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  Saúde

 

 

Cuidados para evitar o sarampo

Especialistas da Secretaria de Saúde falam sobre a doença

Wellington Daniel - Fotos e texto


 
 A diretora de Vigilância em Saúde, Elisabeth Cavalcante (Foto E), e a coordenadora de Vigilância Epidemiológica, Alessandra Pains (Foto D) explicaram ao Diário como está sendo feita a vacinação contra o sarampo. A entrevista aconteceu na sexta-feira (30), antes da informação sobre a possível primeira morte pela doença na cidade. Mas, pela situação do surto em São Paulo e de alguns casos em outras cidades do Rio de Janeiro, já havia a recomendação para reforçar o cuidado.

- O que recomendamos a população é que procure os postos de saúde para atualizar a carteira de vacinação do sarampo neste momento, principalmente. As pessoas a partir de um ano da idade até 29 anos, precisam ter duas doses da triviral na caderneta. A partir desta faixa etária, de 30 a 49, necessitam apenas de uma. Profissionais de saúde precisam de duas doses, independente da idade. Pessoas que vão para lugares onde tem surto também receberão a vacina, caso não esteja em dia. Só quem não pode tomar a vacina são gestantes e pacientes imunodeprimidos, que estão utilizando corticóide em altas doses – afirmou Elisabeth.

Além destes grupos, o Ministério da Saúde também tem recomendado a vacinação de crianças a partir de seis meses. Há registros de casos da doença em indivíduos dessa idade no estado de São Paulo.

- No momento, o Ministério da Saúde preconizou que crianças a partir de seis meses recebam a vacina. Não vai ser contada como cobertura vacinal, porque o indivíduo não está com o sistema imunológico correto, mas como podem ocorrer casos de sarampo nessa lacuna de seis meses a um ano, foi colocado nesse período que se faça a vacina – explicou a diretora.

Alessandra Pains lembra a importância de guardar a caderneta de vacinação, para ver se está tudo em dia. Desta forma, será possível procurar uma orientação no posto de saúde.

- Uma orientação que costumamos dar é que a pessoa guarde a caderneta de vacinação. É importante porque é um documento que dura para a vida toda. A pessoa, que não é da área de saúde, geralmente olha para a caderneta e não vai entender o que está escrito. Na dúvida, é melhor levar a caderneta em uma unidade de saúde. Em qualquer Posto de Saúde da Família (PSF), os funcionários estão orientados para darem as informações e auxiliar as pessoas – explicou.

Sobre a queda na imunização, Elisabeth aponta principalmente as crescentes campanhas anti-vacina.

- As campanhas anti-vacina, que tem muita influência. Isso vem surgindo de uns anos para cá e os grupos vão se fortalecendo. A cobertura vacinal não melhora e continua caindo. É um aspecto ruim que não conseguimos atingir, só com propaganda e orientação – explica.

Ainda que o vírus não estivesse circulando em Petrópolis, é sempre importante manter a imunização, segundo as especialistas. Como há um fluxo grande de pessoas, é importante que todos estejam vacinados.

- As pessoas saem da cidade, para viajar, por exemplo. E estas cidades podem ter a doença. E pode acontecer também de pessoas de lá virem com o vírus para cá. A pessoa tem que estar imune para não contrair esta doença, que pode ter grandes agravamentos de saúde – disse Elisabeth.

Ainda de acordo com a diretora, o desconhecimento da doença pelas pessoas também tem prejudicado. Com os crescentes casos, a procura começou a ser maior.

- Outro ponto é que as pessoas não sabem o que é sarampo, elas nunca viram. As mães de hoje em dia nunca viram a doença. Não tiveram e nem viram em alguém. Quando não sabe o que é, tende a não dar importância. A partir do momento em que os casos começam a aparecer, faz com que as pessoas procurem a vacinação. As pessoas precisam ter realmente confirmado um caso grave, como foi com a febre amarela, por exemplo. E agora, aumentou a procura pela vacina do sarampo – afirmou.

Outras preocupações

Além do sarampo, as chamadas arboviroses, que são doenças causadas pelo Aedes aegypti, também tem assustado. Petrópolis registrou 473 casos de chikungunya, 22 de dengue e 15 de zika em 2019, segundo a Prefeitura. O ponto em comum é a falta de prudência da população, neste caso, no combate ao mosquito.

- Falta prudência da população no combate. Deveria ser uma parceria entre o poder público e a comunidade como um todo. No fundo, as pessoas acham que é responsabilidade apenas do poder público. Só que não podemos entrar nas casas das pessoas, se elas não nos abrirem a porta. As pessoas precisam olhar o seu quintal. Gasta apenas 10 minutos – enfatiza Elisabeth.

Elisabeth Cavalcante lembra a dificuldade para realizar visitas em casas que visam combater o mosquito. Segundo ela, locais com surto das doenças também possuíam várias faltas de cuidado. Ainda segundo a diretora, como há casos registrados até no inverno, o Aedes agypti se adaptou ao clima.

- O aparecimento de mosquitos no inverno indica que ele se adaptou ao clima e também que não é apenas no verão, mas nas épocas de chuva. Agora, estamos num período bom que é estiagem, tem frio, mas quase não chove. No período em que começar a chover e empossar, é o problema, porque os ovos podem ficar até um ano esperando a água para eclodir – concluiu.

 



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