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  Saúde

Depressão: Os benefícios da Homeopatia

A doença é a segunda em número de pedidos de auxílio-doença concedidos em Petrópolis

Natália Rodrigues - natalia.rodrigues@diariodepetropolis.com.br

 

Uma doença moderna, esse transtorno atinge milhares de pessoas no planeta nesta geração. Por essa razão, a depressão tem sido tratada com mais atenção pelos especialistas. O combate a depressão através do tratamento homeopático será tema de palestras, que serão realizadas no próximo dia 29 de setembro no Centro Cultural da FMP/FASE. Considerado um transtorno que pode ser tratado de várias formas, a homeopatia tem como objetivo equilibrar as emoções do paciente.

O clínico geral e homeopata Dr. Humberto Portugal (foto) abrirá o dia de palestras sobre a doença. Ele explicou que diferentemente do que algumas pessoas pensam, a homeopatia pode tratar tanto a depressão como todas as outras doenças, pois é um tratamento que não agride.

- A depressão tem vários graus, desde os mais profundos e intensos como leves que são os mais fáceis para tratar, principalmente como uma terapia porque a homeopatia não faz mal. Seria interessante até começar com a homeopatia e reservar os remédios alopáticos, mais intensos de tarja preta para aqueles casos mais avançados – disse.

O especialista relatou que o estresse é o primeiro sintoma, seguido de um quadro de irritabilidade, podem desencadear a depressão.

- O primeiro degrau é o estresse e todos nós estamos submetidos a isso, depois a pessoa entra em um quadro de irritabilidade, em seguida no quadro de depressão onde ela então passa a diminuir as funções. E inclusive o ânimo que é o principal fator, a pessoa fica desanimada para tudo, desânimo para a vida social, familiar e profissional. O risco de cair no quarto nível que é possível e hoje temos um aumento no número de casos de suicídio, que é o desejo de não existir, um problema sério, quanto antes agirmos nos quadros agudos ou quadro mais leves você impede que as pessoas cheguem nos quadros mais profundos – falou.

Dr. Humberto esclarece os tipos de depressão e acrescenta que não tem idade para ela acontecer, mais surge cada vez mais cedo nas crianças.

- Existem dois tipos de depressão, a doença que vai aparecer de qualquer maneira e a reacional, que é um momento que a pessoa teve ou está passando, a perda de um ente querido, ficou desempregado, está insatisfeita com o próprio corpo, uma dívida, e isso abaixa a autoestima. Ela pode atingir todas as idades, mas as crianças cada vez mais cedo apresentam sintomas – contou. 

Segundo o médico, a doença também pode ser hereditária.

- A depressão pode ser herdada, ou até mesmo por convivência com alguém depressivo, o recomendado é que desde a cedo a pessoa procure caminho. A homeopatia age muito bem no emocional e é o que vamos estudar durante o dia que teremos dedicado ao debate - disse.

 O homeopata recomenda como medidas a orientação, o diálogo, e o apoio a pessoa que sofre um processo depressivo.

- O tratamento é longo, mas nos primeiros 30 dias já começam a notar diferença de quando começou. O ideal é que as pessoas que estão em um quadro de depressão pratiquem exercícios físicos para gastar energias, ter uma alimentação saudável, se abrir com alguém de confiança e ter convívio social – contou.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos últimos dez anos o número de pessoas com depressão aumentou 18,4%, isso corresponde a 322 milhões de indivíduos, ou 4,4% da população da Terra. No Brasil, 5,8% dos habitantes – a maior taxa do continente latino-americano – sofrem com o problema.

Em relação à ansiedade, o Brasil também lidera, com 9,3% da população. Esse problema engloba efeitos como fobia, transtorno obsessivo-compulsivo, estresse pós-traumático e ataques de pânico. As mulheres sofrem mais com a ansiedade: cerca de 7,7% das mulheres são ansiosas e 5,1%, deprimidas. Já entre os homens, o número cai para 3,6% nos dois casos.

Depressão é a segunda maior causa em Petrópolis

De acordo com dados informados pelo INSS, do início do ano até o mês de agosto, o número de pedidos de auxílio-doença concedidos por conta de depressão na cidade ocupa a segunda posição, com 82 casos, ficando atrás somente de transtornos de discos intervertebrais, com 93 atendimentos.



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