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Empreendimentos mudam perfil do mercado imobiliário

Novos prédios residenciais mudam a cara dos bairros e dinamizam o setor em Petrópolis

Philippe Fernandes

Há alguns anos, algo diferente pode ser notado no horizonte de Petrópolis: a construção de diversos empreendimentos imobiliários transformou diversas regiões da cidade. O município, que tinha um perfil de residências composto majoritariamente por casas, viu surgirem prédios residenciais em bairros como Corrêas, cuja reta tem um cenário completamente diferente do que poderia ser observado há algum tempo.

O município tem hoje 27 empreendimentos habitacionais sendo analisados para construção por meio do programa Minha Casa Minha Vida, com 10,8 mil novas unidades previstas. Uma boa medida de como o setor está aquecido pode ser vista no corredor da Estrada União e Indústria, entre Corrêas e Nogueira: no local, são dois prédios foram entregues e outros três estão em construção. E, se as empresas continuam investindo, é sinal de que o público, literalmente, “comprou a ideia”. Um exemplo de incorporadora feliz com os resultados obtidos em Petrópolis é a Riooito, que está no município há quatro anos e investe na linha econômica – os prédios da empresa estão na faixa 3 do programa Minha Casa Minha Vida, que oferece condições especiais de financiamento para famílias com renda mensal de R$ 7 mil ou mais.

O Cenário de Monet, conjunto de prédios que fica entre a Estrada União e Indústria e a Rua Visconde de Taunay, em Corrêas, teve todas as suas unidades vendidas. O Cenário de Montanha, às margens da Estrada Itaipava – Teresópolis, na altura de Benfica, por sua vez, também é um sucesso: das 762 unidades, apenas cerca de 90 ainda estão disponíveis para venda.

- A região serrana é o nosso principal campo de atuação hoje, e temos o desejo de investir em outros lugares de Petrópolis. Chegamos ao município em 2015 e fomos muito bem recebidos pelo público. Em três meses, conseguimos vender as 274 unidades do Cenário de Monet, que reúne uma área verde imensa, grande espaço para o lazer, enfim, um espaço muito agradável. A partir daí, partimos para o Cenário de Montanha, que foi um grande desafio – afirma a gerente de marketing da Riooito, Clara Navarro.

Público diversificado


 De acordo com Clara Navarro (foto), há, predominantemente, quatro perfis de consumidor: além da compra tradicional; há pessoas que migram do Rio de Janeiro e da região metropolitana, que buscam a tranquilidade da região serrana; os idosos, que buscam Petrópolis para curtirem a aposentadoria; e quem compra para investir. Neste último caso, a gerente de marketing da Riooito cita o sucesso dos empreendimentos, com valorização de até 64% na revenda. “Nem investimento em aplicação se valoriza tanto”, destacou.

Com relação aos públicos, a gerente de marketing da Riooito lembrou que há uma grande diversificação.

- Percebemos agora, com o Cenário de Montanha, que há um público que investe. A gente sabe que as pessoas enxergam a Riooito como uma construtora que tem olhar cuidadoso nas entregas, e, portanto, o produto fica diferenciado. No caso de quem vem para morar, há uma quantidade grande de moradores do Rio e de cidades da região metropolitana que buscam Petrópolis pela tranquilidade. Estamos a pouco mais de uma hora da capital e parece que é fora do Estado, completamente seguro: dá pra andar com celular na rua, nos bares, além de ser um local estiloso e elegante. Outro tipo de consumidor que a gente vê muito é o casal novo que quer sair da conturbação do Rio – disse.

Outro ponto que chama a atenção é a aceitação dos petropolitanos, acostumados às casas, aos novos prédios. Para Clara Navarro, isso tem uma explicação: a comodidade e a estrutura que os prédios oferecem.

- Acredito que há dois aspectos fundamentais nesta questão. Um deles é o lazer. Os nossos prédios dispõem de áreas super confortáveis, onde as pessoas se sentem em casa. Outro ponto é um reflexo dos tempos modernos, uma vez que o morador não tem que pensar tanto em manter a casa, além da própria sensação de segurança. Por mais que Petrópolis seja uma cidade mais tranquila, essa estrutura dos condomínios acaba atraindo as pessoas – afirmou.

Investimento em sustentabilidade

Em todas as cidades, quando há um grande conjunto de investimentos em empreendimentos imobiliários, logo surge uma preocupação: a questão ambiental. Os condomínios da Riooito procuram atender a essa demanda. O Cenário da Montanha, que dispõe de 20 itens de lazer, incluindo uma ciclovia que circunda todo o empreendimento, horta e agricultura sintrópica – que preserva a área e prepara o terreno para o replantio, de acordo com o ecossistema de cada região. A técnica permite que moradores, plantas, espécies frutíferas, pássaros e abelhas dividam o mesmo ambiente de maneira equilibrada e próspera.

O engenheiro florestal e consultor ambiental da Riooito, Julio Marchiori, explica que o projeto de sustentabilidade do Cenário da Montanha engloba três fases: recuperação de toda a área, cultivo de alimentos para atender a demanda do condomínio e, consequentemente, a produção de um ambiente ecológico que favoreça a chegada de espécies de pássaros, por exemplo.

- O sistema sintrópico busca o potencial máximo de uma floresta. Seja em sua capacidade de produzir alimentos, gerar riquezas e benefícios crescentes tanto para a fauna local quanto para as pessoas que vivem na região. Os ganhos paisagísticos são enormes e duradouros, uma vez que o projeto é pensado em longo prazo. A região se beneficia com a manutenção de uma floresta que vai suavizar os impactos da ação humana. Acreditamos que a agrofloresta do Cenário da Montanha também servirá como estudo de caso para alunos do seu entorno - comentou o especialista.

O Cenário de Montanha teve apenas 15% da área construída no seu terreno. Além disso, a recuperada pela empresa é bem maior do que a exigida por lei.

- Nossa área é de quase 288 mil metros quadrados e, pela legislação ambiental, a Riooito deveria doar aproximadamente 600 mudas de árvores nativas, em decorrência da intervenção na vegetação local, e ter como reserva florestal aproximadamente 57 mil metros quadrados. No entanto, vamos plantar (e não doar) mais de 17 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica e mais de 30 mil mudas de espécies para adubação verde e produção de alimentos - enumera Marilizia Pereira, diretora da Riooito.

 

 



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