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Debate sobre tarifa de ônibus no Comutran será no dia 18

Empresas de ônibus querem reajuste de 8%, o que levaria o preço de R$ 4,20 para R$ 4,55

Philippe Fernandes

O Conselho Municipal de Trânsito e Transportes (Comutran) irá debater na próxima quinta-feira, dia 18, a proposta de reajuste na tarifa do transporte coletivo apresentada pelas empresas de ônibus. O Sindicato das Empresas de Transporte Rodoviário de Petrópolis (Setranspetro) protocolou junto à Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans) pedido de alteração da tarifa em 8,33%, levando o preço dos atuais R$ 4,20 para R$ 4,55.

Ontem, o Diário procurou a Prefeitura para saber se já havia um posicionamento sobre a medida apresentada pelas empresas de ônibus. A CPTrans afirmou que as planilhas estão sendo analisadas pela equipe técnica da empresa. Já o Setranspetro, por sua vez, argumenta que o estudo aponta o valor de R$ 4,55 principalmente por conta da queda na demanda pelo transporte coletivo: de acordo com as empresas de ônibus, a queda superou 6% apenas no ano passado.

O Setranspetro disse, em nota enviada ao Diário, que "ainda que não houvesse qualquer aumento nos insumos que compõem a tarifa, a queda de demanda de pagantes já é suficiente para aumentar o preço da passagem", uma vez que "a tarifa de ônibus é resultado do custo total dividido pelo número de passageiros". De acordo com a entidade que representa as empresas, foram levados em conta na proposta os reajustes de salários e benefícios dos rodoviários em 2018 e 2019; e as variações no preço do óleo diesel e dos itens de rodagem, que equivalem a 30% dos gastos.

Empresas propõem isenção de impostos para reduzir tarifa

No final de junho, o Setranspetro lançou um site com um "simulador de tarifas". O objetivo foi explicar como funciona a composição da tarifa. A página na internet também foi uma oportunidade para as empresas apresentarem propostas que resultariam em uma redução de 36% na tarifa. Entre as medidas, estão elencadas a redução ou a extinção do Imposto sobre Serviços (ISS) e a taxa de gerenciamento, um valor que a CPTrans cobra para gerir o sistema de transporte.

O Setranspetro também alega que haveria redução nos custos com o fim da função do cobrador ou com a manutenção da função como é hoje, extinguindo-se a função em microônibus, padrão rodoviário e ônibus executivos.

O Setranspetro cogitou, ainda, a possibilidade de a Prefeitura subsidiar parte das passagens dos estudantes da rede municipal; bem como o sistema de troncalização, com a criação de corredores exclusivos no Alto da Serra, na Rua Manoel Torres e em Araras.

Na época do lançamento do site, a Prefeitura havia afirmado que as propostas do Setranspetro "transferem os custos para o município e não há orçamento previsto neste sentido", uma vez que, para chegar à tarifa reduzida, seria necessário "extinguir a integração, as empresas deixariam de recolher ISS e taxa de gerenciamento e o município teria que pagar por 280 mil passagens/mês para os estudantes". O município destacou, ainda, que as empresas sabiam dos tributos que impactam o valor da tarifa ao assumirem as operações.



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