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  Geral
Dia do Fotógrafo: profissionais falam dos desafios da pandemia

Rafael Ramilos e Alcir Aglio contam como está sendo este período para a categoria

Wellington Daniel


 O dia 8 de janeiro é o Dia Nacional do Fotógrafo. Neste tempo de pandemia, a profissão teve dois opostos: fotógrafos de eventos, moda, dentre outros, encontraram dificuldades, devido a paralisação das atividades. Já os repórteres fotográficos, fizeram parte do grupo que não parou, sempre atentos para levar a notícia aos leitores de jornais e portais.

Em Petrópolis, o fotógrafo e sócio da agência Perspektiva, Rafael Ramilos, precisou se reinventar. Graduado em marketing, com MBA em Gestão de Projetos, viu que era necessário reforçar a atuação da empresa em marketing digital. Ramilos explica que, se dependesse apenas da fotografia, não conseguiria se sustentar em meio a pandemia.

- No fim das contas, o que aconteceu com nossa empresa, é que não atuávamos já desde o início do ano passado só com a fotografia. Estávamos fazendo alguns outros serviços de marketing digital, por conta da minha formação. E isso, com o tempo, acabou se tornando nossa fonte principal. Precisamos durante um período fazer um mix, mas, que com o tempo, se tornou nossa maior atividade. Se estivéssemos dependendo apenas do trabalho de fotógrafo, não conseguiríamos nos sustentar – explicou.

O impacto foi grande: se em janeiro de 2020, havia oito campanhas grandes moda planejadas e diversos ensaios pequenos, agora são apenas dois serviços menores agendados. No início da pandemia, ainda houve um aumento de demanda, para quem buscava melhorar o trabalho da marca nas redes sociais, mas, com as flexibilizações, o profissional diz que alguns julgaram não ser mais necessário. A procura de profissionais liberais é a maior atualmente.

Apesar disso, apenas o sócio de Ramilos conseguiu o Auxílio Emergencial. Além do trabalho na Perspektiva, ele também é professor da rede pública. Uma ajuda preciosa foi do proprietário do imóvel da agência, que negociou o aluguel. Com o passar do tempo, também foram planejando outras formas de trabalho, com a segurança necessária. Os sócios também realizam testes de covid-19 para garantir a não contaminação. Apesar das dificuldades, o profissional fala da fotografia com paixão.

- Seja como hobby ou profissão, ser fotógrafo pra mim é uma coisa de une muito do que somos enquanto artistas, mas, ao mesmo tempo, o quanto somos técnicos. Não julgo que haja uma fotografia perfeita, pois temos liberdade artística dentro do trabalho. Por mais técnico por um lado que possa ser, acredito que, no fundo, o que vejo para nós, enquanto fotógrafos, é que somos artistas retratando a realidade ou produtos e, ainda, o trabalho abstrato – disse.

A notícia pelas imagens

Foi no período difícil que fotógrafos de jornais e portais de notícia precisaram trabalhar muito. Um deles é Alcir Aglio, que trabalha no Diário de Petrópolis há mais de 20 anos. O profissional já tem experiência em diversas coberturas, como a tragédia no Vale do Cuiabá. Nesta pandemia, ele diz que sente receio, mas entende a necessidade do seu trabalho.

- A gente sai para fazer as fotos e reportagens por aí, mas saímos com receio, procurando nos defender, evitar de pegar esse vírus, usando de certas proteções para que a gente possa levar ao público registros de acontecimentos que possam ficar cientes. Mas, nos arriscamos por dois motivos, primeiro porque gostamos do trabalho e segundo porque temos a obrigação de registrar para que o público possa ficar sabendo – disse.

Com um olhar sempre atento, Alcir Aglio não apenas registra o factual, que é a “notícia quente”, como também busca trazer imagens de paisagens bonitas da cidade, que fazem sucesso no Facebook do jornal. Ele diz que o dia a dia do repórter fotográfico é assim: registra coisas alegres, tristes e, por vezes, se emociona e fica marcado com alguma cena vista.

- O fotógrafo passa por dificuldades que as pessoas não imaginam. Às vezes, para ter um bom ângulo e uma boa foto, você precisa se sacrificar e procurar uma posição. Momentos difíceis sempre temos quando há ocorrências. O que foi marcante em minha carreira, foi a tragédia que tivemos no Vale do Cuiabá. Me marcou muito, ver familiares desesperados pela perda de parentes e a gente no meio daquela lama, vendo os corpos soterrados sendo resgatados pelos bombeiros – afirmou.

 



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