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Diário Automóveis
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Segurança veicular: confira os equipamentos que passam a ser obrigatórios em 2020

Projetos novos já precisam trazer controle de estabilidade de série, enquanto importantes componentes de segurança básica passam a ser obrigatórios em todos os modelos a partir de 29 de janeiro

PC Pedro Cerqueira – Portal Vrum

 

 (foto: Fiat/Divulgação)


Por força da legislação de trânsito, os veículos fabricados e vendidos no mercado brasileiro passam a trazer mais segurança de série a partir deste ano. Assim como foi com os airbags frontais e freios ABS a partir de 2014, ao longo de 2020 ao menos duas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) passam a vigorar. A primeira, já vigente, determina a obrigatoriedade de controle de estabilidade em todos os novos projetos, enquanto a segunda, válida a partir de 29 de janeiro, estabelece a obrigatoriedade de cintos de segurança de três pontos e apoios de cabeça a todos os ocupantes, além de ancoragem Isofix para assentos infantis. Mas você sabe a importância desses equipamentos de segurança?


Cintos de segurança

O cinto de segurança de três pontos já era obrigatório para os ocupantes do banco dianteiro e para os passageiros do assento traseiro que ocupavam as extremidades. O que mudou foi para o passageiro traseiro central, que passa a ter à disposição o cinto de três pontos, no lugar do até então obrigatório subabdominal.

 Demorou, mas banco traseiro sem apoios de cabeça e cintos de segurança de três pontos para todos está prestes a ser coisa do passado(foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press)


Outra característica importante é que, de acordo com a Resolução 518/15 (Contran), esse dispositivo deve ter um retrator, ou seja, se regula sozinho ao redor do corpo do passageiro. Para além da comodidade, a colocação correta do cinto de segurança é essencial para sua eficácia. É fato que, em grande parte dos usuários dos cintos de segurança que precisavam ser ajustados, ou não o faziam de forma correta ou simplesmente deixavam de usá-lo.

  Como na imagem, apoios de cabeça precisam ser devidamente ajustados...(foto: Euro NCAP/Divulgação)


Apoios de cabeça

Trata-se de um componente de segurança tão simples que chega a ser confundido com um item de conforto. A obrigatoriedade do apoio de cabeça em todas as posições de assento também beneficiou o passageiro traseiro central, já que nos demais pontos ele já era obrigatório. Enquanto os mais desatentos repousam ali a cabeça, o apoio está ali para evitar o chamado efeito chicote, em batidas dianteiras (quanto a cabeça vai para frente e em seguida para trás. Ou traseiras, quando vão subitamente para trás.

 

 ... caso contrário, como é visto, chance de lesão ainda é alta(foto: Euro NCAP/Divulgação)


Em ambos os casos, o apoio de cabeça pode evitar que o pescoço se quebre. Porém, para sua eficácia, o componente precisa ser adequadamente regulado. O apoio deve ficar o mais próximo possível da cabeça, tanto em altura quanto em distância. O ideal é que fique de 1cm a 2cm da parte de trás da cabeça. Já em altura, o centro do apoio deve ficar ao menos no nível dos olhos.

 Uma das vantagens do sistema Isofix é a fácil instalação(foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)


Isofix

A mesma resolução que trata do cinto e segurança de três pontos e do apoio de cabeça determina que automóveis, camionetas, e utilitários devem trazer ao menos uma ancoragem do tipo Isofix na parte inferior (do encosto ou assento) e outra Isofix ou Latch na parte superior.

 O latch garante o menor deslocamento do assento infantil no momento da colisão(foto: Cristina Horta/EM/D.A Press)


O sistema Isofix tem dois tipos de benefício, a começar pela fácil instalação das cadeiras infantis, além de promover o deslocamento mínimo do assento no momento da colisão, aumentando a segurança.

Ao desviar do obstáculo, veículo amarelo (sem controle de estabilidade) fica fora de controle e roda na pista; já quando o veículo preto desvia do mesmo obstáculo, atuação do controle de estabilidade nos momentos 2 e 3 devolve a dirigibilidade ao motorista(foto: Bosch/Divulgação)

 

 

Controle de estabilidade

O controle de estabilidade passou a vigorar em 1º de janeiro, por enquanto sendo válido apenas para projetos novos e novas gerações. Porém, de acordo com a Resolução 567/15 (Contran), o dispositivo de segurança deve estar presente em todos os veículos de passageiro com até oito ocupantes além do motorista, e os de carga com massa até3,5 toneladas fabricados e vendidos no Brasil a partir de 2022. A resolução cita dois tipos de controle de estabilidade, sendo o mais comum o eletrônico (ESC), que devolve o veículo aos “trilhos” por meio da frenagem das rodas. Seja qual método o modelo utilize, o benefício desse tipo de dispositivo é devolver o veículo à trajetória da curva, evitando o acidente.

