Edição anterior (2166):
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
Ed. 2166:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2166): quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Ed.2166:

Compartilhe:

Voltar:


  Educação

Dia do Professor: as dificuldades trazidas pela pandemia

Professoras ouvidas pelo Diário relatam aumento de trabalho e dificuldade de contato com alunos

Wellington Daniel

 

Nesta quinta-feira (15), é comemorado o Dia Mundial dos Professores. Em 2020, esta profissão que “prepara para profissionais para todas as outras”, como diz o jargão popular, precisou se reinventar devido a pandemia de covid-19. Em Petrópolis, as aulas presenciais de todas as redes de ensino continuam suspensas e sem previsão de retorno.

Com esse cenário, o Diário de Petrópolis ouviu duas profissionais: a professora de espanhol Ana Lucia Ferreira e a de português, literatura, redação e comunicação crítica, Cíntia Diel. Para elas, neste “novo normal”, uma das maiores dificuldades dos educadores é fazer com que os alunos entendam o que está sendo ensinado.

- A principal dificuldade é a preocupação de não conseguir fazer com que os alunos consigam entender o que está sendo ensinado. Principalmente os alunos de rede pública, o acesso é difícil, a vida deles é complicada, ou seja, tem uma série de fatores que prejudicam ainda mais a participação e aprendizagem neste período de quarentena – explicou Ana Lucia.

Para Cíntia, há o problema de acesso. Há alunos que possuem apenas pacote de dados no celular, que acaba antes do fim do mês. Também há estudantes que dão essa desculpa para não assistir aulas. A professora de português também afirma que, em sua visão, professor é estar perto.

- Acho que a profissão do professor é estar perto. É ajudar, pegar na mão, olhar no olho. Isso, virtualmente, é muito difícil. Mesmo que nos vejamos pelas câmeras, é um contato muito frio. Existe a dificuldade para que este contato seja mais atencioso e mais real, digamos assim – disse.

Além disso, não é todos que ligam as câmeras, segundo as professoras. Em setembro, os alunos de Ana Lucia combinaram de fazer uma surpresa e apareceram no vídeo, emocionando a educadora. Mas Cíntia aponta que, até mesmo o problema da internet, é algo que dificulta para que esses momentos sejam repetidos diariamente.

- Nem todos abrem a câmera, tem alguns que nem tem. Como a câmera ligada demanda mais internet e gasta mais rápido, a maioria não abre. Procuro fazer uma aula muito falada e com interação, para ter esse retorno deles, mesmo assim, existe esse delay do aparelho– afirmou Cíntia.

Outro ponto em comum para as educadoras é o aumento do trabalho, que é uma reclamação de professores de todos os níveis de ensino. Há uma necessidade de escrever muitas explicações e digitalizar, além da elaboração de slides. Tem, ainda, a correção de provas e exercícios, como já aconteciam no presencial.

- Alguns colégios simplesmente triplicaram o trabalho dos professores. Elaboração de powerpoints, vídeo aula, provas, exercícios...foi uma loucura. Com o tempo, alguns mudaram as metodologias, e pelo menos no meu caso, deu uma melhorada – resumiu Ana Lucia.

Apesar de todos os pontos, os professores continuam realizando seu trabalho e se esforçando para levar educação aos diversos alunos. Para Cíntia, é necessário entender que, neste momento, é o que é possível ser feito.

- Entendemos que é a contingência, é o que o momento permite. Neste momento, por mais que as mudanças tenham sido bruscas e que não tivéssemos muito bem preparados para isso, diria até psicologicamente mesmo – disse.



Edição anterior (2166):
quinta-feira, 15 de outubro de 2020
Ed. 2166:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2166): quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Ed.2166:

Compartilhe:

Voltar:







Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior