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  Covid-19 QUARENTENA

 

 

Crise: PC&VB estima cerca de 300 demissões na gastronomia

Restaurantes reabrem aos poucos, pois gastos ainda não compensam

Wellington Daniel

O Petrópolis Convention & Visitors Bureau informou ontem (27), ao Diário, que já uma estimativa de cerca de 300 demissões no segmento de gastronomia. De acordo a entidade, este número leva em conta apenas os associados. Os restaurantes tiveram autorização da Prefeitura para o retorno do atendimento presencial na última quinta-feira (25).

Segundo o presidente do PC&VB, Samir El Ghaoui, a entidade acompanha de perto os esforços dos estabelecimentos para o retorno em segurança.

- O setor foi diretamente impactado pela crise desencadeada pelo coronavírus e vem trabalhando duro para uma retomada segura das atividades. Estamos acompanhando o esforço de todos para cumprirem as determinações e também as recomendações das autoridades de saúde – afirmou.

Além disso, os restaurantes também enfrentam um problema com custos e há alguns que ainda não reabriram, apesar da permissão. É o caso de estabelecimentos no Centro e Quitandinha, que informaram ao Diário que só devem retornar às atividades na próxima semana.

De acordo com o PC&VB, a operação com 30% torna-se inviável para alguns estabelecimentos. A entidade ressalta, no entanto, que os empresários entendem a necessidade desta medida para o combate a covid-19.

- Sabemos que há estabelecimentos que ainda não reabriram, porque a operação com 30% da capacidade é inviável, não cobre os custos. Será necessário acompanhar de perto, dia após dia, todo o trabalho, para analisarmos o real impacto de tudo isso. E não falo apenas do segmento gastronômico ou do turismo, como um todo. Falo do próprio funcionamento da cidade – explicou Samir.

Além disso, a procura dos clientes foi menor que a esperada, nestes primeiros dias de portas abertas. Samir aponta que será necessária uma série de medidas para estimular a movimentação econômica.

- Essa é uma preocupação de todo o trade turístico. Sabemos que, mesmo com a flexibilização, será preciso a adoção de uma série de medidas para estimular a movimentação econômica. Os restaurantes, mesmo funcionando, não abandonaram a opção de entrega, que continua representando parcela importante das vendas neste momento – disse. 

Padarias

As padarias tiveram autorização para permanecerem abertas, mas sofreram com a grande queda no movimento. É o que explica o presidente do Sindicato de Panificação, Roberto Badro. De acordo com ele, a perspectiva é que a crise ainda se mantenha até o final do ano. A organização tem dado apoio técnico aos empresários do setor, além de auxiliá-los também com os financiamentos junto a órgãos governamentais.

- Algumas padarias tiveram redução de 70% no movimento. Algumas, que tinham 40 funcionários, mandaram quase 50% embora, tiveram que dispensar. A queda no faturamento foi muito pesada. E com a retomada dos setores, ainda não houve reação. Está muito lenta. O desemprego geral afeta o consumidor direto das padarias. Nosso setor está sendo afetado muito fortemente – explicou.



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