Edição anterior (2202):
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
Ed. 2202:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2202): sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Ed.2202:

Compartilhe:

Voltar:


  Automóveis
Diário Automóveis
COLUNA

 

 

Volvo alcança a vice-liderança entre as marcas premium e reafirma que o futuro é elétrico

Atrás apenas da BMW no mercado brasileiro, marca sueca confirma o compromisso de chegar em 2025 com 50% da frota de carros híbridos e 50% de modelos totalmente elétricos

EG Enio Greco/Portal Vrum

 O Volvo XC40 Recharge, primeiro modelo 100% elétrico da marca, tem chegada prevista ao Brasil em meados de 2021(foto: Volvo/Divulgação)

A Volvo Cars comemora os bons resultados registrados nos últimos anos, tanto no mercado global quanto no Brasil. A marca sueca, que durante muito tempo foi vista apenas como referência em segurança, passou por uma transformação em seu portfólio e se aproximou de forma agressiva das principais concorrentes alemãs – BMW, Audi e Mercedes-Benz –, conquistando o seu espaço no segmento premium. Em 2020, apesar de todas as dificuldades, a Volvo alcançou a vice-liderança entre as marcas premium no mercado brasileiro, com 16,3% de participação. A marca ainda garantiu a liderança no segmento de SUVs premium híbridos plug-in. Para 2021, a Volvo aguarda a chegada do XC40 Recharge, versão 100% elétrica, e, posteriormente, sem data definida, um SUV ainda mais compacto também alimentado por baterias, porém com a marca Geely.


Para o diretor de marketing da Volvo Cars no Brasil, Rafael Ugo, o crescimento no portfólio eletrificado foi um dos fatores responsáveis pelos bons resultados nos 10 primeiros meses do ano. “Os resultados foram tão bons que atualmente a Volvo Brasil é uma das principais na operação global da marca”, afirmou o executivo. Na verdade, desde que foi adquirida pela chinesa Geely em março de 2010, a Volvo Cars praticamente dobrou de tamanho, tanto no número de funcionários quanto no volume de carros premium vendidos no mundo. E os resultados da marca no Brasil também cresceram significativamente.


Com o slogan “O futuro da indústria premium será elétrico”, a Volvo comemora os números de vendas registrados no Brasil. De acordo com Rafael Ugo, mais de 50% do volume de vendas da marca no país este ano foi de modelos eletrificados, versões híbridas. Até 2025, a marca reafirma seu compromisso de que 50% dos modelos vendidos serão híbridos e os outros 50% totalmente elétricos. “O compromisso da Volvo é chegar em 2040 com uma frota de veículos 100% neutra em emissão de carbono”, afirmou o executivo.

 O XC40 Recharge usa a Compact Modular Architecture (CMA), e acelera até 100km/h em apenas 4,8 segundos(foto: Volvo/Divulgação)


RECHARGE A grande novidade da marca com chegada prevista no mercado brasileiro para meados de 2021 é o XC40 Recharge. Trata-se do primeiro veículo 100% elétrico da Volvo, que tem potência de 408cv, torque de 67,3kgfm e autonomia de 400 quilômetros. O modelo está sendo produzido na fábrica de Ghent, na Bélgica, e já tem fila de espera no Brasil. O XC40 Recharge usa a Compact Modular Architecture (CMA), e acelera até 100km/h em apenas 4,8 segundos. De acordo com o fabricante, a recarga de 80% da bateria pode ser feita em 40 minutos em estações de carregamento rápido.


Mas eletrificação de veículos híbridos plug-in ou 100% elétricos exige uma infraestrutura eficiente para recarga das baterias. Atualmente, a Volvo tem no Brasil pouco mais de 300 pontos de recarga, mas a intenção é encerrar o ano com cerca de 700, e em 2021 superar a marca de mil pontos. Os carregadores disponibilizados pela Volvo podem ser usados em carros híbridos plug-in ou elétricos de qualquer marca. E para saber onde eles estão localizados, basta inserir no Waze ou Google Maps a frase “recarga Volvo”.


Minas Gerais tem atualmente 19 pontos de recarga, mas a marca espera chegar ao fim do ano com 24 estações no estado. Os carregadores também podem ser adquiridos nas concessionárias da marca, que disponibiliza todo o suporte e orientação para instalação. A Volvo pretende aumentar o número de concessionárias em Minas Gerais, que atualmente conta apenas com a Valborg, em Belo Horizonte. Em 2021, será inaugurada uma nova unidade em Uberlândia, e a marca analisa a possibilidade de outra em Juiz de Fora e talvez mais uma em BH.


A Volvo comercializa atualmente no Brasil cinco modelos – S60, S90, XC40, XC60 e XC90 –, em quatro versões de acabamento, com diferentes motorizações (T5 e T8, gasolina, diesel e híbrida). E a partir de 2021, todos os modelos híbridos e elétricos da marca trarão a nova nomenclatura Recharge e a chave Care Key laranja, que permite programar a velocidade máxima que o carro pode alcançar. Ideal para pais que emprestam o carro para filhos afoitos.

 

 O luxuoso sedã S90 T8 é uma das opções híbridas no portfólio da marca sueca(foto: Luciano Falconi/Volvo/Divulgação)


NÚMEROS Os executivos da Volvo disseram que o segmento de automóveis premium passou por momentos difíceis nos últimos anos, mas, apesar de todas as adversidades, 2020 tem sido mais positivo. A marca alcançou a segunda colocação no ranking das marcas premium no Brasil, ficando com 16,3% de participação e cerca de 6 mil carros vendidos. O primeiro lugar é da BMW, que tem 27,5% de participação, com cerca de 10 mil unidades comercializadas. De janeiro a outubro, a Volvo ficou com a liderança no segmento de SUVs híbridos. Em Minas Gerais, a participação da marca é de 12,3% no segmento premium.


Questionado sobre a possibilidade de a Volvo construir uma fábrica no Brasil, João Oliveira, diretor-geral de Operações e Inovação da marca, disse que não existe esta intenção, já que exigiria um investimento muito alto, pois a planta teria que produzir para atender a outros mercados da região. Ou seja, se os resultados estão vindo com a importação de veículos, para que investir na construção de uma unidade fabril?

BATERIAS Questionado sobre a durabilidade e custo das baterias que alimentam os motores elétricos, João Oliveira afirmou que nos últimos 10 anos o componente teve redução de preços de 10% a 15% ao ano. “As baterias são cada vez mais modernas, o que faz a incidência de troca diminuir cada vez mais. Além disso, atualmente é possível substituir células das baterias, o que torna a manutenção bem mais em conta.

 O XC60 é um dos modelos da Volvo mais vendidos no mercado brasileiro(foto: Volvo/Divulgação)


As montadoras que comercializam carros híbridos e elétricos no Brasil têm investido muito em infraestrutura para recarga das baterias, em alguns casos com parcerias entre diferentes marcas. A Volvo afirma ter investido R$ 10 milhões nos 700 pontos de recarga que terá até o fim do ano. E a montadora afirma que não cobrará dos clientes a recarga pelo menos até 2021, já que o custo não é tão alto.


Quanto à expectativa para os resultados no mercado brasileiro em 2021, os executivos da Volvo disseram que o fator cambial e as questões políticas vão ditar o ritmo, mas acreditam que será um ano positivo, com crescimento nas vendas. Sobre a possibilidade de a Volvo lançar um modelo compacto elétrico com preço mais acessível, João Oliveira informou que esse produto chegará ao mercado com a marca Geely e será um SUV menor do que o XC40, mas sem data prevista para o lançamento.

====================================

Confira os 10 modelos mais vendidos do Brasil em outubro

Mercado interno fechou o mês com 215.044 unidades licenciadas, elevação de 3,5% sobre o mês anterior, mas com retração de 15,1% em relação a outubro do ano passado. A queda acumulada no ano já chega a 30,4%

PC Pedro Cerqueira/Portal Vrum

 Muito distante do segundo colocado, Chevrolet Onix já pode se considerar o modelo mais vendido do Brasil, pelo sexto ano consecutivo(foto: Adriano Sant'ana/EM/D.A Press)

O ranking de vendas de veículos referente a outubro traz o Chevrolet Onix como o modelo mais emplacado do Brasil, com 12.203 unidades. O compacto da Chevrolet tomou a liderança mensal novamente (já que o título de carro mais vendido do ano já está assegurado, por enquanto com 104.494 emplacamentos), depois da Fiat Strada ter mostrado um desempenho extraordinário e ficado com a primeira posição em setembro.