 

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Cinco infrações de moto que causam suspensão direta da CNH

Para muitos motociclistas há um consenso sobre a sensação de pilotar uma moto: a liberdade. No entanto, ao acumular e atingir o limite de 20 pontos com multas em um período de 12 meses, é inevitável a perda do direito de dirigir por suspensão. O que alguns não sabem é que existem diversas infrações em que o condutor da categoria A pode ter a sua CNH (Carteira Nacional de Habilitação) suspensa imediatamente - com apenas uma infração.

Para sanar algumas dúvidas, a especialista em soluções para o trânsito, Claudia de Moraes, CEO da Younder, lista cinco infrações cometidas por motociclistas que podem causar suspensão direta da habilitação e o valor de suas multas.

 

Trafegar com a luz apagada

Não é incomum presenciar no trânsito uma moto com farol apagado, principalmente, pelo fato de que muitas pessoas acreditam que essa é uma questão banal. Isso acontece com relativa frequência e entre os principais argumentos para a luz apagada estão o esquecimento do motociclista ou problemas técnicos. A multa para este tipo de transgressão é de R$ 293,47 e pode levar à cassação da CNH.

"Trata-se de uma infração que traz riscos ao trânsito, pois as motos trafegam de forma mais prática que os veículos maiores. Por andarem muito nos corredores, alguns motociclistas não têm a consciência de que as outras pessoas podem não enxergar suas aproximações. Com a luz apagada é muito mais difícil para motoristas ou pedestres terem tempo de reação nas vias", explica Claudia.

Carona de risco

Segundo o Artigo 244 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), conduzir motocicleta transportando criança menor de sete anos é infração gravíssima, com custo de R$ 293,47 e suspensão da CNH. Ainda sobre a infração, Claudia de Moraes ressalva um detalhe importante. "Mesmo que as crianças transportadas tenham essa idade, ela não deve ser transportada na motocicleta se não tiver tamanho para firmar os pés nos pedais ou não tenha segurança suficiente para se manter na moto", pondera.

Além deste fator, transportar mais de uma pessoa na moto também constitui infração de carona de risco com o mesmo valor de multa e a possibilidade da suspensão da habilitação.

Fechar a circulação de vias

Seja parcialmente ou totalmente, fechar uma via de circulação com qualquer veículo de forma deliberada (o que inclui motos), é infração gravíssima e possibilita a suspensão da CNH. O valor da multa para quem comete este tipo de transgressão é bem salgado: R$ 5.869,40.

"A única forma de fechar uma via é avisando à polícia com antecedência, por exemplo, em casos de manifestações ou eventos", alerta Claudia.

Malabarismos

Conduzir a moto fazendo manobras perigosas ou malabarismos - como empiná-la -, é tida como demonstração de habilidade para muitos motociclistas. No entanto, este ato pode gerar multa de R$ 293,47 (gravíssima) e suspensão da habilitação.

"O principal problema é que ao perder o equilíbrio, o motociclista pode causar diversos tipos de acidentes, seja para ele mesmo sob o risco de cair, atropelar pedestres ou colidir com outros veículos nas vias. Trata-se de uma atitude imprudente e o ideal é deixar para fazer malabarismos em eventos voltados a essas habilidades", sugere a especialista.

Dirigir sob efeito de álcool

Talvez não seja surpresa, mas nunca é demais reforçar. Pilotar qualquer tipo de veículo alcoolizado nas vias, inclusive motos, ou até mesmo recursar-se a fazer o teste de bafômetro é infração gravíssima, com punição de multa de R$ 2.934,70 e suspensão da CNH.

Segundo Claudia de Moraes, essa é uma das atitudes mais perigosas para o trânsito. "Este tipo de conduta tem avançado com o passar dos anos, e ainda é uma das principais causas de acidentes e mortes entre os envolvidos no trânsito. Se a intenção do motociclista é beber, o mais indicado é deixar a moto em casa. É importante frisar que não há um nível de tolerância, ou seja, basta um copo de cerveja para ser pego no teste", reforça.

 
 

 



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