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  Acessibilidade

Deficientes físicos enfrentam dificuldades em estabelecimentos comerciais

Setores da cidade procuram trabalhar para resolver a questão de acessibilidade

Wellington Daniel

 COORDENADOR do Procon afirma que causa é prioridade no órgão municipal

Estabelecimentos comerciais também precisam seguir regras de adaptação de espaços para pessoas com deficiência. É o que prevê a norma 15250 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Além disso, por Lei, os estacionamentos precisam garantir 5% de vagas para idosos e 2% para deficientes físicos.

 O analista de sistema e ativista, Douglas Mattos

Mas o analista de sistema e ativista, Douglas Mattos, 32, afirma que ainda há dificuldades em estabelecimentos de Petrópolis.

- Percebo problemas em vagas para deficientes principalmente em supermercados e outros estabelecimentos. É um trabalho de formiguinha que estamos fazendo de conscientização, mas uma hora vai dar certo e as pessoas perceberão que é necessário respeitar todo mundo – afirmou.

Douglas também é sócio da BioMob, empresa que criou um aplicativo que funciona como um canal de denúncias. Por meio do programa, podem ser apontados quais estabelecimentos possuem problemas de acessibilidade. A ideia é auxiliar as empresas a realizarem melhorias.

- Queremos que as pessoas que fizerem o cadastro no aplicativo coloquem as informações para que possamos cobrar as empresas. Com um banco de dados, temos várias formas de ajudar o estabelecimento a se adequar até o público dele crescer – explicou.

Para o vereador Marcelo da Silveira (PSB), presidente da comissão de defesa da pessoa com deficiência da Câmara, por vezes, o problema na adaptação dos estabelecimentos esbarra na questão da preservação. A reportagem procurou o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), mas não recebeu retorno até o fechamento.

- Conversando com muitos donos de estabelecimentos, vi que não é que eles não queiram fazer. O que acontece é que eles também estão esbarrando no Iphan. Eles colocaram que é até importante para eles uma rampa, por exemplo, pois acabam perdendo pessoas que vão consumir alguma coisa. Não acho que é uma questão de governo, de qualquer prefeito que passou pela cidade. Mas acabamos esbarrando em muita coisa, que falta autorização do Iphan – explicou.

O Procon também têm feito operações para garantir a acessibilidade e o respeito à vagas de estacionamento nos estabelecimentos da cidade. É o que afirma o coordenador do órgão, Bernardo Sabrá, que classifica a causa como “prioritária” para a pasta.

Sabrá contou que já foram realizadas operações em agências bancárias, lojas de departamento, restaurantes fast-foods e cinemas. Em todos esses casos, ele afirma que já foi possível perceber melhorias. Além disso, são feitas ações pontuais.

- Também atuamos sobre demanda, quando há denúncias em lojas isoladas. O Procon avalia e vê as condições de acessibilidade e se for o caso pede a empresa para se adequar. É uma pauta prioritária do Procon. Inclusive, em nosso próprio atendimento, fizemos o que não existia antes, que é a baia de atendimento prioritário – explicou.

Caso não cumpra as normas, o estabelecimento pode receber uma multa. O valor é composto por fatores como o poder econômico da empresa e a gravidade da infração. Todos os canais do Procon disponibilizam espaço para que a população realize denúncia.

- Se não for uma operação provocada por nós, é por uma denúncia. Nós organizamos dentro da nossa fiscalização e realizamos a operação. Caso se encontre irregularidades, a empresa é autuada e tem até dez dias para responder o Procon. Pode ser que ela resolva neste prazo, mas também pode acontecer de ela pedir mais tempo. Nós avaliamos o pedido de aumento de prazo. Caso seja aceito, ficamos no aguardo das respostas no novo prazo. Caso não seja aceito, já cabe a aplicação de multa – explicou Sabrá.

A vereadora Gilda Beatriz (MDB) é vice-presidente da comissão de defesa da pessoa com deficiência. Além dos estabelecimentos, a parlamentar também tem buscado levar a acessibilidade para outras áreas. Uma lei sancionada pelo prefeito Bernardo Rossi é de sua autoria e prevê vagas de estacionamento para deficientes e idosos próximas a eventos, como a Bauernfest.

- Acho que é uma questão de conscientização. As pessoas precisam entender o que é ser diferente. Precisamos respeitar as pessoas como elas são. E as pessoas com deficiência querem ser respeitadas. Precisamos de uma base familiar que possa ensinar a respeitar o próximo como ele é – explicou a vereadora, que também entrou na causa em defesa da filha, que tem Síndrome de Down.

E a conscientização pode gerar resultados positivos para o comércio, segundo Douglas Mattos. Ele afirma que, quando cobra a adaptação, na verdade é para ajudar os proprietários a atenderem a todos os clientes.

- É importante que os estabelecimentos sejam adaptados. Se não tiver, a pessoa não vai conseguir comprar, ter acesso ou ter o convívio socioeconômico com as pessoas. E é necessário que a pessoa com deficiência tenha independência. Só queremos que a lei seja seguida e tenha acessibilidade nos locais – concluiu.

 EMPRESA petropolitana criou aplicativo que funciona como canal de denúncias

 



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