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  Pré-candidatos a prefeito

Propostas para a próxima administração municipal

 

O Diário de Petrópolis abre espaço para que os pré-candidatos a prefeito apresentem suas propostas para a próxima gestão do município. Foram elaboradas perguntas pela redação do jornal e pelos colaboradores Ronaldo Fiani (economista), José Luiz Alqueres (empresário) e Aristóteles Drummond (jornalista). As publicações serão feitas por ordem alfabética dos participantes. O pré-candidato que responde hoje é Leandro Azevedo (PSD).

Diário de Petrópolis - A Pandemia de covid-19 atingiu em cheio a economia no Brasil e no mundo. Já nos primeiros meses de pandemia a prefeitura registrava uma queda na arrecadação.  Neste contexto qual será sua estratégia para recuperar as perdas na arrecadação do município?

Leandro Azevedo - É necessário diálogo com grandes empresas, incentivo e criação de políticas públicas, como microcréditos e a retomada do Crédito Cidadão. A política de incentivos fiscais iniciada há 15 anos foi acertada e precisa ser continuada, pois atraíram novas empresas e garantiram a expansão de outras. Buscar auxílios emergenciais para comércio, indústria, trabalhadores autônomos, turismo e Meis. Impulsionar a divulgação dos polos de moda, estreitando conversa com empresários da Rua Teresa, Bingen e Feirinha de Itaipava. Promover a concessão provisória de incentivos fiscais. Procura por bancos para intermediar financiamentos e/ou apoios financeiros para as micro e pequenas empresas, comércio, serviços. Reforma tributária Municipal, Liberação do edital da Cultura para os artistas continuarem os seus projetos e incentivos que garantam a valorização dos guias turísticos e a Economia Solidária. 

DP - Como estabilizar a economia do município em um cenário em que a maior parte das empresas enfrenta problemas financeiros e encontra na burocracia um entrave para a recuperação financeira?

LA- Essa questão precisa ser trabalhada pelas três esferas, ou seja, Federal, Estadual e Municipal, pois a cidade, sozinha não consegue promover essa recuperação. Porém, a Prefeitura deve dar toda a assistência e buscar apoio do Governo Federal para essa desburocratização e recorrer às instituições financeiras, intermediando incentivos para todos os tipos de negócios. Criar um programa de ajuda aos autônomos e microempreendedores individuais, pois auxiliando os pequenos estaremos movimentando os grandes empreendimentos.

DP - Um dos reflexos diretos da crise econômica foi a perda de postos de trabalho, como promover a recolocação dos petropolitanos no mercado de trabalho?

LA - É preciso começar implantando o Departamento de Emprego e Renda para atender, principalmente, os desempregados, com elaboração de currículos, oferecendo cursos de qualificação e intermediando o contato do trabalhador com empresas da cidade onde haja vagas disponíveis. Instituir um Bilhete Único temporário no transporte coletivo, possibilitando a participação dessas pessoas em cursos de capacitação, entrevistas de emprego, entre outros. Criar projetos que incentivem as empresas a contratar jovens de 18 a 21 anos, pois estudos demonstram que a taxa de desemprego é maior entre os jovens desta faixa etária. Por isso, é necessário investir em programas e projetos para diminuir a evasão escolar. Implementar políticas de atração de investimentos industriais, comerciais, imobiliários, agronegócios e, principalmente, os tecnológicos, para oferecimento de mais postos de trabalho.

DP - Um dos setores mais impactados pela pandemia é o turismo -  setor que  é um dos pilares da economia de Petrópolis. Como recuperar as perdas e potencializar o crescimento do setor?

