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  Energia

Demanda por consumo de energia solar cresce na cidade

Em residências, economia na conta de luz pode chegar a 85%, aponta engenheiro

Camila Caetano – especial para o Diário

 

Como já é de conhecimento de muitas pessoas, a energia solar é a energia eletromagnética cuja fonte é o sol. Após ser transformada em energia térmica ou elétrica, ela pode ser aplicada para diversos usos no dia-a-dia. Um dos sistemas de produção mais importante é o fotovoltaico, no qual a irradiação é convertida diretamente em energia elétrica. Além da economia que a mesma pode fornecer aos consumidores que optem por esse tipo de energia, uma outra vantagem, é que, diferente de outras fontes renováveis, a mesma requer menos áreas extensas do que as hidrelétricas, e, no Brasil, o incentivo a este tipo de energia é justificado pelo potencial do país, que, devido a proximidade com a Linha do Equador, possui grandes áreas de radiação solar, é o que apontou o eCycle.

Para entender melhor sobre o assunto, o Diário de Petrópolis consultou Raphael Maghamez Mendes (foto), que é Engenheiro Eletricista, Gestor de Energia e proprietário da Tesla Sol, empresa petropolitana de energia solar especializada na instalação de placas fotovoltaicas. Ele diz que optando por esse consumo, as residências podem economizar em média de 70 a 85% na conta de luz. Enquanto isso, para consumidores maiores, como algumas empresas, essa redução pode chegar a até mesmo em 95% ou mais.

Em 2017, a Enel informou que na cidade, 34 residências possuem a geração distribuída com energia solar, entretanto Raphael informa que deste período pra cá, tem percebido um crescimento a nível exponencial do número de consumidores que optam por gerar a própria energia, e que isto, se deve principalmente ao maior nível de conhecimento da sociedade sobre o tema. Já neste ano, 304 projetos de geração de energia solar foram distribuídos em Petrópolis até junho.

- As pessoas começam a ver que é uma fonte de energia que realmente é viável e funciona, seja para sua casa ou empresa. De acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, em Petrópolis, desde 2017, tivemos um crescimento de mais de 6 vezes do número de usuários, e no Brasil quase 12 vezes. Hoje, o país conta com mais de 260 mil usinas de micro e mini geração distribuída, que pertencem aos “pequenos” consumidores que geram a própria energia. Esse crescimento traz um benefício enorme não apenas para os consumidores que economizam na conta de luz, mas também para toda a sociedade, pois gera milhares de empregos e movimenta a economia – disse Raphael, salientando que, além disso, há outras vantagens para o país, que necessita diversificar a sua matriz elétrica, que é dominada atualmente pela fonte hidráulica com 60% da capacidade total. Ele diz que a tendência é que a energia solar, de fonte com pequena representatividade na matriz, passe a ser a fonte com maior representatividade em 2040.

Funcionamento e instalação dos geradores:

Raphael explica que a usina de energia solar fotovoltaica, é composta por um conjunto de equipamentos. Principalmente por placas instaladas no telhado, que são responsáveis por captar a energia do sol, e gerar a energia elétrica.

- Além disso, outro componente importante é o inversor, responsável por converter a energia gerada pelas placas para que possa ser consumida pelos equipamentos elétricos do local, como chuveiros, luzes, ar condicionado, computadores, e afins. A energia que é gerada naquele momento e não é consumida instantaneamente pelos equipamentos elétricos, vai pra rede da concessionária de energia e se transforma em crédito na conta de luz – explicou Raphael.

Em relação aos prazos de instalação, ele diz que, antes de tudo, é preciso ressaltar que não é simplesmente um processo de compra de equipamento para instalação, pois, trata-se de uma usina de energia elétrica, ainda que seja de pequeno porte. Sendo assim, é necessário a atuação de um engenheiro eletricista para dimensionar e fazer o projeto, e também de um engenheiro civil, para verificar se a estrutura do telhado suporta o peso aplicado pelas placas. O processo pode levar dois meses.

- Além dessas etapas, também há um processo de licenciamento do projeto junto a concessionária, que envolve uma série de documentações a serem apresentadas. Mas o consumidor não precisa se preocupar com isso, pois a própria empresa contratada costuma resolver todo o trâmite. A instalação em si ocorre após as fases citadas, e a mesma costuma levar de dois a seis dias em residências, por exemplo. O tempo da instalação vai depender do tamanho do projeto. Devido a todo esse processo, o prazo total costuma ficar entre um e dois meses, na maioria dos casos, para que o consumidor possa começar a usar a usina – destacou.

Custos:

Além de ser considerada uma das fontes mais limpas, a energia solar também é, comprovadamente uma das fontes de menor custo existente. Segundo Raphael, mesmo não havendo recursos próprios para o investimento, existem financiamentos de até 6 anos.

- A economia na conta de luz chega a pagar a parcela do financiamento. Dessa forma, passa-se a trocar gastos com a conta de luz, em que não haverá nunca um retorno desse dinheiro, para investir num projeto no qual esse consumidor vai ser o dono da sua própria usina de energia. Quem investe em energia solar pensa em se proteger dos expressivos aumentos na conta de luz, que chegaram a mais de 500% nos últimos 20 anos. Os brasileiros já se acostumaram a ver frequentes reajustes na tarifa de energia. Recentemente, foram aprovados quase 15 bilhões em empréstimos para dar fôlego a empresas do setor elétrico, com a chamada “Conta Covid”, que vai ser pago pelos consumidores em 60 meses, a partir do ano que vem – finalizou.

 



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