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  Geral
 

Cuidador de idosos, a profissão que mais ganhou destaque

Em 10 anos, houve um aumento de 547%

Natália Rodrigues

Uma das atividades que avançaram nos últimos anos foi a de cuidador de idosos. A profissão é antiga, porém, com a exigência do certificado de conclusão de curso, obrigou muitas pessoas, mesmo sendo da área da saúde a se qualificarem. De acordo com um estudo feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que utilizou como base dados do Ministério do Trabalho, a ocupação foi a que melhor se destacou, entre os anos de 2007 e 2017, foram criados 28,788 novos postos, passando de 5.263 para 34.051, representando um aumento de 547%. E está entre s atividades que mais avançaram.

 

A psicóloga Eulilia Rangel, acredita que o fator principal é o crescente envelhecimento da população, mas há também a busca por mudança de trabalho, já que é uma profissão valorizada.

- Os idosos até o ano de 2050 ou antes disso representarão 30% da população, a pessoa sendo idosa vai necessitar de cuidados específicos que somente através do curso pode conseguir. A qualificação dá o parâmetro, mas é necessário também a pessoa se dedicar, cada um tem que fazer o seu caminho - contou.

Notando a carência de profissionais especializados e totalmente dedicados à função que a especialista decidiu criar há pouco mais de dois anos o curso de qualificação do cuidador de idosos, o "Eulilia Rangel - Curso para Cuidador de Idosos".

- Já trabalhava com equipes tanto de técnicos e cuidadores, e ao atender idosos em suas residências, notei que muitos necessitam da assistência de cuidadores e eu indico essas pessoas, mas quando eu precisava não tinha pessoas qualificadas. Entao pensei em criar o curso para atender esse necessidade, porque a demanda é grande e os idosos estão em grnade crescimento - explicou.

A procura pelo curso é em grande parte por mulheres cerca de 90%,  mas a demanda é grande por profissionais do sexo masculino. A faixa de idade dos interessados fica entre os 20 e 40 anos de idade. Em alguns casos, a decisão veio após o aluno ter tido a necessidade de cuidar de um parente como pais ou avós. Mas há procura também por profissionais de outras áreas que buscam o curso visando uma mudança de profissão. Foi o que aconteceu com a Daniela de Andrade Campos Machado, 37 anos, que era costureira antes de se tornar cuidadora.

- Trabalhei com costura durante anos, porém não queria ficar mais nessa área. Descobri uma nova profissão e me apaixonei, gosto muito de cuidar dos outros. Fiz o curso há um ano, saí segura do que queria porque além das aulas práticas tinham os estágios e desde então não fico sem serviço - falou.

 

Visando melhor qualificação no mercado de trabalho, que a também costureira Fabiana Cristina de Oliveira, de 43 anos, mudou de profissão. Apesar de ainda não estar trabalhando na área, ela afirma que foi a melhor decisão que tomou.

- Na verdade eu queria ser enfermeira porque sempre gostei de cuidar das pessoas. Estava pesquisando sobre alguns cursos e acabei encontrando o de cuidador e vi nele a oportunidade de mudança de profissão, ainda estou trabalhando com a costura, mas só até o ano que vem, porque já feito contatos com algumas clínicas aqui na cidade e no Rio de Janeiro - disse.

A psicóloga orientou o perfil que a profissão exige e destaca que a qualificação através do curso, certifica o diferencial para o profissional.

- O mais importante é ter amor pela profissão, ser dedicado e muito paciente, porque vão cuidar de idosos. Por isso, que é importante fazer os estágios, porque o aluno tem a possibilidade de vivenciar a realidade e ver se é isso mesmo que está buscando. A qualificação te auxilia, dá um rumo de como se comportar em uma situação por exemplo de demência ou algum tipo de socorro, hoje em dia, as famílias mais informadas estão exigindo o certificado - concluiu.



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