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  Geral

Educação profissional é referência na formação de jovens

Alunos do CEFET se destacam no mercado petropolitano

 

 

Leticia Knibel – especial para o Diário

Dados divulgados pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) revelam que a educação profissional no Brasil cresceu 3,9% em 2018 em comparação a 2017. O estudo ainda aponta que o total do número de matrículas (4,3%) da educação profissional técnica de nível médio pode ser triplicado, caso o Plano Nacional de Educação (PNE) mantenha a meta estabelecida para 2019.

Em Petrópolis, o avanço das formações técnica e superior é refletido na capacitação de alunos matriculados no CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca), cujo desempenho tornou-se referência no município e fonte de mão de obra especializada para empresas locais.

- O cenário da educação profissionalizante é bem diferente do que existia quando o CEFET foi instalado no município e, ao longo dos anos, as mudanças nas políticas educacionais trouxeram novas modalidades de formação visando atender a demanda do público-alvo – explica o professor e diretor do CEFET Petrópolis, Frederico Ferreira.

Um relatório da plataforma Nilo Peçanha revela que, na unidade de Petrópolis, os cursos de graduação mais procurados são o de turismo, engenharia de computação e física. “Sendo que muitos dos alunos, durante a formação, já são absorvidos pelo mercado de trabalho local. E há também aqueles que, por iniciativa própria, empreendem no setor escolhido”, complementa o diretor.

Há ainda trabalhos de alunos que tornaram-se referência em seus segmentos, como o projeto desenvolvido por Matheus Cerqueira, formado em licenciatura em física pelo CEFET. O jovem conta que, durante sua iniciação científica, iniciou o plano de conclusão do curso tendo em vista a falta de material didático sobre energia solar fotovoltaica no Brasil.

- Meu orientador na época, o professor Daniel Neves Micha, percebeu essa demanda, principalmente nas condições de atividades experimentais, que introduzissem os conceitos básicos sobre o tema, sugerindo o desenvolvimento do projeto com foco na elaboração de sequências didáticas práticas em energia solar fotovoltaica, para aplicação em nível médio e técnico de ensino – explica Cerqueira. O jovem destaca que tais sequências didáticas práticas foram elaboradas na forma de atividades experimentais, resultando na produção de um kit didático e roteiros para as ações estabelecidas.

Em um segundo momento, como parte da conclusão do curso, o aluno precisou referenciar essas atividades no contexto atual de formação profissional e técnica em energia solar fotovoltaica, de onde surge o programa EnergIF. “A identificação do problema e a proposta de solução vieram como projeto de iniciação científica, que foi o processo delimitado a elaboração das atividades experimentais;  enquanto o TCC, mais generalizado, procurou mostrar, além das propostas didáticas e suas qualidades, a força com que as renováveis (particularmente energia solar fotovoltaica) vem atuando no mundo e, especificamente, no Brasil, demandando cada vez mais profissionais qualificados e aptos para atuar nesse mercado”, afirma Matheus.

- O caráter determinante do kit didático  (o aparato) foi o uso de componentes eletrônicos, de baixo custo e fácil acesso. Para trabalhar com estes materiais e cumprir alguns objetivos no projeto recebi a ajuda do professor Luiz Fernando Magalhães, do qual fui aluno em sua disciplina de eletrônica e que considero principal colaborador – revela o jovem. Vale ressaltar que o EnergIF é um programa do Governo Federal cujo objetivo é induzir a cultura de renováveis e eficiência energética na Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Outra modalidade oferecida na unidade do CEFET no município é o Ensino Médio Integrado ao Técnico em Telecomunicações. Com 750 alunos matriculados, boa parte opta, atualmente, em aliar as formações para já saírem capacitados e, até mesmo, empregados, como estudante Pedro Ian dos Reis Martins.

O jovem, que está no 4º ano do curso, já trabalha em uma empresa da cidade, a Orange, localizada no Serratec. “Sempre tive interesse pela área, e quando descobri que tinha um lugar que oferecia ensino médio de qualidade e mais a formação técnica na área que eu gostava. Foi o encaixe perfeito pro meu ensino médio”, conta Pedro.

Questionado sobre o ensino profissionalizante, o aluno destaca ser de grande importância e ter ainda o CEFET facilitando o acesso a tal formação é fundamental para os jovens que buscam diferencial no ensino e no mercado de trabalho.

- Tudo que eu faço hoje, no meu trabalho, é relacionado ao ensino técnico, então o impacto é grande. E a oportunidade surgiu quando fomos visitar a empresa e, durante uma conversa, sugeriram que eu mandasse meu currículo. Acabei enviando e deu certo! Hoje trabalho com monitoramento de sistemas de vídeoconferência para clientes Orange – complementa o jovem, que ressalta ver futuro na área, devido a constante demanda.

O diretor da unidade, Frederico Ferreira, conclui dizendo que, nos próximos três anos, aumentar o número de vagas disponíveis na unidade, podendo chegar a 1.300 alunos matriculados. No mês em que a unidade celebra 11 de sua instalação no município, o objetivo agora é também oferecer novas formações, como a licenciatura em matemática, curso já demandado pela população local.  

 



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