidade, como a GE-Celma – maior contribuinte do município. No setor de vestuário, cerca de 400 funcionários perderam empregos. Sem o movimento de turistas, hotéis e pousadas precisaram demitir mais de 100 funcionários, segundo dados do Convention Visitors Bureau.

- A economia já vinha de um período crítico. No fim do ano tivemos os problemas das chuvas, janeiro foi um mês ruim para o turismo. Em fevereiro tivemos um bom movimento no carnaval, mas logo depois em março entramos nesta crise do coronavírus e com isso, agora não estamos tendo nada. As demoras tanto do município, no que tange apoio de IPTU, ISS, que já pleiteamos, quanto a parte do governo federal, que também fez muito pouco, até agora nos deixam em um cenário de incerteza. Até agora o governo federal ofereceu apenas a linha de crédito para pagamento de salário. Mas uma empresa não é movida apenas pela mola motriz da empregabilidade, temos uma série de outras despesas a serem custeadas aluguéis, telefone, água, luz, sistemas, então nós empresários precisamos principalmente de crédito para poder movimentar as empresas. Sem esse apoio muitos vão parar, alguns inclusive permanentemente. Entendo que neste momento é necessário que haja crédito, e sobre tudo que este crédito seja barato e com prazo bastante longo de no mínimo 60 meses, preferencialmente 120 meses para podermos pagar e isso não vem ocorrendo. A resposta vem sendo lenta em várias esferas e os empresários estão cada vez mais preocupados. Infelizmente as demissões de colaboradores já estão acontecendo. Até o fim de março, em oito hotéis já eram 88 demissões, hoje passam de 100 e com certeza outras demissões irão ocorrer. Infelizmente se não há entrada de recursos não há como garantir a empregabilidade – avalia o presidente do Convention Visitors Bureau, Samir El Ghaoui. 

Com as portas fechadas em boa parte das lojas, o comércio – que emprega cerca de 30 mil petropolitanos e adotou no primeiro momento a formalização de acordo para concessão de férias coletivas - depois do dia 20 de abril também deverá ter impacto, podendo demitir um terço dos empregados – 10 mil pessoas, segundo o Sicomércio.

A Associação da Rua Teresa (ARTE) destacou que para tentar minimizar os impactos da crise muitas lojas estão fazendo vendas online (via redes sociais) com a entrega das mercadorias por delivery ou pelos correios normalmente. E disse que com as lojas fechadas cumprindo o decreto municipal que determinou o fechamento dos estabelecimentos comerciais da cidade ainda não é possível fazer um levantamento de demissões.

Em relação ao crédito para que as empresas quitem a folha de pagamento, Denise Fiorini, presidente da ARTE, esclarece que para microempresas, que são a maioria da Rua, há alguns critérios que deveriam ter sido mais bem pensados e que no momento não é a melhor alternativa.  - A ARTE está empenhada em manter as vagas de emprego geradas na Rua e em ajudar quem foi prejudicado pelas medidas de isolamento social impostas pela emergência de saúde. Os empresários se uniram e juntos, já distribuíram sete toneladas de alimentos para famílias de 10 bairros da cidade. A preocupação da associação no momento é com a vida das pessoas - disse.

- O auxílio para a folha de pagamento, não atende boa parte dos empresários, uma vez que é necessário que o pagamento dos funcionários seja feito por conta salário. Para empresas menores, que tem dois ou três funcionários, o custo disso não compensa, com isso muita gente não vai ter acesso. É uma medida que atende algumas poucas empresas. O que entendemos ideal seriam linhas de crédito, como foi feito em 2011, pelo BNDES, através de todo sistema bancário, para que as empresas buscassem naqueles bancos em que elas já tem relacionamento. Neste modelo elas teriam condições de pegar estes recursos mais rápido, de acordo com o faturamento, o que permitiria que as empresas gerenciassem melhor suas contas – pontua o presidente do Sindicato das Empresas – Sicomércio e secretário de Desenvolvimento do município, Marcelo Fiorini.   

De acordo com a prefeitura, o município ainda não normatizou nenhuma prorrogação de prazo para o pagamento de impostos. Ainda de acordo com a prefeitura, com a intensão de minimizar alguns impactos econômicos, o município promoveu recentemente uma reunião para estimular um pool de empresários a produzir capotes de TNT 40 e 60 impermeáveis e máscaras, itens que compõem a lista de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), para serem adquiridos pelo governo municipal. O objetivo é estimular a geração de negócios e movimentar confecções e facções pequenas da Rua Teresa e de outros locais que estão paradas, para gerar emprego e renda. Além dessa demanda, esse pool de empresários poderá abastecer outros fornecedores e mercados fora do município com os produtos produzidos em Petrópolis.



Edição anterior (1978):
sexta-feira, 10 de abril de 2020
Ed. 1978:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1978): sexta-feira, 10 de abril de 2020

Ed.1978:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior