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Diário Automóveis
COLUNA

 

 

Veja os lançamentos de carros que chegam ao mercado ainda em 2019

Além dos compactos mais vendidos, como Chevrolet Onix e Hyundai HB20, teremos versões vitaminadas e elétricas. Queridinhos como Toyota Corolla e Honda Civic também estão na lista


PC Pedro Cerqueira - Portal Vrum

 

 Versão esportiva do Chevrolet Onix Sedan chinês(foto: Chevrolet/Divulgação)


A chegada do mês de julho abre a temporada de novidades guardadas pela indústria automotiva para o segundo semestre do ano. A maioria é formada por compactos de elevado volume, entre hatches e sedãs, e qualquer escorregada pode ser fatal para seu bom desempenho de vendas. Mas ainda teremos modelos que ajudam a traçar o novo perfil dos hatches médios no Brasil, cuja participação está despencando pelas tabelas a cada mês. Confira os principais lançamentos que chegam ao mercado brasileiro ainda em 2019.

 


Onix e Prisma
O principal lançamento é o modelo que se transformou em um verdadeiro fenômeno de vendas, líder do mercado brasileiro há quatro anos (e tudo indica que será novamente, e com folga!). Além de linhas renovadas, o modelo que terá o sobrenome Plus ganha espaço interno, que já é bem satisfatório para um compacto. A principal renovação está abaixo do capô, onde os motores obsoletos cedem espaço para um tricilíndrico 1.0 – com turbo e injeção direta de combustível – cuja potência deve ficar na casa dos 125cv. O Prisma também faz muito sucesso, sendo o quarto automóvel mais vendido do país. O modelo passa a se chamar Onix Sedan, ganha os mesmos conjuntos mecânicos do hatch e pode ser lançado ainda antes do dois volumes.

 Projeção do novo Hyundai HB20(foto: Paulinho Miranda/Artes EM)


HB20
Outra novidade importante é a reestilização profunda da família Hyundai HB20, o segundo automóvel mais vendido do país. Esperados para setembro, hatch, sedã (S) e aventureiro (X) mantém a plataforma atual, que foi esticada. Já dirigimos o modelo na Coreia do Sul, que traz linhas mais atuais, mais espaço interno e acabamento refinado. O motor 1.0 turbo ganha injeção direta, com 120cv de potência, que permitiu uma melhor sensação ao volante que o anterior. 

 Renault Sandero reestilizado(foto: Renault/Divulgação)


Sandero e Logan
Os modelos da romena Dacia, que no Brasil recebem assinatura da Renault, ganham reestilização em breve. A renovação do Sandero se concentra na traseira, que ganhará lanternas horizontais e uma nova tampa do porta-malas. A dianteira do hatch recebe apenas nova grade e para-choque. Já o Logan vai mudar menos ainda, devendo agregar apenas a dianteira já descrita para o Sandero. Sua principal novidade será a versão aventureira Stepway e todos os seus penduricalhos. Os modelos mantêm os atuais motores 1.0 e 1.6 da família Sce. A novidade mecânica será a oferta de câmbio automático tipo CVT em conjunto com o motor mais forte. A versão esportiva R.S. também segue em linha, com o motor 2.0 aspirado e câmbio manual de seis marchas.

 VW Polo GTS Conceito(foto: Pedro Cerqueira/EM/D.A Press)


Polo e Virtus GTS
As versões esportivas do hatch e do sedã deram as caras como veículos conceito durante o Salão do Automóvel de São Paulo. Além da caracterização da versão GTS, os veículos trazem sob o capô o motor 1.4 TSI de 150cv de potência e câmbio automático de seis marchas. O preço não será uma barbada e tem quem aposte em algo próximo de R$ 100 mil (a atual versão de topo Highline 200 TSI custa a partir de R$ 75.820). Na linha Volkswagen é possível notar claramente que as versões mais sofisticadas de compactos premium, como o Polo, estão tomando o espaço de médios como o Golf, com forte tendência à extinção no mercado brasileiro.

 

 Chevrolet Cruze e Cruze Sport6(foto: Chevrolet/Divulgação)


Cruze
Tanto o sedã quando hatch Sport6 ganharão reestilização discreta, com uma dianteira mais esportiva, mantendo o mesmo conjunto mecânico atual: motor 1.4 turbo e câmbio automático de seis marchas. A principal novidade será a estreia do sistema multimídia MyLink 3, que terá conexão 4G. O Cruze é o terceiro sedã médio mais vendido, tendo inclusive contido o avanço do novo VW Jetta. Já o Sport6 é o hatch médio mais vendido do Brasil, com 2.716 unidades emplacadas até o meio do ano, o que não chega a se um número bom, confirmando que o segmento vai mal. 

 VW Golf GTE(foto: Volkswagen/Divulgação)


Golf GTE
Trata-se de um híbrido elétrico plug-in com consumo de combustível superior aos 60km/l, obtido em cenário urbano, onde o motor elétrico é constantemente utilizado. Já na estrada, este número cai para a casa dos 20km/l. Apesar do baixo consumo, o modelo também oferece bom desempenho. Os motores a combustão, um 1.4 TSI de 150cv, e o elétrico, com 102cv, oferecem juntos 204cv de potência. É o bastante para acelerar até os 100km/h em 7,6 segundos. A versão híbrida do Golf chega enquanto o médio só é oferecido na versão vitaminada GTI (que custa a partir de R$ 151.530), tendo vendido em junho apenas 55 unidades. Isto pode indicar uma das tendências dos modelos médios, a de se tornarem veículos de nicho.

 Chevrolet Bolt EV(foto: Chevrolet/Divulgação)


Bolt EV
Foi no último Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro, que foi anunciada a chegada de vários modelos elétricos ao mercado nacional. Um deles é o Chevrolet Bolt EV, um compacto valente com 203cv de potência e 36,8kgfm de torque. Com a bateria de 60kwh, o veículo tem 380 quilômetros de autonomia. Em fontes rápidas, é possível recarregar 80% da energia em uma hora. Numa tomada comum de 220V, a taxa de carregamento é de 10 quilômetros a cada hora. O preço informado até o momento é de R$ 175 mil.

 Nissan Leaf(foto: Nissan/Divulgação)


Leaf
Em sua segunda geração, o Nissan Leaf é o automóvel elétrico mais vendido no mundo. O veículo tem 150cv de potência e 32,6kgfm de torque. É possível optar entre dois conjunto de baterias, com autonomia de 320 ou 240 quilômetros. Preço: R$ 178.400.

 

 12ª geração do Toyota Corolla levemente 'mascarada'(foto: Toyota/Divulgação)


Corolla
Nova geração do sedã médio favorito dos brasileiros segue o design europeu, um pouco mais ousado e com ares tecnológicos, o que combina com a grande novidade: a versão híbrida elétrica, composta por um motor 1.8 flex e outro elétrico. Juntos, os propulsores oferecem 122cv de potência. 

 Honda Civic reestilizado(foto: Honda/Divulgação)


Civic
Para “roubar” os holofotes da 12ª geração do Corolla, a Honda lança o Civic reestilizado. As mudanças são pontuais, na grade (agora em preto brilhante, no lugar do cromado), para-choque dianteiro e rodas. Motores continuam os mesmos 2.0 flex e 1.5 turbo a gasolina.

 

 

Fiat faz recall de 138.116 Uno, Palio, Siena e Doblò por falha em airbags

Fonte Quqtro RodasThais Teles

Palio é o modelo com mais unidades envolvidas

A Fiat anunciou nesta sexta-feira (12) um recall envolvendo 138.116 veículos, de quatro modelos, por falha nos deflagadores dos airbags frontais de motorista e passageiro. São eles: Uno, Palio, Grand Siena e Doblò.

A partir de 15 de julho os clientes podem agendar o atendimento e se dirigir até uma concessionárias da marca para inspeção e possível substituição dos módulos dos airbags.

De acordo com a fabricante, o problema está ligado à “degradação do deflagrador do airbag, caso seja exposto a variações de temperatura ou umidade”.

Em caso de colisão, segundo a Fiat, “pode haver disjunção de fragmentos, com riscos de danos físicos e/ou materiais a condutor e passageiros”.

Trata-se do já conhecido problema com os airbags fornecidos pela japonesa Takata. Confira, abaixo, a lista de carros com intervalos de chassi:

 

Ano-modelo

Chassi

Unidades

Palio 2013 e 2014

103179 a 108025

58.168

Uno 2013 e 2014

030771 a 032076

39.588

Grand Siena 2013 e 2014

063571 a 090550

34.034

Doblò 2013

130601 a 168064 018679 a 044747

4.809  

Doblò Cargo 2013

441221 a 451692

1.517

O tempo estimado de reparo é de cerca de duas horas.

Mais informações pelo site www.fiat.com.br, pelo WhatsApp (31) 2123-6000 ou pelo telefone 0800 707 1000.

  

Carros elétricos são viáveis no Brasil?


 Ricardo Takahira*

 

 

Em sintonia com a tendência mundial a evolução do transporte elétrico no Brasil pode ser dada como certa no contexto dos negócios relacionados à mobilidade, em toda a sua abrangência. Os sinais são evidentes no País pela presença - maior a cada ano - de produtos e soluções em veículos, eletropostos e subsegmentos eletrificados, como patinetes e bicicletas, além de iniciativas de startups e importadoras que só fazem aumentar com a eletromobilidade.

No quesito tecnologias, a eletrificação começa agora avançar para modais como a aviação. Não é de hoje que isso acontece. O programa SORA-e gerou o primeiro avião elétrico tripulado de dois lugares produzido na América Latina, que fez seu primeiro voo sobre São José dos Campos (SP) em 2015. Porém, atualmente grandes grupos do segmento anunciaram o início de atividades efetivas para o desenvolvimento de aeronaves elétricas tripuladas.

 Possibilidades à parte é preciso considerar que a infraestrutura de recarga para a mobilidade terrestre está entre os desafios a que os veículos elétricos tenham seu uso intensificado no Brasil, na medida da necessidade de uma nação como a nossa, de dimensões continentais. A dificuldade é real, mas iniciativas como o Corredor Elétrico Sul, que estabelece condições de recarga entre Curitiba (PR) e Florianópolis (SC), já estão em prática com o objetivo da criação de uma malha de estações capaz de tornar viáveis as viagens em trechos de longos percursos intermunicipais e interestaduais.

 A importância da criação de eletrovias é indiscutível, mas essa é apenas uma parte do complexo universo sinérgico que envolve a eletromobilidade no Brasil, onde, diga-se, faltam usuários. Ainda carecemos de medidas capazes de alavancar a introdução massiva de veículos leves e pesados propelidos por eletrificação na frota local. Nessa ótica o transporte público de passageiros e de cargas é o que se mostra mais propício à criação de rotas e ao uso de estrutura planejada. No entanto, a infraestrutura para recarga de baterias de uma frota de ônibus elétricos é outro desafio a ser resolvido, no mínimo quanto aos seus custos, implicações para o entorno e a própria manutenção do sistema.

 Mundo afora, os países que decidiram pela adoção dos propulsores elétricos antes de nós ainda trabalham na tarefa de descobrir soluções locais para fazer do elétrico um negócio rentável. É assim que deve ser. Soluções são sempre o melhor que se pode fazer por um determinado tempo, até que novas saídas sejam necessárias. Enquanto o governo alemão introduziu bônus ambiental para fomentar a compra de carros elétricos para alcançar a meta de 1 milhão de veículos no país até 2020, a qual está longe de conseguir, a Noruega ostenta a maior concentração mundial de carros elétricos em relação ao número de habitantes.

 Por aqui a cadência é outra, e as oportunidades também. São imperativas neste momento a discussão, atualização e análise do estado da arte do mercado com as novas iniciativas e lançamentos, perante o panorama industrial e econômico, a política industrial representada no ROTA 2030 e o envolvimento do setor elétrico em projetos e modelos de negócio para eletromobilidade no País. Esse será basicamente o foco do Simpósio SAE BRASIL de Veículos Elétricos e Híbridos, agendado para 13 de agosto, em São Paulo.

 Enquanto isso, o movimento brasileiro rumo à eletromobilidade segue seu curso. Duas montadoras presentes no País instalaram suas manufaturas de VE’s por aqui, uma para a fabricação de veículos leves (híbridos-etanol flexfuel) e outra para pesados - ônibus (híbrido-elétrico flexfuel), e caminhão (puro elétrico), já em operação em uma distribuidora de bebidas parceira no projeto. Sim, os elétricos são viáveis no Brasil.

* Ricardo Takahira, chairperson do 8º Simpósio SAE BRASIL de Veículos Elétricos e Híbridos, é engenheiro eletricista, consultor sênior na Research & Technology, sócio fundador da Startup Key Advanced Technology, professor Universitário de Pós graduação na FACENS e no Instituto  Mauá de Tecnologia, nas cadeiras de Veiculos Elétricos, Mobilidade e Conectividade, tendo prestado serviços para o Projeto de Cooperação Internacional em Eletromobilidade em Brasília em parceria com ministérios.

 
 

 



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