Edição anterior (1961):
terça-feira, 24 de março de 2020
Ed. 1961:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1961): terça-feira, 24 de março de 2020

Ed.1961:

Compartilhe:

Voltar:


  Covid-19

Coronavírus: jovens se arriscam vendendo balas em sinal pra sobreviver

Assistência Social prepara plano para atender pessoas da economia informal

Jaqueline Ribeiro - especial para o Diário

          Em meio a pandemia do coronavírus e a uma série de medidas duras por parte das autoridades para diminuir a circulação de pessoas nas ruas e consequentemente reduzir a velocidade de propagação da covid-19 na cidade,  uma cena chamou atenção de quem passava pela Praça D. Pedro  ontem: um grupo com oito pessoas, a maioria jovens, que vendia balas  em um sinal de trânsito na área central da cidade.  - É lógico que tenho medo de estar aqui, sei que é perigoso ficar na rua com essa epidemia, gostaria de estar em casa, mas se não vender as balas eu não tenho como comer. Parece que o governo federal vai dar um auxilio de R$ 200, mas não sabemos como vai ser isso ainda. Pelo que eu soube, isso será só a partir do mês que vem. Eu não tenho o que comer hoje se não vier pra rua vender. Minha única alternativa é vender as balas para comprar comida. Estou morando em Petrópolis há 3 anos. Já cheguei a trabalhar como faxineira, mas hoje estou desempregada e sobrevivo vendendo as balinhas -  conta Adriane Quelli, que tem 22 anos, mora ha 3 anos em Petrópolis e está grávida de quatro  meses.

           - É muito difícil pra nós, também ficamos preocupados e com medo de estar na rua, mas não temos alternativa. Já estava difícil conseguir emprego antes de tudo isso. Agora a situação ficou ainda pior. Se tivéssemos alguma ajuda, pelo menos uma cesta básica, estaríamos em casa. Estamos aqui por necessidade mesmo, porque não temos alternativa - diz  o marido da jovem, Gabriel Lopes, de 25 anos, lembrando que fica nas ruas vendendo bales entre 7h e 19h. 

                    Por meio de nota enviada pela Coordenadoria de Comunicação, a Secretaria de Assistência Social informou que os dois são atendidos pelo centro POP. A nota diz ainda que:  com a venda de balas os dois conseguiram alugar uma casa porém não retornaram com o endereço para realização da visita domiciliar e entrega de cesta básica.  Durante a abordagem passaram os endereço à equipe. Os outros, cerca de três famílias, informaram que possuem casa, um reside no Siméria, um no São Sebastião e outro em Araras, nenhum dos três é acompanhado pelos CRAS, outro equipamento da prefeitura. Também solicitaram cestas básicas. O educador fez a ficha dos que não são atendidos pelo Centro POP. A secretária vai passar a situação para responsáveis viabilizarem os pedidos das famílias - diz a nota.

          A situação do jovem casal retrata a realidade de muitas outras pessoas que sobrevivem do trabalho na economia informal - vendedores de balas e doces nas ruas, pessoas que fazem venda porta a porta, além de pedreiros, serventes, diaristas, jardineiros e tantas outras atividades que não têm vinculo empregatício, e muitas vezes não têm registros de Microempreendedor Individual (MEIs). São profissionais que além da insegurança quanto ao risco de contaminação pela covid-19 - comum a todos - convivem ainda com a insegurança de não saber como irão conseguir condições básicas para sobreviver neste período de crise do coronavírus.  

          A secretária de Assistência Social, Denise Quintella, informou ao Diário, que a Prefeitura avalia que medidas serão adotadas para este público.

- Estamos preparando um plano de atendimento emergencial às famílias que ficarão sem renda nesse período - afirma.



Edição anterior (1961):
terça-feira, 24 de março de 2020
Ed. 1961:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (1961): terça-feira, 24 de março de 2020

Ed.1961:

Compartilhe:

Voltar:








Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior