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  Segurança

Delegada luta para legitimar segurança

Juliana Ziehe, que está há quatro anos na Polícia Civil, é a titular da 106ª DP, que atende distritos

 Daniela Curioni – especial para o Diário

 

O trabalho de investigar, descobrir crimes e auxiliar as pessoas, são atividades de quem trabalha com a Lei e decisões para fazer justiça o mais rápido possível. Vencer os desafios diários e exercer a atividade policial de forma justa e ética, são alguns dos obstáculos da delegada Juliana Ziehe.

 

Juliana tem 32 anos, e há quatro anos está na Polícia Civil. Passou na prova para polícia com apenas 26 anos. Começou a carreira muito jovem, trabalhando como delegada adjunta na 108ª DP de Três Rios e na 110ª DP de Teresópolis. Em 2016, Juliana começou a realizar o sonho de trabalhar em sua cidade natal, assumindo o cargo de delegada adjunta na 105ª DP do Retiro. Atualmente, responde como delegada titular na 106ª DP de Itaipava.

Nascida e criada em Petrópolis, Juliana conta que passou a infância admirando o comprometimento do pai, o também policial, Alexandre Ziehe, trabalhar por uma cidade mais segura e justa.

Comprometimento com a cidade

Como moradora da cidade, Juliana conta que assumir a titularidade da 106ª DP foi uma grata surpresa.

- Trabalhar para a cidade que eu nasci e cresci é muito gratificante. Sempre foi um desejo meu. Quero dar resultados rápidos para população. Esse é o meu maior comprometimento aqui na delegacia. A elucidação de uma infração penal dá a sensação de que, estamos cumprindo o nosso dever, colaborando para que a sociedade tenha uma vida mais segura. Isso é gratificante - disse a delegada.

De acordo com a delegada, o rápido resultado na elucidação de crimes é seu maior objetivo à frente da delegacia.

- Tivemos uma série de roubos a residências e após o crime, a polícia iniciou uma investigação para identificação dos suspeitos, dando uma resposta rápida para a população.

1.300 registros de ocorrências são realizados por mês da 106ª DP

A frente de uma delegacia de médio porte há apenas três meses, a delegada ressalta a grande demanda de trabalho. Em média, a 106ª DP realiza 1.300 registros de ocorrências por mês.

-  Só no mês de maio deste ano foram indiciados 41 autores de crime. Isso dá mais que um inquérito por dia com identificação de autores.  A elucidação dos crimes nas delegacias da cidade chega a 90% - disse a delegada.

No mesmo período, a delegacia de Itaipava realizou 35 prisões, dentre flagrantes e cumprimento de mandados temporários e preventivos. Só em representações de prisões, foram realizados 12 no mesmo período. Ainda no mês de maio, a delegacia concluiu 63 inquéritos.

- Para uma delegacia de médio porte é uma grande produção. Significa que todo dia nós produzimos muito para dar essa pronta resposta para a população - afirma Juliana.

 Cidade mais segura do estado

A taxa de homicídios em Petrópolis entre as cidades com mais de 100 mil habitantes é a menor em todo estado do Rio de Janeiro. Os dados foram divulgados pelo Atlas da Violência 2018. Ainda conforme o levantamento, o município ocupa a 28ª posição entre os menos violentos do país.

Para a delegada, o título de cidade mais segura do estado é devido a uma grande integração entre as forças de segurança do município.

- O trabalho conjunto entre a polícia civil, polícia militar,   polícia rodoviária federal e demais órgãos de segurança é primordial para prevenção e elucidação dos crimes. Mesmo com toda dificuldade que enfrentamos no cenário atual do país, todos se empenham para atender da melhor forma a sociedade no que diz respeito à segurança - conta.

Migração de bandidos  x  Casa de custódia no interior     

Diante da proximidade territorial, Juliana afirma que a migração de bandidos da Capital para o município é uma realidade, mas defende que a Polícia Civil não facilita a vida desses meliantes.

A delegada destaca a importância de uma casa de custódia para atender o interior.

-  Hoje, nós levamos os presos daqui e colocamos dentro de um presídio na capital, no qual ele vai conviver com presos de altíssima periculosidade – alerta.

Ela afirma que investir em sistema prisional é melhorar a segurança pública e que uma casa de custódia no interior ajudaria a reduzir o número da criminalidade local.

-  Quando os presos de cidades do interior se misturam com presos de facções criminosas do Rio, como comando vermelho, terceiro comando e grupos armados, o resultado é um possível aumento da criminalidade.  Esse contato faz com que os bandidos da capital comecem a migrar para as cidades do interior com a expectativa de comandar o tráfico local.

Juliana explica que existe um cadastramento dentro dos  grandes presídios que recruta presos de cidades do interior.

- Quando nossos presos são soltos, eles passam a trabalhar para as grandes facções, facilitando a migração dos bandidos para as cidades menores. Por isso, os presos do interior devem ficar presos no interior. Uma casa de custódia manteria os presos longe da capital – afirma.

 Demanda da delegacia

De acordo com a titular da delegacia, a polícia civil tem hoje um déficit de 60% no quadro de servidores.

- A realização de um concurso público seria muito importante. Também precisamos muito de manutenção predial e de viatura.  Essa é uma demanda que tem que acontecer – disse.

De acordo com a delegada, o aumento no quadro de servidores e mais duas viaturas, facilitariam o trabalho da delegacia.

Menores infratores

Os problemas familiares e a falta de estrutura social que proporcione uma vida melhor aos adolescentes de origem carente são alguns dos principais motivos que os levam a cometer atos infracionais.

- Eu acredito que a participação de crianças é um problema de política social. A criança deveria estar obrigatoriamente no colégio em tempo integral.  Algumas mães  trabalham o dia inteiro, não tem tempo para cuidar dos filhos - destaca a delegada.

Crimes contra a mulher

Segundo Juliana Ziehe, a delegacia de Itaipava tem um número grande de registros de crimes contra a mulher.

- Nós estamos fazendo operações para combater esse tipo de crime. Operações de inteligência voltadas para combater ao assédio sexual principalmente no âmbito familiar

Juliana explica ainda que a 106ª DP não possui o Núcleo de Atendimento à Mulher, mas que a delegacia disponibiliza de uma policial mulher que é responsável por todos os crimes de violência sexual.

- Todas as vítimas são encaminhadas para o CRAM para receber o devido apoio psicológico.

A delegada acredita que os casos de violência não estão aumentando, mas que as vítimas estão denunciando mais.

- Isso acontece quando as vítimas sentem credibilidade na polícia. Quando ela acredita que a polícia vai investigar e prender o suspeito ela passa a ter mais confiabilidade para denunciar - afirma.

 Planejamento estratégico

Juliana acredita que com dedicação e empenho, através de ações multidisciplinares, chegará aos objetivos. Segundo ela, o resultado final a ser alcançado é a redução nos índices de criminalidade, para que a sociedade consiga viver em ordem social.

- Mapear quais são os principais crimes que ocorrem na área da 106ª DP, combater a origem desses crimes e dividir a delegacia por áreas, com equipes especializadas no combate a cada tipo de crime, são projetos que fazem parte do planejamento da delegacia e já estão em prática – complementa a delegada. 



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