LA - A pasta do turismo deve ter a frente equipes verdadeiramente profissionais e com larga experiência. Promover grandes eventos e fortalecer aqueles que já fazem parte do nosso calendário, buscar novos atrativos, equipar estruturas, capacitar o comércio e, de fato, valorizar os artistas petropolitanos. Além disso, não podemos esquecer que Petrópolis foi a única cidade do país classificada como uma das mais promissoras para o turismo e visitação no período pós-pandemia. Por isso, é preciso investir e valorizar cada vez mais os nossos guias turísticos. Temos o turismo cultural, rural, gastronômico, de moda, religioso, cervejeiro, eco turismo e o esportivo e merecem divulgação em massa em cidades de todo o país, por meio de sites e TV, realização de convênios e criação de aplicativos. O estacionamento rotativo, principalmente na questão da multa administrativa precisa ser revisto, pois afasta nossos visitantes.

Perguntas de nossos colaboradores

Ronaldo Fiani - economista

Petrópolis possui um importante polo de inovação. Que medidas pretende adotar no seu governo para incentivar as empresas de tecnologia de ponta na cidade?  As cidades vêm cada vez mais adotando tecnologias inteligentes para melhorar os serviços públicos. Se eleito, o que pretende fazer a respeito?

LA - O conceito Cidades Inteligentes – Smarts Cities, já está incluído em todas as áreas do nosso plano de governo, como por exemplo, os setores de Planejamento, Mobilidade Urbana, Saúde, Turismo. Tenho certeza que investimentos em tecnologia e inovação podem mudar a vida da cidade. O primeiro passo já foi dado, pois temos em Petrópolis um importante polo tecnológico, no Quitandinha. Porém, precisamos garantir infraestrutura e incentivos ainda mais eficientes para atrair novas empresas. Hoje, Petrópolis conta com cerca de 300 empreendimentos tecnológicos e tem pré-disposição para aquecer o setor. Especialistas da área já estão, inclusive, trabalhando conosco, visando facilitar a chegada de novas empresas, garantindo que tenham meios de se desenvolver. Envolver as universidades nesse arranjo produtivo, para a formação dos alunos de acordo com as necessidades desse setor, com mão de obra qualificada. 

José Luiz Alqueres - empresário

Um ponto muito importante para uma cidade dar uma virada para melhor é a participação cívica da população. Ela só se viabiliza se o prefeito realmente todo mês criar  um encontro aberto com as representações de bairros e distritos e começar a reunião dando satisfações a pontos levantados e não respondidos da reunião precedente. O senhor se compromete a fazer reuniões desse gênero  no seu mandato?

LA - Dar voz às comunidades e representatividade popular é outro ponto que também já faz parte do nosso plano de governo. Reuniões com associações de moradores e lideranças comunitárias serão mensais, pois temos a certeza que só com a participação popular é possível avançar. Porém, a prioridade será a retomada do Programa Orçamento Participativo, onde a sociedade poderá discutir e priorizar a destinação de verbas para ações nas comunidades, principalmente no setor de infraestrutura, como construção de postos médicos e creches, reforma de escolas, iluminação pública e saneamento básico. Dessa forma estaremos valorizando e ajudando a população. 

Aristóteles Drummond - jornalista

Qual o seu projeto para desafogar o trânsito entre Bonsucesso e a Ponte 31 de Março, em Itaipava, congestionado quase todo o dia e impossível  nas sextas-feiras?  Qual a política para a população de rua, que hoje chega aos distritos?

LA - A questão dos engarrafamentos, não só nos distritos, precisa ser tratada com gestão planejada e não apenas com medidas paliativas. A prioridade será cumprir o Planmobi, principalmente porque foi elaborado com participação popular. Rotatórias, alargamento de pontes e baias de recuos para os ônibus em vários pontos de Itaipava, especialmente no trecho entre Bonsucesso e a ponte 31 de Março, serão priorizadas, assim como a pavimentação da Rua Joaquim Agante Moço, atrás do Parque Municipal. A questão da população em situação de rua será tratada em consonância com as diretrizes do Decreto Federal 7.053/09, porém, em todo o município e não apenas em uma região específica. Dialogar e buscar parcerias com instituições sociais com o intuito de reintegrar essas pessoas atuando na prevenção e oferecendo atendimento especializado. 

 



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