 Fiat Strada continua se destacando e pode ser o segundo modelo mais vendido do país em 2020(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)

Totalmente renovada, a picapinha da Fiat continua em alta, se posicionando na segunda posição de outubro (além da eterna primeira posição entre os comerciais leves), com 10.068 emplacamentos. Se continuar nesse rítmo, a Strada pode ser também o segundo modelo mais vendido do país em 2020 (o total de emplacamentos até agora é de 60.040), “roubando” a posição que nos últimos anos vinha sendo disputada pelo Hyundai HB20 e Ford Ka.

Levando em consideração apenas os automóveis, o HB20 ficou com a segunda posição do mês, com 8.903 emplacamentos, além da vice-liderança em 2020, com 66.652 unidades vendidas. Segundo colocado nos emplacamentos de 2019, o Ford Ka paga o preço de não ter se renovado como seus principais concorrentes e ficou na sexta posição entre os automóveis em outubro, com 7.492 unidades, e na quarta colocação no acumulado do ano, com 51.902 emplacamentos.

 Segundo modelo mais vendido em 2019, se o Ford Ka não reagir, vai cair para quinta posição entre os automóveis(foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press)

Se a Ford dormir no ponto, o Fiat Argo vai tomar a atual posição do Ka. O hatch da Fiat ficou em quinto lugar em outubro, com 7.566 emplacamentos, e em sexto ao longo do ano, com 49. 071 unidades. Agora, se estar desatualizado comprometesse mesmo as vendas, o jurássico Volkswagen Gol não seria o quarto veículo mais vendido de outrubro, com 8.473 unidades, e do acumulado do ano, com 54.771 emplacamentos. Quem se afirmou no topo da lista de emplacamentos, na terceira colocação do mês (com 8.619 unidades) e geral (com 58.345 unidades) foi o sedã Onix Plus.

 Chevrolet Tracker teve o melhor desempenho entres os SUVs em outubro(foto: Jorge Lopes/EM/D.A Press)

Entre os SUVs, o destaque de outubro foi o Chevrolet Tracker, com 6.595 emplacamentos, se posicionando em sétimo lugar. No entanto, o utilitário-esportivo lançado no fim de março ainda está no 11º lugar no acumulado do ano, somando 36.197 unidades. A dupla Compass e Renegade, da Jeep, vem em seguida no ranking do mês, respectivamente com 6.161 e 6.042 unidades. Para completar a lista do 10 mais emplacados de outubro, chega outro SUV, o Hyundai Creta, com 5.354 unidades vendidas.


MERCADO Segundo dados fornecidos pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), a produção em outubro foi de 236.468 autoveículos (automóveis, comerciais leves, pesados e máquinas agrícolas), um crescimento de 7,4% sobre setembro. Porém, quando comparado a outubro de 2019, a queda é de 18%. No acumulado até outubro, o recuo é de 38,5%.

O mercado interno fechou o mês com 215.044 unidades licenciadas, elevação de 3,5% sobre o mês anterior, mas com retração de 15,1% em relação a outubro do ano passado. A queda acumulada no ano já chega a 30,4%. Ainda segundo a Anfavea, as exportações tiveram uma sensível reação em outubro, graças à retomada de mercados vizinhos após uma prolongada quarentena. Ao todo, foram enviados ao 34.882 autoveículos, um crescimento de 14,3% sobre setembro e de 16,4% sobre outubro de 2019. O encolhimento acumulado em 2020 é de 34,2%.

======================================

 



Edição anterior (2202):
sexta-feira, 20 de novembro de 2020
Ed. 2202:

Capa

Compartilhe:

Voltar:

HOJE

Edição anterior (2202): sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Ed.2202:

Compartilhe:

Voltar:







Rua Joaquim Moreira, 106
Centro – Petrópolis – RJ
Cep: 25600-000

ABRAJORI – Associação Brasileira dos Jornais do Interior